segunda-feira, 21 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Faz Mais Com Menos Palavras?

Eu não sou um grande fã de sistemas minimalistas (e antes que alguém venha argumentar a respeito, quero deixar claro que um jogo não precisa ser rules light para pertencer à OSR), e por isso acho um pouco difícil escolher que RPG consegue oferecer uma melhor experiência de jogo com o menor número de palavras.

Isso porque, para o meu gosto, ou o jogo deixa algo a desejar, ou não é realmente tão pequeno assim. Mas isso não significa que eu não reconheça a qualidade ou validade de jogos minimalistas - eles só não são muito a minha praia.

Sendo assim, para não passar a pergunta de hoje em branco, eu escolho como um jogo "bastante completo" apesar de seu tamanho o Pocket Dragon (que infelizmente descobri não estar mais disponível no site da Redbox).

Para quem não conhece, o Pocket Dragon é o irmão gêmeo caçula do Old Dragon - gêmeo porque eles tem quase a mesma idade, o Pocket sendo apenas pouco mais recente.

Ele foi criado para ser impresso em uma única folha A4, dobrada de forma a montar um livreto de 8 páginas (incluindo a capa). Em seu sistema super simplificado ele traz as raças e classes clássicas do Old Dragon, subatributos, sistema de combate e magia, lista de feitiços e equipamentos, e regras de experiência e evolução.

Resumindo, um jogo OSR completo em uma única página tamanho A4.

domingo, 20 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual a Melhor Fonte Para RPGs Fora de Catálogo?

Comprar jogos que não são mais publicados é muitas vezes mais uma questão de paciência e aproveitar as oportunidades do que simplesmente saber onde procurar. Digo isso porque achar os jogos em si não é tão difícil, o mais complicado é ter certeza do estado de conservação do material e encontrar o RPG que você quer por um preço justo.

A forma mais fácil de encontrar jogos é através do eBay ou do Mercado Livre. No entanto, nem sempre você consegue ter uma ideia real do estado de conservação do material até a encomenda chegar em sua casa.

Por essa razão, um dos locais que eu acho melhor de comprar RPGs fora de linha é a Noble Knight Games. Os preços deles nem sempre são baratos, e o frete costuma ser caro (lá sempre vale à pena comprar várias coisas de uma vez para fazer valer o frete), mas eles tem a melhor classificação de condição do material que eu conheço. Você pode confiar 100% na classificação que eles derem para o produto, sem se preocupar.

Mas o lugar que eu mais gosto de comprar RPGs usados é em sebos. O ruim é achar os jogos nestas lojas - é quase sempre uma questão de sorte, mas quando você os encontra, você tem a oportunidade de ver em primeira mão como está o jogo, e mesmo de barganhar com o dono do local a respeito do preço. Já encontrei coisas excelentes em sebos, incluindo a caixa básica de Spelljammer com os marcadores de naves ainda sem serem destacados por apenas R$ 70,00, e um boxed set original da 1ª edição de Paranoia em inglês.

Outra opção interessante são os grupos de vendas pelo Facebook. Lá é possível conversar com o vendedor, pedir fotos, e negociar o preço. Claro que, diferente de sites de venda como o Mercado Livre, você não tem muita garantia de que o produto será entregue corretamente após o pagamento e não há mecanismos automáticos de devolução de dinheiro. Você tem de confiar na honestidade do vendedor para comprar dessa maneira. Mesmo assim, às vezes é possível encontrar grandes oportunidades de compra dessa forma.

sábado, 19 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Apresenta a Melhor Escrita?

Não vou me atrever a afirmar que o jogo A ou B é o mais bem escrito de todos. Ao invés disso, vou escolher um material que, ainda que eu não necessariamente considere ser o mais bem escrito de todos, é escrito de uma forma que me agrada muito.

Não trata-se de um jogo per se, mas sim de um suplemento. Na verdade, um conjunto de suplementos para o cenário Ravenloft: a série Van Richten's Guides.

Cada guia era focado em um tipo específico de criatura das trevas.

Não que a prosa dessa série seja verdadeiramente primorosa além do que é encontrado na média dos livros, mas o que me atrai nesses livros é que cada um deles é escrito como se fosse um guia de caça a monstros redigido pelo próprio Dr. Rudolph Van Richten, o famoso caçador de monstros da Terra das Brumas.

