quarta-feira, 31 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Melhor Conselho Que Você Já Recebeu Para Seu Jogo Predileto?

Meu jogo predileto é Dungeons & Dragons. E o melhor conselho que eu já recebi para meu jogo predileto foi este:

The secret we should never let the gamemasters know is that they don't need any rules.
             - Gary Gygax

Traduzindo para o português:

O segredo que nunca devemos deixar os mestres de jogo conhecerem é que eles não precisam de regra alguma.
             - Gary Gygax

Ou, de forma mais detalhada e bem explicada, temos esta outra citação de Gary Gygax, presente na página 230 do Dungeon Masters Guide do AD&D 1ªed:

AFTERWORD

IT IS THE SPIRIT OF THE GAME, NOT THE LETTER OF THE RULES, WHICH IS IMPORTANT. NEVER HOLD TO THE LETTER WRITTEN, NOR ALLOW SOME BARRACKS ROOM LAWYER TO FORCE QUOTATIONS FROM THE RULE BOOK UPON YOU, IF IT GOES AGAINST THE OBVIOUS INTENT OF THE GAME. AS YOU HEW THE LINE WITH RESPECT TO CONFORMITY TO MAJOR SYSTEMS AND UNIFORMITY OF PLAY IN GENERAL, ALSO BE CERTAIN THE GAME IS MASTERED BY YOU AND NOT BY YOUR PLAYERS. WITHIN THE BROAD PARAMETERS GIVEN IN THE ADVANCED DUNGEONS & DRAGONS VOLUMES, YOU ARE CREATOR AND FINAL ARBITER. BY ORDERING THINGS AS THEY SHOULD BE, THE GAME AS A WHOLE FIRST, YOUR CAMPAIGN NEXT, AND YOUR PARTICIPANTS THEREAFTER, YOU WILL BE PLAYING ADVANCED DUNGEONS & DRAGONS AS IT WAS MEANT TO BE. MAY YOU FIND AS MUCH PLEASURE IN SO DOING AS THE REST OF US DO!

Traduzindo livremente para o português:

POSFÁCIO

É O ESPÍRITO DO JOGO, NÃO A LETRA DAS REGRAS, QUE É IMPORTANTE. NUNCA SE PRENDA ÀS REGRAS COMO ESCRITAS, NEM PERMITA QUE ALGUNS ADVOGADOS DE REGRAS IMPONHA CITAÇÕES DO LIVRO DE REGRAS SOBRE VOCÊ, SE ISSO FOR DE ENCONTRO AO OBJETIVO ÓBVIO DO JOGO. DA MESMA MANEIRA QUE VOCÊ DEVE SE MANTER FIEL ÀS ESTRUTURAS PRINCIPAIS DO SISTEMA E À UNIFORMIDADE DO JOGO EM GERAL, TAMBÉM CERTIFIQUE-SE DE QUE O JOGO É MESTRADO POR VOCÊS E NÃO PELOS SEUS JOGADORES. DENTRO DOS PARÂMETROS GERAIS APRESENTADOS NOS VOLUMES DO ADVANCED DUNGEONS & DRAGONS, VOCÊ É CRIADOR E ÁRBITRO FINAL. ORDENANDO AS COISAS COMO ELAS DEVEM SER, O JOGO COMO UM TODO PRIMEIRO, SUA CAMPANHA EM SEGUNDO, E SEUS PARTICIPANTES NA SEQUÊNCIA, VOCÊ ESTARÁ JOGANDO ADVANCED DUNGEONS & DRAGONS COMO ELE DEVE SER. QUE VOCÊ SINTA TANTO PRAZER EM FAZÊ-LO QUANTO O RESTO DE NÓS SENTE!

Trocando em miúdos, eu entendo esse conselho como: "Improvise!". O jogo é seu, para ser jogado como você desejar. As regras não devem ser correntes que lhe prendem, mas sim ferramentas que lhe ajudam a se libertar e dar vida ao jogo que você imaginou.

Você é o mestre e tem total controle sobre como e quais regras serão ou não utilizadas, e nenhum jogador deve tentar forçar que o jogo seja jogado de acordo com as regras estritas do livro. O objetivo é se divertir, divertir a todos os participantes do jogo, e não apenas a alguns. Assim, se alguma regra deve ser mudada ou ignorada, faça. Se não há regra para algo necessário ao jogo, crie.

Mas seja justo, siga uma lógica que os jogadores consigam compreender. Mantenha-se fiel à estrutura geral do sistema e aos parâmetros básicos do jogo, afinal a ideia é facilitar as coisas e tornar o jogo mais divertido, não manter seus jogadores no escuro sobre como as regras funcionam.

Todo mundo irá se divertir bem mais se parar de se preocupar demais com as regras, e se preocupar mais com o bom andamento do jogo em si.

#RPGaDay 2016: Descreva a Sala de Jogos Ideal Se os Recursos Fossem Ilimitados

Ontem foi o dia de jogar D&D virtualmente através do Roll20, e por isso eu acabei esquecendo de postar a questão do dia 30 do RPG a Day 2016. Então, vamos lá correr atrás do atraso!

Por alguma razão que eu não sei explicar ao certo, eu sempre quis ter uma sala de jogos em um ático. O que é bem difícil já que eu moro em um apartamento, e não em uma casa.

Tanto melhor se esse ático tivesse uma sacada ou algo do tipo, para os amigos que fumam não precisarem descer para fumar, e ao mesmo tempo não fumassem dentro do ambiente fechado.

Seria importante que o espaço fosse suficiente para caber uma grande mesa (de 8 lugares ao menos), estantes e armários para os livros de RPG e miniaturas, uma bancada para trabalhar nas miniaturas e cenários, e um espaço para a mesa do computador.

Eu não gosto muito daquelas mesas de jogo cheias de gavetas, porta-copos, escaninhos, etc., que o povo vive postando fotos por aí. Eu prefiro uma mesa mais simples mesmo, mas espaçosa. As cadeiras seriam grandes e confortáveis (poltronas, talvez?)

Se o local tivesse uma pia e uma geladeira ou frigobar, tanto melhor. Assim ninguém precisaria ir até a cozinha para pegar um outro refrigerante quando o primeiro acabasse. Um banheiro anexo fecharia a comodidade do local com chave de ouro!

terça-feira, 30 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Melhor Sessão de Jogo Desde Agosto de 2015?

Esta é a postagem referente ao dia 2 de Agosto do #RPGaDay 2016, a última postagem atrasada que faltava (e que estou postando mais atrasado do que deveria).

No último ano, a sessão de jogo mais marcante para mim e para a maior parte dos jogadores do meu grupo (sim, eu consultei eles a esse respeito para responder essa questão) foi uma incursão às ruínas de Shiro Chuda na campanha de Legends of the 5 Rings.

Para quem não está familiarizado com o cenário de Rokugan, Shiro Chuda foi o castelo do antigo Clã da Serpente, que sucumbiu integralmente à prática do maho (feitiçaria de sangue) e acabou se corrompendo por isso. A muitos séculos, o Clã da Serpente foi destruído, toda a área foi devastada, e tudo o que restou são as ruínas amaldiçoadas do que um dia foi a província governada pela família Chuda.

Bem, minha campanha se passa mais ou menos na época do Scorpion Coup (um evento importante na história do cenário), e devido a indícios da presença de um maho-tsukai (feiticeiro) na região, o grupo faz uma incursão até Shiro Chuda (o antigo castelo do Clã da Serpente) para tentar capturar o indivíduo.

Para tornar tudo mais divertido, eu descrevi a região como uma grande área semiárida e devastada, com as ruínas da cidade no meio e o castelo no centro.

Entre a cortesã do grupo arranjar uma mensagem a ser entregue na terra do Clã da Fênix (um aviso e pedido de ajuda aos Inquisidores Asako) como desculpa para não precisar entrar naquele território, e um dos shugenja do grupo pirando totalmente, aconteceu de tudo naquela sessão.

Teve confronto contra dezenas de bakemono (os goblins do cenário) no meio das ruínas da cidade, samurai morto-vivo, investigação, armadilhas, exploração de dungeon (as catacumbas do castelo), feiticeira velha sendo fatiada sem dó pelos samurais, resgate da corrupta técnica perdida dos Chuda, e não uma, mas duas lutas contra oni (os poderosos demônios do cenário).