Enquanto o Dr. Van Richten vai descrevendo e analisando todas as características relacionadas a respeito do tipo de criatura que o manual aborda, há caixas de texto que explicam a implicação mecânica dentro do jogo do que está sendo citado pelo Dr. e que não fazem parte do texto principal.

Eles são assim, não só um manual de jogo, mas de fato um material existente dentro do cenário. Os personagens poderiam, teoricamente, botar as mãos em um desses guias e ter acesso a tudo o que está escrito como se tivesse sido redigido por Van Richten em pessoa (isso é, tudo menos as caixas de texto que trazem a tradução do texto para as regras do D&D).

Anos mais tarde, outro RPG iria fazer uso de um recurso bastante similar: Castle Falkenstein. Este jogo também era escrito como se fosse narrado por um viajante dimensional que teria parado em um passado alternativo da Terra onde existem magia e criaturas sobrenaturais. Ele vai descrevendo o cenário enquanto conta suas experiências nesse local estranho, e mesmo o jogo em si é descrito como uma espécie de entretenimento praticado naquele lugar e introduzido aos locais pelo próprio narrador principal do livro.

Essa forma de tratar o texto não só como algo externo ao cenário do jogo, mas como algo pertencente a este, é algo que mesmo que não seja escrito da forma mais primorosa possível, me agrada bastante.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Mais Jogou na Vida?

Essa é fácil de responder: Dungeons & Dragons.

Apesar de que, se  eu tiver de destrinchar a resposta na edição do D&D que eu mais joguei na vida, aí é um pouco mais complicado. Tenho de pensar um pouco a respeito e fazer alguns cálculos.

De 1994 até meados de 1997 eu devo ter jogado BD&D (em sua encarnação da caixa preta da GROW) semanalmente, quase sem exceção. Então, transferimos nossa campanha (então) corrente para o AD&D 2ªed.

Devemos ter jogado AD&D 2ªed semanalmente por mais um ano ou dois, e de forma intermitente continuei jogando essa edição até o ano 2000, quando foi lançado o D&D 3.0. Ainda voltei ao AD&D algumas poucas vezes depois, mas nada muito significativo (com o hype da 3ª edição quase ninguém mais queria saber do AD&D, uma pena).

Durante o ano 2000 eu joguei D&D 3.0 quase todos os dias úteis por alguns meses - do lançamento do jogo até o fim do ano, mais ou menos. Aí veio a faculdade, e eu devo ter ficado uns 6 meses mais ou menos sem jogar.

Mas depois voltei à ativa e passei anos a fio jogando o D&D 3.5 (na verdade, um misto do 3.5 com o 3.0 já que nunca consideramos eles como edições distintas mesmo). Conduzi ou participei de ao menos 3 grandes campanhas nesse sistema, que duraram vários anos cada uma - fora os jogos ocasionais.

De fato, até hoje eu jogo o D&D 3.5 - ainda que ele não seja minha edição predileta, é a que o pessoal do grupo mais tem familiaridade e facilidade.

O D&D 4ªed e o D&D 5ªed eu joguei apenas um punhado de vezes cada um.

Assim, é provável que a edição do D&D que eu mais tenha jogado seja a 3ª (somando 3.0 e 3.5), pelo simples fato de que passou-se mais tempo desde seu lançamento até hoje do que desde que eu comecei a jogar D&D e o lançamento da 3ªed - ponto a partir do qual ficou mais difícil convencer o grupo a jogar as edições mais antigas.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Possui a Mais Tempo Mas Nunca Jogou?

Observando minha estante de jogos para responder essa, eu cheguei à conclusão que eu não tenho muitos jogos auto-contidos (isso é, descontando suplementos) que eu nunca tenha jogado. O que é algo muito bom, na verdade!

Destes, aquele que eu possuo a mais tempo e ainda não consegui jogar é provavelmente o Dust Devils, publicado pela Redbox Editora. Considerando que ele foi lançado em 2012, e eu devo tê-lo comprado no ano do lançamento, é um jogo que eu possuo a menos de 5 anos que está sem ter jogado.

Considerando a quantidade de jogos que eu tenho aqui, eu esperava uma marca bem pior do que esta na verdade, mas até que eu não estou tão ruim assim.

Agora, o material de RPG que eu tenho a mais tempo e nunca consegui usá-lo em jogo apropriadamente trata-se de um suplemento de AD&D: o Guia de Campanha Para Undermountain, publicado nos anos 1990 pela Editora Abril.