Dentre tudo o que aconteceu, duas cenas foram mais marcantes. Uma foi o Isawa shugenja (que na verdade é um filho bastardo do Imperador em pessoa), caindo sob o efeito de uma magia que faz o alvo agir como o pior estereótipo de sua família, e ficando extremamente arrogante e exigindo reverências de todo mundo. Isso depois de arrancar o mon (brasão) dos Isawa de seu kimono e jogar no chão!

A segunda foi o desdobramento do confronto com um dos oni que transmitia uma doença extremamente contagiosa (e que foi carinhosamente apelidado pelos jogadores de “oni da boqueira”). Ao confrontarem a criatura, logo nos primeiros ataques, perceberam que o sangue contaminado da criatura respingava e contaminava quem estivesse perto. Vendo isso, o samurai mais poderoso e combativo do grupo, com reputação de ser um açougueiro sanguinário, amarelou e não foi ao confronto do monstro. Não porque tenha falhado em um teste de medo (eles existem no sistema), mas sim porque o jogador ficou com medo de perder o personagem mesmo!

A galera no fim conseguiu matar o demônio, mas em consequência dois dos samurais ficaram doentes, e acabaram morrendo no retorno para casa. Um deles havia sido considerado um criminoso e desonrado sessões antes, mas lutou corajosamente contra a criatura e no fim, pediu perdão aos kami (deuses) e acabou se redimindo de seus erros antes de morrer. Foi uma cena muito bonita e legal de rolar na mesa.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Se Você Pudesse Jogar Em Qualquer Lugar na Terra, Onde Você escolheria Jogar?

Se eu pudesse jogar em qualquer lugar do mundo, acho que seria legal jogar em um castelo de verdade.

Imagine só se não seria muito legal jogar uma sessão de D&D no Castelo de Guédelon?

O Castelo Corvin, ou Hunedoara, na Transilvânia.

Ou quem sabe uma sessão também de D&D, mas no cenário de Ravenloft, jogado no Castelo Hunedoara, lá na Transilvânia?

O Schloss Neuschwanstein, na Bavária.

Mas porque ficar apenas no D&D? Uma sessão de Castelo Falkenstein jogada no Castelo Neuschwanstein, na Bavária, teria o clima perfeito.

Uma bela foto da Bok Tower, também conhecida como Singing Tower.

Apesar de que um sessão de Ars Magica conduzida dentro da Singing Tower, mesmo que ela não seja exatamente um castelo, seria incrível!

O Ídolo da Semana

O ídolo desta semana é adorado pelos goblins:

Goblins! Goblins everywhere!

A imagem acima é a capa do jogo Dark Hold Goblin Adventures, um cenário de RPG para Savage Worlds em que os jogadores assumem o papel de goblins.

A capa é claramente uma homenagem à capa do Player's Handbook do AD&D 1ªed criada por David Trampier, só que com goblins no papel de quase todos os personagens - incluindo o próprio ídolo!

Dark Hold Goblin Adventures se encontra em financiamento coletivo no Kickstarter até o dia 18 de Setembro de 2016, e já atingiu a meta de financiamento.

domingo, 28 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Coisa Que Mais Lhe Surpreendeu de Um Amigo Não Ter Lido ou Assistido?

Eu não acho que esta pergunta seja realmente uma pergunta relacionada ao RPG. Ela é meio “genérica” demais, e por isso não acho ela adequada ao RPG a Day. Ainda assim, como ela foi incluída na lista vou respondê-la aqui.

Assumo que, para ter o mínimo de coerência com o tema do RPG a Day, o amigo em questão deve ser, ou ter sido, um membro de meu grupo de jogo. Dentre estes, o que mais me surpreendeu foi quando um amigo confessou desconhecer que o bárbaro Conan originalmente era um personagem que protagonizava contos, e que não surgiu como um personagem de quadrinhos.

E a surpresa não parou por aí: maior foi o meu espanto quando, explicando que Conan foi criado por Robert E. Howard para contos publicados em pulp magazines, este amigo demonstrou desconhecer as pulp magazines. Ele era um apreciador da estética de personagens pulp como O Sombra, mas até então ele acreditava que estes personagens eram todos originários dos quadrinhos, o que realmente me surpreendeu.

sábado, 27 de agosto de 2016

Financiamento Coletivo: D13 e D15 Pela Impact! Miniatures

E está aberta a temporada dos dados estranhos!

Depois do PolyHero - Wizard Set, agora é a vez de um novo financiamento coletivo de dados: desta vez para a confecção de dados de 13 e 15 lados! 


A Impact! Miniatures, mesma empresa que produz os dados oficiais do Dungeon Crawl Classics, abriu um financiamento coletivo para a produção de um D13 e um D15. O financiamento se dá através do Kickstarter, então já sabem: é necessário um cartão internacional.

Além dos dados que são o objetivo principal do financiamento, é possível adquirir todo o restante da linha de dados da Impact! através da campanha. Um objetivo secundário também é, conforme o financiamento atingir valores mais altos, produzir os dados da empresa em novas cores.

Além disso, parece que um investidor está disposto a pagar 50% do valor para a produção de um D17 e um D19, e talvez também dos D26 e D28. Mas para isso ser viável o financiamento tem de atingir ao menos US$ 30.000,00. Curiosamente, essa informação foi enviada para os financiadores das campanhas passadas, mas até o presente momento não foi divulgada dentro da campanha atual.

#RPGaDay 2016: Circunstância ou Local Mais Estranho Em Que Você Já Jogou?

Acho que o lugar mais estranho que eu já joguei RPG foi dentro de um carro, na estrada, com o motorista mestrando.

Eu e meus amigos tínhamos o costume de ir para a praia no fim de ano, na casa de praia do mestre de jogo, e era costumeiro jogarmos nossa campanha de RPG da vez por lá, naqueles dias em que ninguém estava com muita vontade de sair de casa.

Lembro que em uma destas viagens, todos nós tínhamos saído de carro para ir a uma outra praia que não a mesma onde ficamos hospedados, e no retorno pegamos um baita engarrafamento. Para matar o tempo, o mestre (que também era o motorista) decidiu continuar a mestrar a campanha de onde havíamos parado, mesmo sem ter as planilhas nem nada. Foi uma situação um tanto inusitada.

A segunda circunstância mais estranha em que joguei RPG foi em um bar num dia de chuva. Era um dia à noite, eu e 3 amigos estávamos saindo do colégio, e do nada começou uma imensa tempestade. Para fugir da chuva decidimos entrar em um bar que ficava quase na esquina do colégio.

Pedimos algo para beber e comer, mas como a chuva demorava a passar decidimos jogar um AD&D para matar o tempo. Naquela época nós ainda sabíamos a maior parte das regras do jogo de cor, e para aquela aventura one-shot decidimos montar o grupo mais estranho que eu já vi: um kobold wu jen, um homem-lagarto anacoreta, e um minotauro gladiador, que juntos formavam um circo itinerante. Tudo isso com planilhas escritas em guardanapos de boteco.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Que Hobbies Vão Bem Com RPGs?

Eu penso que wargames e miniaturismo casam perfeitamente com RPG. É legal usar miniaturas nos jogos às vezes. Mesmo que na prática eu use muito pouco minhas miniaturas (por razões diversas), eu tenho uma enorme coleção delas.

Também acho legal a atividade de pintura das miniaturas e construção de peças de cenários. É um hobby interessante, agradável, e cujo resultado pode ser utilizado em conjunto com o RPG.

Além de que é muito legal poder ver os monstros e criaturas estranhas de nossos jogos tridimensionalmente através das miniaturas!

Miniaturas sempre são legais.

Fora isso, a maioria dos RPGistas que conheço também são grandes fãs de jogos de videogame, e muitos jogam ou já jogaram card games colecionáveis. E sempre tem os card games não colecionáveis (Munchkin disparado é o mais popular entre os jogadores de RPG que conheço) e jogos de tabuleiro (ou boardgames, como é moda chamar hoje em dia). Inclusive, da galera do meu tempo, muitos começaram a se interessar por RPG através do HeroQuest, que na verdade trata-se de um jogo de tabuleiro.

O saudoso HeroQuest da Estrela!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: O Que Faz Um Bom Personagem?