Eu devo ter esse suplemento desde 1998 ou 1999 (comprei quando os direitos do material já estavam com a Devir), mas infelizmente nunca consegui mestrar uma campanha se passando em Undermountain. Já tentei, mas o grupo acabou se dispersando antes de começarem a exploração da masmorra. E também já usei partes do material, como magias e monstros, mas nunca consegui usar o material todo como deveria.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Gosta de Usar Como É?

A ideia da pergunta de hoje é identificar um jogo que você gosta de usar sem modificações e adaptações. Eu sou do tipo de mestre que frequentemente faz alguma modificação ou alteração nas regras, ainda que menor, então não são muitos os jogos que eu jogo exatamente como são originalmente.

Mas ainda assim existem jogos que eu jogo sem realizar alterações, seja por uma razão ou outra. Um destes jogos é o GURPS.

GURPS é um sistema genérico e bastante completo, com regras que cobrem praticamente todas as situações. Além disso, o sistema é construído de forma que as regras como estão no livro já trazem os blocos básicos para construir qualquer habilidade nova ou diferente sem precisar realmente modificar nada. Também é um jogo bastante modular, com opções de usar o conjunto de regras completo e bastante complexo, ou versões parciais e simplificadas. Isso faz de GURPS um jogo em que não é necessário fazer modificações ou adaptações de regras, no máximo escolher quais das várias opções você vai usar ou não.

Outro jogo que faz muito tempo que eu não jogo, mas que quando o fazíamos era sem nenhuma modificação - e que se um dia eu voltar a jogar novamente, também será, é Rolemaster.

Rolemaster é um jogo meio travadão, cheio de tabelas para determinar o sucesso e o resultado de suas ações. Isso deixa pouco espaço para escolher exatamente as manobras realizadas por sua personagem, já que o resultado é dependente do valor atingido nas tabelas.

Mas o charme do jogo é justamente esse, suas tabelas mirabolantes, cheias de resultados infames. Ser surpreendido pelos resultados que as tabelas trazem é a grande diversão desse sistema, e por isso mesmo Rolemaster é um jogo que para mim deve ser jogado como é, sem mexer em muita coisa.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Tem Mais Prazer em Fazer Adaptações?

O RPG que me dá mais prazer em criar adaptações é o Old Dragon. Pela sua própria natureza, Old Dragon é designado mais como uma toolbox, um conjunto de regras a ser usado como ponto de partida, do que como um jogo imutavelmente completo.

É um jogo baseado no conceito de ruling over rules, isso é, onde o mestre julga as situações e decide como o sistema responderá a elas ao invés de se apegar estritamente apenas àquilo que está escrito no livro de regras. Muitas situações não estão previstas no sistema de regras de propósito, e o mestre deve decidir como ele lidará com isso por um ponto de vista de sistema de jogo.

Isso em conjunto com a familiaridade do sistema, que é um clone modificado das edições antigas do D&D, o torna para mim um jogo extremamente agradável para realizar adaptações.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Prefere Para Jogar Campanhas Abertas?

A ideia dessa pergunta, sobre o que eu traduzi aqui como "campanhas abertas", é qual jogo é o preferido para campanhas sem um final predeterminado, aquelas campanhas em que o mestre deixa o jogo rolar sem ter uma ideia clara de como a campanha irá acabar - se é que irá acabar alguma dia.

Minha resposta para isso talvez seja um pouco óbvia para qualquer um que siga este blog: Dungeons & Dragons. Em qualquer uma de suas encarnações, sejam suas várias edições ou seus clones (exceto a 4ª edição... eu não curto o D&D 4ª ed).

No geral, para uma campanha mais longa, eu prefiro uma evolução mais lenta, então eu sempre me sinto mais confortável com algo mais próximo do BD&D ou AD&D, ou as encarnações mais recentes do D&D com modificações no passo de evolução para dar uma freada no ritmo.

A Rules Cyclopédia é uma das versões do D&D que trabalha muito bem o end game.

E o BD&D e o AD&D tem uma vantagem que ficou meio que ausente nas versões mais modernas do jogo: o dito end game. Aquilo que acontece quando os personagens estão em nível alto e poderosos o suficiente para realmente influenciar seriamente no andamento do mundo de campanha. Construir fortalezas, torres, guildas e templos, atrair seguidores, administrar reinos, comandar exércitos, e porque não, virar uma divindade!