Personalidade. Aquela coisinha que faz um alguém se diferenciar de outro alguém, mesmo que por suas características mensuráveis ambos só possam ser descritos do mesmo modo. É a personalidade que faz com que um personagem completamente comum (digamos, um guerreiro humano totalmente básico de D&D) possa ser um personagem memorável, e ao mesmo tempo diferente de outro personagem com a mesma montagem estatística.

Uma personalidade distinta pode ser obtida para um personagem de muitas formas diferentes: um maneirismo, um jeito de falar específico que o jogador usa para o personagem, gostos pessoais, crenças e superstições que ele possui, e até mesmo um modus operandi completo.

Até mesmo coisas mais ligadas diretamente com a mecânica do jogo podem ser utilizadas para dar uma personalidade interessante ao personagem: uma arma ou equipamento predileto ou característico, ou alguma habilidade que o diferencie dos demais e da qual ele se orgulhe (ou se envergonhe, quem sabe!). Alguns jogos até mesmo trazem mecânicas que ajudam a criar uma personalidade para o personagem, como regras de vantagens e desvantagens, alinhamentos, honra, moralidade, etc. Mas o sistema no fim não importa, porque não é a existência de regras para isso no sistema que faz a diferença, mas sim o que o jogador faz com isso. Como o jogador usa o que tem em mãos é que define uma personalidade para o personagem. E é por isso que um personagem pode ser diferente e interessante mesmo em sistemas onde as regras diferenciam muito pouco dois personagens de um mesmo tipo.

O que acaba por ser mais importante para um personagem ter uma personalidade interessante é um bom jogador. E por “bom jogador” não estou falando em um jogador que domina as regras, apenas um jogador que está interessado em fazer do seu personagem um alguém interessante, um alguém com personalidade – provavelmente distinta da sua própria.

O que faz um bom personagem, de certo modo, é um bom jogador.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Com Qual Jogo É Mais Provável Que Você Presenteie Alguém?

Se eu for presentear alguém com um RPG, certamente será com um Old Dragon.

Existe uma grande chance desse presente ser para alguém que está começando no hobby, e se for esse o caso isso faz o Old Dragon ser uma escolha muito acertado: o jogo é em português, é barato (não só para eu que estarei presenteando, mas também para o presenteado, que poderá adquirir os suplementos mais facilmente), é fácil de aprender, é divertido, existem dezenas de aventuras e suplementos gratuitos disponíveis na internet, e possui uma comunidade de jogadores bastante ativa e disposta a ajudar. Além disso, o Old Dragon endossa o estilo de jogo que eu acho mais divertido: os retrojogos old school.

Caso o presente não seja para um iniciante, é bem possível que eu também presenteie com o Old Dragon, ou algum suplemento, ou mesmo seu irmão espacial, o Space Dragon. A menos, claro, que eu saiba que a pessoa em questão deseja muito um outro jogo. Afinal, presentes sempre devem agradar os presenteados!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Compartilhe Uma de Suas Melhores Histórias de Má Sorte

Jogando a aventura básica da caixa do D&D da GROW (a famosa Dungeon de Zanzer), mas adaptada para as regras do AD&D 2ªed, aconteceu uma das cenas mais bizarras que eu já vi. O grupo era composto por um mago humano necromante, um elfo paladino (house rules comia solta na mesa), um ladrão humano, um clérigo humano de Tyr (o cara que peitou um lobisomem na mão), e um guerreiro humano (um NPC).

Em uma sala o grupo topa com 3 gnolls, e começa o combate. Enquanto parte do grupo dá conta de 2 dos monstros, o terceiro fica se digladiando com o guerreiro humano, sem nenhum efeito. Nem o NPC, nem o gnoll conseguiam acertar nenhum ataque. Nisso, o clérigo se junta ao combate, atacando o monstro pelo flanco e... erra o ataque.

O mago, que estava atrás de todo mundo, decide usar uma lança para tentar atacar em segunda linha, por trás do guerreiro humano, e atingir o gnoll. Rola o dado de 20 faces e.... 1 natural! Resultado: o mago se desequilibra, cai por cima do guerreiro, que rola um teste de destreza e.... falha crítica! Este, por sua vez, cai por cima do gnoll, que também rola um teste de destreza e também falha, indo pro chão junto dos outros dois.

Aproveitando o inimigo no chão, o ladrão pega sua espada e tenta apunhalar o gnoll no chão... mas erra! O paladino, vendo uma luta tão injusta para o gnoll, nada faz - decide que não ajudará o monstro, mas dará a ele uma chance mais justa.

O guerreiro começa a engatinhar por cima do monstro, tentando impedir que este use sua arma. O mago, faz o mesmo, engatinhando por cima do gnoll e do guerreiro caídos. O ladrão e o clérigo continuam tentando apunhalar o gnoll com suas espadas, errando e errando, mesmo com todos os bônus para atacar o inimigo no chão que mal consegue se mover.

O grupo ficou nessa situação cômica por umas 4 ou 5 rodadas mais, sem ninguém conseguir obter sucesso em nenhuma rolagem - nem os jogadores, nem o monstro! Só depois de muito rirmos da situação é que finalmente um dos personagens acertou um golpe de espada e matou o monstro para que a aventura pudesse prosseguir.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O Ídolo da Semana

O ídolo da semana:

O ídolo de Trampier, sem tirar nem pôr.

A ilustração acima foi feita por um artista chamado asuorez.

#RPGaDay 2016: Evento de Jogo Supostamente Aleatório Que Se Tornou Recorrente?

Novamente sou obrigado a citar a campanha de GURPS Horror na Era Vitoriana. Como muitos devem saber, em GURPS há um sistema para definir o local do corpo atingido pelos ataques durante um combate. Você pode fazer isso deliberadamente, tentando acertar um ponto escolhido, ou determinar o local de forma aleatória. Nós geralmente usávamos essa segunda opção.

Eis que, apesar de ser aleatório, todos os personagens do grupo quase sempre atingiam seus inimigos na área 11 (referente à região da bacia e virilha). Estatisticamente, o 11 é um dos valores mais comuns de se obter numa rolagem de 3d6 (utilizada no GURPS), mas não é mais comum do que rolar um 10, e só muito pouco mais provável do que rolar um 9 ou 12. Ainda assim, 90% das vezes era um 11 que saia.

Assim, apesar de isso ser um evento totalmente aleatório, o grupo começou a ficar conhecido como os pervertidos que só atiravam na virilha dos inimigos.

domingo, 21 de agosto de 2016

PolyHero Dice - Wizard Set

Vocês lembram do PolyHero Dice - Warrior Set? Pois bem, já que aquela campanha foi um sucesso e os dados foram enviados aos financiadores (os meus ainda estão confinados nas catacumbas da Receita Federal, esperando a liberdade), a PolyHero Dice iniciou mais um financiamento coletivo: o PolyHero Dice - Wizard Set!

O kit completo deve se parecer com isso.

Assim como o Warrior Set foi um conjunto de dados temáticos para guerreiros, o Wizard Set é um conjunto de dados temático para magos. Todos os dados possuem formas exóticas que fazem referência à vida arcana: um raio (d4), uma bola de fogo (d6), um pergaminho (d8), duas poções mágicas diferentes (d10), uma varinha que mais parece um cetro (d12), e uma orbe (d20).
 
Mas como um brinde para os participantes do financiamento, cada kit será acompanhado também de um dado de 2 (d2) faces no formato de um grimório! Este d2 não deverá ser comercializado pelo fabricante no futuro.

Este d2 é bastante simpático!
Cada kit completo custa US$ 15,00 com frete fixo de US$ 4,00 para qualquer lugar do mundo. Além disso, há pacotes para kits extras, de 2 a 8 kits, que acabam saindo com um pequeno desconto.
 
Por enquanto os kits estão disponíveis em 6 cores diferentes, e mais devem ser liberadas durante o financiamento. Também deve ser liberado até o fim do financiamento algum conjunto de dados de um só tipo, como um kit com 4d6, ou 2d20, por exemplo.

Uma comparação do tamanho dos protótipos do Wizard Set com dados comuns.