Poucas coisas são mais legais em uma campanha de final aberto do que conseguir chegar ao end game, e então trocar de personagens os quais passarão a jogar no mundo onde os feitos da geração anterior agora fazem parte do cenário!

domingo, 13 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Descreva Uma Experiência de Jogo Que Mudou Sua Forma de Jogar

Foi ainda muito no início da minha vida de jogador de RPG, pouco depois de eu ganhar a caixa básica do D&D da GROW. Eu tinha algo entre 11 e 12 anos na época e já tinha jogado algumas sessões até ali (várias como mestre).

Meu irmão mais velho, que nessa altura já morava em sua própria casa, veio nos visitar e decidiu jogar uma partida de D&D comigo. Eu seria o mestre, e ele pediu para que fosse montando um personagem para ele e também um grupo de NPCs para acompanhá-lo como mercenários contratados. Quando eu perguntei a ele com que tipo de personagem ele iria querer jogar, ele me disse "monta tipo o Conan".

Eu rolei atributos para uns 4 personagens, e peguei a planilha com a melhor combinação para montar o "Conan" (e eram atributos bastante bons pelo que me lembro). Botei o 17 que eu havia tirado em Força, o segundo melhor atributo em Constituição, o terceiro em Destreza, e por aí vai... E obviamente, montei um Guerreiro.

Acontece que meu irmão já sabia jogar RPG a mais tempo do que eu, e tinha alguma experiência com outros sistemas além do D&D.

Quando ele chegou para jogar, ele perguntou quais as habilidades das classes dos personagens, olhou para a planilha dele e disse "17 em Força tá legal, mas vou mudar o segundo melhor atributo para Destreza, e e terceiro para Constituição, tudo bem?". Já naquela época era comum deixarmos mudar os atributos de lugar, então não fiz objeção.

Mas então foi aí que aconteceu algo que mudou minha forma de ver o jogo para sempre. Meu irmão disse "e vou também mudar classe dele para Ladrão". Na hora eu perguntei "mas não era para ser tipo o Conan, um bárbaro?". Ele respondeu "e é, ele é um bárbaro... e um ladrão, como o Conan". Eu ainda argumentei que como ladrão ele não iria lutar tão bem quanto o Conan, mas ele disse que o 17 de Força resolvia esse problema. e assim nasceu Amra, o Ladrão.

E no fim, jogando, o personagem funcionava muito bem. O bônus de Força dava a ele uma boa vantagem em combate, ele escalava, era furtivo, assassinava os inimigos com um só golpe pelas costas, e tinha uma CA bastante alta para um personagem inicial. E era um bárbaro; agia como um bárbaro, falava como um bárbaro, e lutava como um bárbaro, mesmo sendo um ladrão em sua planilha.

E foi ali que eu entendi que, ainda que os arquétipos digam muita coisa sobre seu personagem, no fim ele não é apenas aquilo que está na sua planilha, mas sim aquilo que você deseja fazer dele. E que nem sempre você tem de montar a planilha de forma a maximizar as habilidades da classe ou outra descrição mecânica qualquer; às vezes você só deve montar o personagem como você acha que ele vai ficar mais legal, mais divertido de jogar. Até aquele momento, eu nunca teria montado um ladrão com o atributo mais alto em Força, mas ali eu percebi que isso poderia ser algo bem divertido de se fazer.

sábado, 12 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Possui a Arte Interna Mais Inspiradora?

Existem vários jogos com uma arte interna bonita e realmente empolgante. Dentre estes jogos, há alguns  que eu gostaria de citar aqui.

O primeiro é o Legends of the 5 Rings 4ªed. As ilustrações dos livros são incríveis, se beneficiando grandemente das artes confeccionadas para o card game do cenário. As ilustrações ajudam bastante a entrar no clima do jogo e ajudam a dar algumas boas ideias de aventuras e personagens.

Há um jogo nacional que também merece ser citado: o Crônicas RPG. Eu confesso que a premissa do jogo não me atraiu muito, mas a arte do livro é linda. Quando eu vi o livro impresso pela primeira vez, eu quis jogar em um cenário que remetesse àquela arte.