Este é um financiamento relâmpago, de apenas 2 semanas. Como ele iniciou-se a alguns dias atrás, só restam 10 dias até o final do financiamento - que já bateu mais de 7 vezes sua meta inicial. Então se você deseja garantir seu PolyHero Dice - Wizard Set não espere muito e corra para participar do financiamento.

#RPGaDay 2016: A Mais Engraçada Interpretação Errada de Regra Que Já Ocorreu Em Seu Grupo?

Provavelmente foi um jogador de nossa campanha de GURPS Horror na Era Vitoriana quando comprou para seu personagem (por acaso, o mesmo personagem que matou um vampiro com um golpe de judô) a perícia Mount (que é a habilidade de ter sido treinado para ser montado por um cavaleiro) pensando que estava adquirindo a perícia Riding (que é a habilidade de cavalgar uma criatura).

Quando o mestre olhou a planilha e se deu conta dessa perícia, lembro que ficamos por um bom tempo debatendo sobre as condições nas quais o personagem desenvolveu a habilidade de ser montado, e como poderíamos utilizar essa habilidade tão pitoresca em nosso favor.

sábado, 20 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Sistema Mais Desafiador, Mas ao Mesmo Tempo Recompensador, Que Você Aprendeu?

Eu confesso que não acho nenhum sistema de RPG realmente desafiador. Alguns sistemas são mais complexos, outros mais simples, mas desafiador mesmo eu não lembro de nenhum.

Assim, talvez o sistema mais desafiador para mim tenha sido o D&D da GROW, por ter sido o primeiro RPG que aprendi, e ser diferente de tudo que eu conhecia. O D&D em suas primeiras encarnações é um sistema bastante confuso em um primeiro contato: há mecânicas específicas para tudo, rolagens em que você precisa tirar números altos, rolagens em que é bom tirar números baixos, entre os atributos e sub-atributos alguns são bons altos, outros baixos, e por aí vai.

Essa caixa proporcionou muitas horas de diversão para mim e meu grupo.

Depois disso, nenhum sistema realmente me pareceu desafiador. E como falei antes, alguns são mais complexos, outros menos, mas qualquer um que pareça ser desnecessariamente complexo, no geral é exatamente isso: desnecessariamente complexo. E portanto não muito recompensador.

Fora isso, eu poderia citar talvez sistemas como o Mutants & Masterminds 3ªed, Pathfinder ou o D&D 5ªed, que trouxeram alguma confusão no início justamente por serem extremamente similares ao D&D 3.5 mas serem diferentes destes. E essas pequenas diferenças acabam pegando desprevenido alguém que está muito acostumado com o D&D 3.5 - leva um tempo até lembrar que não são exatamente o mesmo jogo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Melhor Maneira de Aprender Um Novo Jogo?

Definitivamente não há melhor maneira de aprender um novo jogo do que jogando. Você pode ler o livro de regras de cabo a rabo, mas mesmo assim ficarão algumas dúvidas que só serão percebidas durante um jogo de verdade.

Geralmente, é mais fácil de aprender jogando com alguém que já conhece o jogo, tirando suas dúvidas com outro jogador mais experiente. Quando um jogador novo e inexperiente se junta a um grupo, raras foram às vezes que vi alguém dar a este jogador o livro de regras e mandar ele lê-las para aprender o jogo. Geralmente o novato é apenas posto para jogar e as regras vão sendo ensinadas conforme necessário. Por quê geralmente é feito assim? Porquê esse método funciona.

Mas há uma maneira de aprender um jogo sozinho, lendo as regras, que até hoje eu acho excelente: o método da caixa preta do Dungeons & Dragons, também conhecido pro estas paragens como o D&D da GROW.

O fichário do D&D da GROW: fichas para aprender passo-a-passo o jogo.

Esta edição da caixa básica do D&D trazia um conjunto de fichas nas quais em uma face havia uma introdução a um conceito do jogo ou uma regra, e no verso havia um trecho de uma aventura solo, na qual o conceito de jogo ou regra era posto em prática. Assim, era possível aprender as regras do D&D passo-a-passo sozinho, mas também jogando.

Até hoje este é um dos melhores métodos de introdução a um jogo que eu já tive o prazer de ter contato.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Qual a Inovação da Qual Grupos de RPG Mais Se Beneficiam?

A inovação da qual grupos de jogo mais podem se beneficiar certamente são os chats de vídeo e as plataformas de jogo online. Digo isso porque elas basicamente resolvem o mais velho e básico problema do RPGista: não ter um grupo de jogo.

Hoje em dia, qualquer um com uma conexão de internet razoável e boa vontade consegue jogar RPG. Não conhecer outros jogadores na sua cidade não é mais desculpa. Claro, redes sociais também podem ter seu aspecto de importância nisso - afinal, elas dão uma boa mão para encontrar um grupo com o qual jogar à distância. Mas elas não são imprescindíveis para viabilizar um jogo via chat.

Meu grupo tem rolado jogos utilizando desses meios já a algum tempo, e tem se mostrando uma mão na roda. No nosso caso, foi a maneira que encontramos de integrar dois amigos que tiveram de se mudar de cidade à mesa de jogo, fazendo assim com que eles não precisassem abandonar o grupo, mesmo que não pudessem mais comparecer fisicamente.

Em um dos casos, rolamos mesas totalmente virtuais, geralmente no meio da semana à noite. Inicialmente utilizávamos apenas o Google Hangout para tocar os jogos e funcionava bem, mas recentemente começamos a usar o Roll20 e ele se mostrou uma mão na roda. Plataformas de mesa virtual como essa são de grande ajuda para rolar combates táticos, mostrar mapas aos jogadores, e já integram um rolador de dados à interface de voz e vídeo. Vídeo, inclusive, é algo que nem usamos nesses jogos, apenas a voz é suficiente.

No outro caso, um dos jogadores que se mudou decidiu continuar jogando a campanha que nosso grupo mantém aos fins de semana. Assim, o grupo era inteiramente presencial, com exceção deste único jogador que jogava remotamente.

O "robô". Praticamente um Avatar!

Para isso, usamos o Google Hangout também - como a mesa é basicamente presencial, não é necessário uma interface de mesa virtual nem roladores de dados. Mas nesse caso o vídeo é importante: é bom que o jogador remoto tenha como ver o que está acontecendo na mesa presencial. E também não é ruim que o grupo possa ver seu camarada distante através da tela do computador!

Para essa empreitada montamos um equipamento padrão que utilizamos: um iPad e uma caixa de som. Qualquer computador na verdade serviria, mas certamente um aparelho portátil, como um notebook, é mais prático. O iPad por ser ainda menor mostrou-se melhor, pois cabe na mesa sem ocupar muito espaço, é fácil de ser manejado, e pode ser mantido em pé sem dificuldade. Além disso ele tem uma câmera embutida que permitia ao jogador remoto ver nosso jogo presencial o tempo todo.

No entanto, percebemos que o som era um problema: os alto-falantes do iPad não davam conta de superar o barulho da mesa presencial, e às vezes era difícil ouvir o jogador remoto. Assim, depois de várias tentativas, resolvemos o problema ligando o iPad a um amplificador portátil de guitarra. A todo esse aparato demos o apelido de "robô": o avatar eletrônico de nosso companheiro distante.

Atualmente o jogador retornou e não precisamos mais usar o "robô". Mesmo assim, toda essa experiência nos mostrou como são úteis essas interfaces de chat por vídeo para os jogos de RPG, e que a partir de agora nenhuma distância nos impedirá de jogar com nossos amigos!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Qual Personagem Ficcional Melhor Se Encaixaria no Seu Grupo?

Eu acredito que o Autolycus se sentiria em casa no meu grupo.

Nós temos uma certa afinidade pelos tipos ladinos, que preferem resolver as coisas mais na esperteza do que na força, e que gostam de passar a conversa nos oponentes (apesar de eu quase sempre montar o personagem fortão que é capaz de vencer qualquer oponente numa luta). Autolycus certamente estaria bem à vontade no meio dessa galera.

No entanto, eu curtiria ainda mais mesmo é o Ash Willians no grupo. Um cara meio caótico, impulsivo, meio azarado, mas que sempre resolve a situação seria divertido demais na mesa!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Personalidade Histórica Que Você Gostaria no Seu grupo? Qual o Jogo?

Essa é uma pergunta complicada. O que classifica alguém como "personalidade histórica"? Eu gostaria em meu grupo como um jogador/mestre, ou como um personagem na mesa? Pois é, acho que terei de deduzir essas questões por minha própria conta e encontrar uma resposta que pareça adequada.

Vou assumir que a personalidade seria um jogador ou mestre no grupo, e não um mero personagem. E por toda a importância e influência que ele representa para a cultura pop atual, considero que Gary Gygax pode ser certamente considerado como uma personalidade histórica.

Seria incrível ter Gygax na mesa, como jogador, ou melhor ainda, como mestre. Pelo que vejo escrito em seus livros, principalmente no Dungeon Masters Guide do AD&D 1ªed, e em alguns comentários postados em fóruns ao longo dos anos, eu simpatizo muito com a forma como Gary via o RPG e provavelmente como conduzia seus jogos. O jogo, claro, seria Dungeons & Dragons em qualquer uma de suas encarnações.

Mas caso alguém discorde que Gygax seja uma personalidade histórica válida, minha segunda opção seria H. G. Wells. O famoso escritor britânico não só era um renomado romancista 4 vezes indicado ao Prêmio Nobel de Literatura, como foi também um prolífico autor de ficção científica, com obras icônicas como A Ilha do Dr. Moreau, O Homem Invisível, A Guerra dos Mundos e A Máquina do Tempo. Toda essa habilidade para criar e contar histórias seria muito bem aproveitada numa mesa de jogo.

H. G. Wells jogando uma partida de Little Wars.

Não bastasse, Wells escreveu Little Wars, um manual de regras para wargames, o que me leva a crer que talvez ele realmente viesse a apreciar RPGs se tivesse contato com o jogo. Para fechar o pacote, ele, assim como eu, também era um biólogo, tendo estudado com Thomas Huxley - o que me faz crer que talvez nos déssemos bem - no mínimo teríamos assuntos em comum para conversar. Quanto ao jogo, penso que ele gostaria de tentar um GURPS Infinite Worlds, que daria a ele liberdade bastante para trabalhar, e ele mestrando poderia vir a ser genial.

Se alguém ainda achar que H. G. Wells não é "histórico" o suficiente (dúvido!), penso que Mary Shelley - a genial autora de Frankenstein - seria alguém interessante para se ter na mesa. Jogando em uma campanha de Ravenloft, é claro!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Sua Melhor Fonte de Inspiração Para RPGs?

Eu já respondi essa no #RPGaDay 2015, e a resposta ainda não mudou: leitura.

Sejam livros de literatura propriamente dita, livros de História, revistas, artigos, quadrinhos, jornais, etc., não importa. A melhor fonte de inspiração ainda é a leitura.

Especialmente, eu gosto muito de literatura de fantasia, horror e ficção científica dos anos de 1930 a 1960, estes são de onde eu consigo tirar algumas das melhores ideias. Mas literatura de horror gótico, lendas e contos clássicos, e algumas boas obras de romance histórico também estão na minha lista de fontes de inspiração primárias.

O Ídolo da Semana

O ídolo desta semana foi descoberto pelo intrépido Rafael Beltrame em suas infindáveis expedições arqueológicas:

Se não é ele, é parente!

A ilustração acima encontra-se na página 6 do módulo Lara's Tower, publicado em 1981 pela Judge's Guild para o AD&D 1ªed. Inclusive o Beltrame tem um artigo interessante sobre a Judge's Guild, caso alguém tenha interesse.

Sobre o ídolo na ilustração, ele não é exatamente o ídolo de Trampier, mas guarda uma certa semelhança, sem dúvida.

domingo, 14 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Qual é Seu “Time dos Sonhos” de Pessoas Que Jogaram Com Você?

Eu acho esta uma pergunta complicada. No geral, eu sempre jogo com amigos - não são apenas companheiros de jogo, mas gente que se torna mais do que isso. Isso faz com que todos sejam pessoas que de uma forma ou de outra deixam saudade na mesa, do tempo passado junto dividindo as aventuras de uma sessão de jogo.

Particularmente, eu gosto muito de meu grupo de jogo atual e dificilmente abriria mão de qualquer um deles para dar espaço a outro jogador na mesa. Isso faz com que montar um "dream team" com mais pessoas que eu joguei no passado seja resultar em um grupo imenso e inflado.

Mas certamente há várias pessoas que eu gostaria que tivessem permanecido no meu grupo de jogo, mas que por alguma razão ou outra acabaram saindo dele: Maurício, Rene, Yuuji, Marco Aurélio, Frozza, Tiago, Dumas, William, Rafael, Vitor, Aureo, Waldemir, Alan, Paulo, etc. É muita gente para listar aqui, mas todos deixaram sua marca e fazem um pouco de falta.

sábado, 13 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: O Que Faz Uma Campanha Bem Sucedida?

Primeiro de tudo, é importante o mestre ter uma boa ideia do que ele quer da campanha. Se ele não souber ao certo, talvez tenha dificuldade de dar o ritmo ao jogo, e isso pode prejudicar o interesse do grupo no jogo.

E aí entramos no segundo ponto, que é ainda mais importante e relevante para fazer uma campanha bem sucedida: o interesse dos jogadores no jogo. Se o grupo não estiver interessado, querendo jogar sessão após sessão para ver até onde a história levará seus personagens, a campanha não vai para frente.

Essa galera estava motivada e querendo chegar ao fim da campanha. Menos o Mark. O Mark não ligava muito.

É esse interesse dos jogadores que faz com que eles não faltem, que participem com vontade, que criem personagens interessantes, interajam com o cenário e NPCs, enfim, que façam tudo que torna uma campanha memorável.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Qual Jogo é Mais Provável Que Seu Grupo Jogue a Seguir? Porque?

Eu sinceramente não faço nem ideia.

Atualmente estamos jogando uma campanha de Legends of the Five Rings 4ªed. E parte do grupo joga uma campanha de D&D 3.5 via Roll20.

A campanha de L5R ainda deve durar mais um tempo, mas depois não sei o que iremos inventar. Um dos jogadores acha que eu deveria ter uma folga de mestrar, só para descansar mesmo,e isso talvez signifique que ele mestre algo. E como ele gosta de experimentar jogos diferentes, sabe-se lá o que esperar.

Quem sabe talvez também voltemos a jogar nossa campanha de GURPS Fallout, que parou no meio sem uma conclusão devido à mudança do mestre para outra cidade - mas ele já voltou, então há esperanças.

Mas como faz um tempo que não jogamos D&D, e como a maioria dos jogos que duram são mestrados por mim (por nenhuma razão outra além de eu ser teimoso e continuar mestrando), é possível que joguemos uma nova campanha de D&D. Darksun e Ravenloft (The Masque of the Red Death, por quê não?) são minhas escolhas primárias - e possivelmente em AD&D.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Que Jogador Mais Afetou a Forma Como Você Joga?

Ao longo do tempo a gente vai aprendendo uma coisinha aqui e outra ali com quase todo mundo com quem nós jogamos. Mas aquele que mais me afetou, de forma positiva, eu acho que foi um cara chamado Marco Aurélio, que também foi o melhor Mestre de Jogo que eu já tive.

Na maior parte do tempo eu sou o mestre, então não é de se admirar que quem mais tenha afetado meu estilo de jogar tenha sido aquele que eu considero quem melhor mestrou para mim.

Mas mesmo como jogador, o Marco mandava muito bem e me ensinou algumas coisas. Ele me fez aprender que o estilo do personagem é importante, um personagem estiloso é muito mais marcante que um personagem simplório - mesmo que a ideia seja ter um personagem simplório, faça isso com estilo.

Os personagens dele também sempre tinham uma personalidade própria, ele não jogava sempre com o mesmo personagem - infelizmente uma coisa que muito de nós fazemos, apenas trocando nome, classe e raça, mas mantendo a mesma personalidade sempre. Um personagem é uma outra persona, deve ter uma certa vida própria, e por vezes ele fará coisas que são diferentes da forma coma qual você reagiria a uma certa situação.

Seus personagens também possuíam alguns maneirismos próprios, diferentes dos de seu jogador. Assim como você os tem, o personagem deve ter certos maneirismos que façam as pessoas lembrar dele. Expressões, preferências, traços de personalidade, comportamentos típicos, jeitos de falar, sotaques, tudo isso contribui para um personagem melhor.

Por fim, os personagens dele tinham uma história simples, curta, mas com significado. Não é preciso 30 páginas de história para um personagem ter profundidade. Uma história curta, relevante para o jogo (e isso é diferente de ser épica ou impactante) e que faça sentido é muito melhor do que páginas e mais páginas de enrolação.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Maior Surpresa In-Game Que Você Já Experimentou?

Eu tenho certeza que já falei disso aqui em outra ocasião (talvez até mais de uma vez): a maior surpresa que eu já tive em uma sessão de jogo foi um jogo de xadrez contra a Morte.

Última sessão da campanha de Ravenloft, eu era o mestre. No clímax da sessão, o grupo enfrentaria um aspecto da própria Morte, que eles deixaram que fosse invocado em um ritual a muito tempo atrás, ainda no segundo arco de histórias da campanha.

A Morte não é nenhum bárbaro insano, nem nenhum monstro irracional, apenas uma entidade que cumpre sua missão despassionadamente, assim, revela-se ao grupo de forma calma e aceita argumentar com os personagens – mesmo depois de ter sido atacada pelo bárbaro, que morre com um único golpe de sua foice (armas vorpais são cruéis!).

Claro que a Morte não é um inimigo comum, daqueles que é só combater para vencer. Eu havia pensado em duas ou três maneiras específicas, mas totalmente ao alcance do grupo, para que a Morte pudesse ser vencida, mas certamente não seria um combate fácil. Mas eu definitivamente não havia planejado o que acabou acontecendo.

Eis que, durante a breve argumentação com a entidade, o monge do grupo desafia a Morte para uma disputa pela vida de todos, de forma muito respeitosa, diga-se de passagem. Nesse momento eu confesso que parei por alguns momentos.

Sério, eu não havia pensado nisso. Eu não imaginei que eles pudessem desafiar a Morte de uma forma tão literal. Mas então eu lembrei que como há jurisprudência sobre o caso, a Morte aceitaria. Como desafiada, a Morte teria o direito de escolher a natureza do duelo. E, como não podia deixar de ser, ela escolheu um jogo de xadrez.

A Morte é uma enxadrista experiente.

A Morte então escolhe as peças pretas – decidi que ela sempre escolhe as pretas, pois afinal a Morte é o fim e nunca começa nada. E daí começou a disputa. Podíamos ter jogado uma partida de verdade, mas eram mais de 6h da manhã, de uma sessão que começou às 15h do dia anterior, um jogo de xadrez definitivamente não cairia bem naquele momento. Decidi por uma sequência de rolagens de Inteligência, ganhando a partida a personagem que atingisse a soma total de 100 nos testes primeiro. A Morte tinha todos os atributos em 25, o monge possuía Inteligência 10.

Eis que, quando a Morte estava a uma rolagem de atingir os 100 pontos (eu tive um baita azar com os dados naquela cena da aventura), o monge atingiu 99... e então outro jogador lembrou que o personagem dele havia lhe abençoado com uma magia Guidance no inicio da partida. Uma magia que confere um bônus de +1 em seu próximo teste.

Assim os personagens venceram o avatar da Morte, graças à coragem do monge do grupo em desafiá-la para uma partida de xadrez!

Prorrogada a Pré-Venda da Kimeron, e Novas Metas Reveladas

Devido a um problema no servidor da loja durante o período da pré-venda , a Kimeron Miniaturas prorrogou o período desta até dia 13 de Agosto (no próximo sábado).

Além disso, novas metas e brindes foram reveladas. Lembrando que todos os participantes que comprarem mais de R$ 300,00 em peças receberão brindes conforme o total de vendas forem batendo as metas determinadas. De acordo com as palavras da própria Kimeron:

Olá amigos, fãs e apreciadores de nosso trabalho!!!
Estamos atualizando nosso quadro de metas, já estamos com 7 metas alcançadas, todos que tenham efetuados ao menos R$300,00 em compras de produtos da pré-venda estarão contando com todos os brindes que forem liberados, já alcançamos um valor total de R$14.280,00 em vendas e já abrimos 7 das 9 metas, gostaríamos também de informar que devido aos problemas que tivemos com nosso servidor que nos levou a ficar com o site alguns dias fora do ar estaremos prorrogando a pré-venda até o próximo sábado dia 13/08.

Nosso muito obrigado a todos que estão nos apoiando, e boas compras!!!
Att
KIMERON MINIATURAS
http://kimeronminiaturas.com.br

7 das metas já foram liberadas, de um total de 9 metas anunciadas.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Os Senhores da Guerra Estão Chegando!

Como primeiro preview do novo programa de blogs parceiros da Redbox Editora, temos a honra de anunciar o tão esperado Senhores da Guerra!

Senhores da Guerra é um dos suplementos mais esperados do Old Dragon, com regras para jogos low-magic mais próximos da fantasia histórica. Nas palavras da própria editora:

Os Senhores da Guerra estão chegando! Este, que é um dos mais aguardados suplementos do Old Dragon, entrou em fase final de produção, com diagramação em fase avançada pelas talentosas mãos de Igor Moreno. Senhores da Guerra traz o clima das histórias da velha Britânia Arturiana.

Assim como As Crônicas de Artur (The Warlord Chronicles) de Bernard Cornwell, o suplemento versa sobre campanhas mais próximas da nossa História, numa Inglaterra ainda em formação, com as invasões saxônicas em seu auge. Nele, você encontrará dicas e regras para a construção de um cenário de fantasia medieval sombria mais visceral e dramático, incluindo combate em massa, novos equipamentos, novas especializações e muito mais.

O livro entra em pré-venda ainda neste trimestre. Ansioso? Aqui está uma pequena amostra de páginas, usando elementos visuais próprios para uma imersão ainda maior na Velha Britânia!

#RPGaDay 2016: Além do Jogo, o Que Mais Está Envolvido em Uma Sessão Ideal?

Além do jogo propriamente dito, para uma sessão ser considerada ideal, eu acho que os jogadores tem de estar bem entrosados. A sessão de jogo tem de ser mais do que somente estar ali para jogar, tem de ser também uma reunião de amigos que querem se divertir juntos.

Isso implica que todos tem de ser amigos e gostar de passar um tempo uns com os outros (o que geralmente é o caso), mas mais do que isso, todo mundo tem de estar concentrado no jogo. Isso não quer dizer que todo mundo tem de ficar sério e não quebrar a imersão nunca, mas apenas que a sessão é melhor quando ninguém está muito disperso, e que todos estejam prestando atenção à sessão, mesmo quando seu personagem não está participando da ação.

Eu acho legal quando a galera faz piadas e interage durante o jogo também, mesmo que isso quebre a imersão (penso que a imersão só precisa ser mantida durante as partes mais cruciais do jogo), mas essas brincadeiras são melhores quando são relacionadas ao que está acontecendo no jogo no momento – porque implica que todos estão acompanhando a sessão.

Esse entrosamento também reflete no jogo fazendo com que o grupo aja em uníssono – mesmo quando seus personagens agem um contra o outro, pois aí o farão de forma coerente e melhor para a história. Quando todo mundo consegue agir em conjunto para um desenrolar apropriado da história (e isso inclui o mestre de jogo), sempre é mais legal.

O entrosamento também tem a ver com algo que eu acho muito importante: o grupo tem de confiar no mestre. Questionar alguma coisa de vez em quando, rever alguma regra que você tenha certeza que é diferente de como o mestre está usando, é normal. Mas quando o grupo fica interrompendo o mestre a todo momento, seja para questionar as regras, seja para questionar as interpretações do mestre a respeito do jogo, isso atrapalha a sessão de jogo. Entendo que, a menos que o jogador tenha certeza que o mestre confundiu alguma coisa, ele deve dar um voto de confiança ao mestre, mesmo que algo lhe pareça estranho. Às vezes é proposital o mestre usar alguma regra de forma diferente, ou interpretar alguma ação de modo não usual.

Também não pode faltar os comes e bebes. Uma sessão memorável sempre tem umas guloseimas bacanas pra galera ir beliscando. É uma coisa que deixa todo mundo mais animado.

O local da sessão também é importante. Um lugar confortável, onde todo mundo se sinta à vontade, sem barulho que atrapalhe a sessão, é totalmente imprescindível.

E como estamos falando de uma sessão “ideal”, props também são algo bacana. Sejam miniaturas, mapas, fotos, documentos ou objetos que os personagens encontrarão na aventura, quando dá tempo do mestre criar e preparar alguns props para a aventura, a coisa toda atinge um outro nível de interesse nos jogadores.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O Ídolo da Semana

O ídolo desta semana é mais touro e menos demônio:

Talvez não seja uma referência direta, mas guarda certa semelhança.

A imagem acima é uma arte conceitual do jogo God of War (mas não me pergunte para qual versão do jogo). A ilustração pode ser encontrada no hotsite do novo jogo da série.

Não é possível afirmar que seja propositalmente uma referência ao ídolo, afinal, representa um minotauro, que é uma criatura presente na mitologia usada no jogo, e não um demônio. Mas há algumas semelhanças indiscutíveis com a ilustração de Trampier: uma estátua ciclópica com chifres, gemas no lugar dos olhos, e uma pira na altura do peito.

O artista responsável pela bela ilustração é Luke Berliner.

#RPGaDay 2016: Capa Dura, Capa Mole, Digital? Qual a Sua Preferência?

Capa dura, com certeza.

E eles também ficam mais bonitos na estante!

Eu entendo que alguns livros não tem necessidade de serem em capa dura e podem ser capa mole sem problema algum. Da mesma maneira, não nego a praticidade de livros em formato digital em certas ocasiões.

Mas os livros em capa dura tem um charme especial, uma imponência, uma beleza, um certo diferencial que nenhum outro formato consegue superar.

domingo, 7 de agosto de 2016

"E Vocês Veem o Demogorgon!" - Para Old Dragon!

Podemos ainda não ter uma adaptação oficial de Stranger Things para RPG, e somos obrigados a ficar na expectativa de quando estreará a segunda temporada da série. Mas ao menos a Redbox Editora não ficou parada e já fez algo para diminuir nossa ansiedade:

The Demogorgon!

Sim, isso mesmo! Uma adaptação oficial do Demogorgon para Old Dragon! Não, não é a criatura que é o vilão da série, mas sim o monstro do qual as crianças tiram o nome para a criatura, o mesmo monstro que seus personagens estão enfrentando na sessão de RPG na cena de abertura de Stranger Things.

O Demogorgon é um velho conhecido de praticamente todo jogador Old School, principalmente daqueles que tiveram mais contato com Dungeons & Dragons. E agora temos a oportunidade de colocá-lo para enfrentar alguns azarados personagens de Old Dragon!

Então tá esperando o quê? Corre lá para baixar a ficha oficial do Demogorgon que é de graça!

#RPGaDay 2016: Qual Aspecto dos RPGs Teve Mais Influência Sobre Você?

Jogar RPG teve vários aspectos positivos na minha vida: estimular a criatividade, me ensinou a improvisar, melhorou minhas habilidades de me comunicar (incluindo falar em público), ajudou a desenvolver habilidades de planejamento e estratégia, me estimula a pesquisar sobre as mais diversas coisas, mostrou-me a importância do trabalho em grupo, e por aí vai.

Mas talvez o aspecto positivo do RPG que teve maior influência sobre mim tenha sido a sociabilização. Não só o jogo melhorou minhas habilidades de sociabilização, como também ele é responsável por alguns de meus melhores amigos até hoje.

Não riam. Teoricamente isso agora é uma ilustração oficial de D&D. Saiba mais aqui.

Meus amigos mais antigos com os quais ainda tenho contato não vieram de amizades forjadas nos RPGs, mas sem dúvida o jogo ajudou a estreitarmos ainda mais nossa amizade. A maioria dos amigos mais presentes na minha vida atualmente formam meu grupo de jogo. Meus melhores amigos da universidade eu só conheci graças a um projeto de RPG educativo. Hoje tenho vários amigos espalhados pelo país que eu conheci através de fóruns e redes sociais, por causa do RPG. Vejam bem, até minha esposa eu conheci jogando RPG!

Então, sem dúvida a capacidade de socializar com outras pessoas e fazer amigos é o aspecto mais positivo do RPG para mim.

sábado, 6 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Coisa Mais Incrível Que Um Grupo de Jogo Fez Por Sua Comunidade?

Dos que eu conheço, os mais incríveis são esses caras. Sério, clica no link e veja como essa galera usa o RPG para melhorar a vida de uma garotada carente, vai lá.

Símbolo do Projeto Resistência.

O projeto Resistência é um projeto cristão independente (isso é, não pertence a nenhuma Igreja ou instituição específica) que visa a prevenção do envolvimento de crianças com drogas e violência, e faz isso através de atividades lúdicas e entretenimento sadio.

O projeto atua no bairro Guarituba, na cidade de Piraquara-PR, região metropolitana aqui de Curitiba. Eu confesso que nunca fui lá participar do projeto (shame on me), mas o trabalho que os caras fazem é muito bacana, e quem puder ajudá-los em qualquer coisa vá em frente e faça.

O grupo também tem uma página no Facebook onde postam sobre suas atividades.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Que História Seu Grupo Conta Sobre Seu Personagem?

Para responder a essa questão eu recorri ao meu grupo, afinal, não é a história que eles contam? Pois bem, a conclusão à qual eu cheguei é que eles não fazem a menor ideia. O problema é que, no meu grupo atual, na maior parte do tempo eu estou mestrando, o que dificulta um pouco as coisas para essa questão.

Assim, meu grupo não consegue chegar a uma unanimidade. Eu, se tivesse de responder sozinho, diria que a história que mais se lembram e contam foi em uma campanha de D&D 3.5 quando meu bardo, Baldric, salvou o grupo todo da morte certa.

A situação era a seguinte: havia um beholder gigante que dominava todo um continente e era adorado como um deus. Nosso grupo precisava matar a criatura por uma razão específica que não vem ao caso. Chegando lá, o monstro fez um desafio - cada um dos aventureiros poderia tentar duelar contra ele, um por vez, em uma espécie de "arena" cheia de pilares e estátuas (na verdade as "estátuas" eram aventureiros derrotados e petrificados). Como quase todo o grupo era leal e bom, aceitaram. Um a um, todos foram morrendo. Lá pelo segundo companheiro a morrer, meu bardo lançou a magia mislead (que torna o conjurador invisível e cria uma ilusão dele mesmo no lugar) e começou lentamente a se afastar do local.

Quando todos haviam sido petrificados (menos o paladino meio-celestial, que era imune a petrificação, e por isso foi capturado e torturado por semanas) e chegou a vez do bardo lutar, a ilusão foi descoberta mas ele já estava bem longe. Então, o bardo foi fugindo pelo continente dominado pela criatura, se juntando à resistência humana, até chegar ao porto e escapar clandestinamente para outro continente. Voltando para casa, Baldric procurou um dragão negro Great Wyrm que era um velho inimigo do grupo e barganhou com ele: o dragão poderia ficar com todo o tesouro do continente, desde que libertasse o restante do grupo. Trato feito, o bardo retornou com o maior inimigo do grupo, que matou o beholder, e assim salvou todo o grupo de personagens leais e bons, que ficaram com aquele gosto agridoce na boca por terem sido salvos por uma criatura completamente maligna.

Mas entre meus amigos, um deles lembra de algumas histórias e Tag O'Brien, o vampiro brujah com o qual eu jogava live action no One World By Night - mas ele era o único que jogava o live comigo. Outro, o mestre da campanha em questão, lembra de Mormegil, o humano guerreiro do D&D 3.5 que dizia ser filho de Moradin, deus dos anões. Mas a maioria diz que o personagem mais memorável foi o Angus.

O Angus era meu personagem na campanha de GURPS Fallout. Ele era um técnico que podia consertar qualquer coisa, bem ao estilo MacGiver (aliás, de onde o nome Angus foi tirado). O problema é que ninguém conseguiu contar uma história pela qual se lembram dele - é mais pelo conjunto da obra mesmo. Apesar de ter a vez em que ele perdeu o braço num tiro de uma arma de plasma, e mesmo assim saiu arrastando seu companheiro desmaiado, George Clooney (sim, um dos personagens era o George Clooney, do tempo do Plantão Médico - e era médico, inclusive!).

A única coisa que todos se lembram, unanimemente, era da ilustração do meu personagem:

Eu só desenhei o da esquerda.

Até hoje não entendo porque todo mundo ria do desenho do meu personagem...

#RPGaDay 2016: Dados Reais, Aplicativo de Rolagens, Sem Dados, Como Você Prefere Rolar?

Esta é a postagem referente ao dia 1º de Agosto do #RPGaDay 2016, que estou postando atrasado como expliquei que faria. Então, direto ao assunto!

Meus mais velhos companheiros de batalhas!

Dados reais, sem sombra de dúvida. Eu gosto de dados, sempre gostei, desde criança. Mesmo muito antes de conhecer dados que não fossem de 6 faces.

Quando eu estudava no CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) aqui da minha cidade, era comum que as pessoas programassem roladores de dados em suas calculadoras HP. Mas na prática, nunca usávamos eles, ou deixávamos que alguém usasse, exceto se não houvesse nenhum dado físico disponível. Até porque, não havia garantia nenhuma que o rolador estava programado de forma “idônea”.

Nos jogos on-line (via chat, Google Hangout, Roll20, etc) a única “falha” é realmente essa: não tem a mesma graça usar o rolador de dados em comparação com jogar os dados físicos.

Eu não só gosto de jogá-los, como eu também gosto de colecioná-los. Eu tenho dados de diversas formas e tipos, muitos que eu nem tenho aplicação prática. Mas quem se importa? Eles são legais!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Coisa Mais Impressionante Que Um Personagem de Outra Pessoa Fez?

Essa pergunta é difícil de responder. Já presenciei coisas que fariam a maioria de vocês não conseguir dormir à noite!

Entre um monge derrubar um dragão esmeralda em pleno voo com um stunning fist em uma campanha de D&D 3.5, e  uma segurança de vault psicótica matando um soldado dos Outcasts usando power armor atirando repetidamente no visor do capacete dele com um rifle AR-15 em uma campanha de GURPS Fallout, escolhi duas situações que foram realmente impressionantes.

A primeira foi em uma sessão de AD&D 2ªed, usando uma adaptação da aventura básica da caixa preta do D&D da GROW: a Dungeon de Zanzer! Um dos personagens era um clérigo de Tyr, deus da coragem que só permitia a seus servos usarem espadas. O grupo havia acabado de escapar das minas de sal, desarmados, exceto por um par de picaretas que usaram para arrombar as portas. Quando fugiam, um dos prisioneiros escravos que havia se transformado em lobisomem pula no corredor atrás dos personagens.

O clérigo da coragem, como prega seu deus, fica para deter a criatura, enquanto ordena que os demais fujam para salvar suas vidas. Ele segura a picareta firmemente em suas mãos, encara o lobisomem e então... lembra que seu deus exige que ele use apenas espadas! Com um sonoro "Meu Deus não permite!", ele joga a picareta no chão, e enfrenta o lobisomem de mãos nuas! Claro que ele não venceu - ele não tinha sequer como ferir o lobisomem - mas conseguiu atrasar a criatura tempo suficiente para salvar o grupo. Agiu como um verdadeiro clérigo da coragem.

A segunda situação aconteceu durante uma sessão de GURPS Horror na Era Vitoriana. Um dos personagens era um hindu dalit, velho e versado em artes marciais, que era mordomo da família do meu personagem. Na mansão em que estávamos um vampiro nos atacou (na verdade, o pai do meu personagem e patrão do hindu), Lutando e fugindo para sobreviver, fomos parar no topo da escada, onde o vampiro nos perseguiu.

Foi aí que o hindu, estando na frente e sendo assim atacado pelo vampiro, decide defender-se com um golpe de judô... e tira um acerto decisivo! Rolando na tabela de acerto decisivo o jogador tira dano triplo na cabeça. Resultado: o velhinho hindu escapa do ataque do vampiro, dá um agarrão e o joga de cabeça da escada, fazendo a cabeça dele esmagar-se no andar debaixo, matando o vampiro instantaneamente. Sério. Ele matou o vampiro. Com um golpe de judô.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Momento de Um Personagem de Que Você Mais Se Orgulha?

Campanha de Lobisomem Idade das Trevas. A campanha já estava em andamento a algumas sessões, quando eu entro meio de paraquedas. Primeira sessão que eu jogaria com eles. Grupo imenso (umas 16 pessoas), dos quais eu só conhecia o narrador e mais uns 2.

A matilha era composta exclusivamente de Presas de Prata e Crias de Fenris, todos guerreiros poderosos, nobres e orgulhosos. Eu montei um Roedor dos Ossos impuro, sarnento, pulguento, sem matilha e que roubava para viver. Óbvio que quando eu encontro o grupo por acaso na estrada, eles recusam que eu me juntasse à matilha deles, apesar de permitir que eu os seguisse à distância.

Chegamos a uma cidade no fim da tarde, todos vão para a taverna local comer e beber... menos meu personagem, cujo Presas de Prata líder da matilha proibiu de ficar no mesmo recinto que ele. Todos pedem suas refeições, se refastelam, e então se dão conta de algo muito importante: ninguém tem dinheiro algum para pagar a conta. A solução que eles encontram é simples: ninguém para de comer e beber até pensarem em um jeito de escapar daquela situação sem precisar revelar sua verdadeira natureza. Isso se estende por horas, o suficiente para que meu personagem, olhando pela janela do lado de fora, percebesse o que estava acontecendo.

Eis que, já a noite, chega à cidade a carroça de coleta de impostos do reino. O coletor de impostos e seus guardas estacionam o veículo num local apropriado, trancam tudo e dirigem-se à taverna para descansar. Will (era esse o nome do Roedor de Ossos) não pensa duas vezes e se dirige até a carroça assim que surge uma oportunidade. Um verdadeiro cofre sobre rodas, mas isso não impediria um malandro profissional como ele. Em uma missão solo digna do Tom Cruise em Missão Impossível, o ladrão arromba as fechaduras da porta da carroça, começa a investigar seu interior e encontra algumas coisas de interesse: um belo par de botas de couro novas (e que viriam a ser a posse mais importante do meu personagem), algumas garrafas de vinho de boa qualidade, e um cofre. Enquanto tenta arrombar o cofre, um dos guardas retorna, e desconfiado de ter ouvido algo decide verificar a carroça. Por sorte, eu havia me lembrado de trancar a carroça novamente!

Mesmo assim, ele abre a porta e entra para ver. Mais que depressa, Will sobe numa prateleira na lateral da carroça, quase no teto (por sorte ele era pequeno), e usando um dom de lobisomem, consegue passar despercebido. O guarda sai e tranca a porta novamente, mas fica ali de guarda. Will respira aliviado, e volta a tentar arrombar o cofre, desta vez com sucesso (e tomando muito cuidado pra não fazer barulho). Mas o perigo vale à pena: centenas de moedas de ouro! Will pega tudo o que pode carregar, e espera pacientemente até o guarda precisar se ausentar (todo mundo precisa ir ao banheiro um dia).

Saindo da carroça (Sem esquecer-se de trancar tudo novamente para que demorem a desconfiar de algo), Will se dirige direto à taverna. Já é final da madrugada, ninguém mais sabe como enrolar o taverneiro. Ao vê-lo, o líder da matilha furiosamente se dirige a ele, perguntando “Eu não ordenei que você ficasse lá fora? Ousa me desafiar?”. Will humildemente se curva e diz “Perdão, meu senhor. Apenas me lembrei de que eu havia ficado guardando seu dinheiro, e que talvez o senhor fosse precisar dele para pagar a taverna.”. E então bota um punhado de moedas de ouro sobre a mesa. O líder da matilha, completamente desconcertado, pega o ouro. “Obrigado, bem lembrando. Agora peça algo para comer ao taverneiro e saia daqui logo.” diz o orgulhoso Presa de Prata – mas com nós dois sabendo quem estava sendo benevolente com quem.

Os jogadores vieram à loucura devido à tensão da cena como um todo e da forma como meu personagem lidou com o orgulhoso líder da matilha. Ele mostrou muito bem à que veio já na primeira sessão. Só sei que depois desse dia, ainda que oficialmente meu personagem nunca viesse a se juntar à matilha, nunca mais ele foi tratado como menos que um membro importante do grupo.
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