Não poderia deixar de citar o Karameikos: Terra de Aventuras, o semi-cenário (o cenário na verdade é Mystara, Karameikos é apenas um dos reinos do cenário) de AD&D publicado por aqui pela Editora Abril nos anos 1990. A arte que utiliza diferentes versões da mesma cena para fazer referência aos diferentes estilos artísticos do reino ao longo da história é genial, conferindo uma imersão na história do local de forma muito eficiente.

Mas como a pergunta é sobre a arte mais inspiradora, e não necessariamente a mais bonita ou adequada ao cenário, eu vou eleger outro jogo como o que acho mais inspirador. O título vai para a caixa básica do D&D da GROW.

Sempre me perguntei o que há por trás dessa porta.

Claro que tem um componente de nostalgia aí, mas ainda hoje eu acho a arte de Terry Dykstra inspiradora. Não é só a questão de gostar do traço do ilustrador, ou de ser fã de arte preto & branco, mas é o fato de as ilustrações darem a impressão de sempre haver algo acontecendo.

Não é apenas uma imagem ilustrativa das 3 raças semi-humanas, os personagens parecem realmente explorar um local repleto de aventuras (veja a curiosidade nos olhos do anão, e a preocupação na face do halfling).

Não daquele modo "cena de filme de ação barato" que é comum na arte de fantasia atual, mas de uma forma que mesmo quando a cena não mostra algo acontecendo realmente, ela da a sensação de que aquilo é parte de uma cena maior, que há mais significado naquela imagem do que é mostrado, levando nossa mente a imaginar que aventuras estarão se passando com aqueles personagens. Isso para mim é que são ilustrações inspiradoras!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual “Jogo Morto” Você Gostaria de Ver Renascido?

Em uma época em que temos republicações de Metamorphosis Alpha, edições de 20 anos de Werewolf The Apocalipse, os livros de AD&D disponíveis novamente em PDF, e InNomine e Castle Falkenstein sendo traduzidos e republicados no Brasil, fica até difícil encontrar um "jogo morto" para ser ressuscitado.

Mas um jogo que eu sempre achei que poderia ser melhor explorado é Desafio dos Bandeirantes


Devidamente reformulado visualmente, com uma atualização de sistema com mecânicas mais modernas, este que por muitos é considerado o primeiro RPG verdadeiramente brazuca seria um jogo muito interessante de se ter republicado.

É verdade que houveram atualizações e tentativas até de adaptação para o sistema D20, mas nunca houve uma verdadeira nova edição do jogo, o que é uma pena.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Onde Você Vai Para Encontrar Resenhas de RPG?

A maior parte do tempo eu leio resenhas de RPGs na internet, em variados sites e blogs, geralmente quando esbarro com elas no Facebook ou no Google+. Já houve blogs que eu visitava com frequência para ler resenhas, mas hoje em dia boa parte deles não existe mais e eu passei a não ter mais um local de preferência para ler resenhas.

E raramente procuro especificamente por elas, vou lendo meio por acaso, quando as encontro. E isso é importante: lendo. Não curto muito video-resenhas e muito menos podcasts. Eu realmente não tenho muita paciência para podcasts.

Mas quando eu realmente quero saber algo a respeito de um jogo de RPG, principalmente quando este jogo é meio obscuro ou de alguma maneira bizarro, há uma fonte à qual eu sempre posso recorrer: o meu amigo Guido.

O Guido é um cara que já leu uma enormidade de RPGs diferentes, e quanto mais estranho o jogo maior a chance dele conhecer. Ele é quase uma enciclopédia de jogos de RPG underground. Mas ele não se mantém restrito aos RPGs mais underground, também conhece muitos dos jogos mais mainstream, então ele é sempre uma boa fonte para conhecer um pouco mais sobre jogos novos e coletar opiniões a respeito.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual É Um Bom RPG Para Jogar Por Cerca de 10 Sessões?

Eu penso que os jogos da linha Storyteller / World of Darkness são bons jogos para se jogar por cerca de 10 sessões. Nunca joguei os jogos da linha Storytelling / New World of Darkness, que são a "nova encarnação" da linha anterior, mas pelo que li deles penso que também devem encaixar-se perfeitamente  nessa escala de jogo.

Acredito que esses jogos funcionam bem em histórias curtas, mas com tempo o suficiente para se aprofundar nas personagens e criar muitas oportunidades de roleplay.

E por vezes, esses jogos também mostram-se um pouco problemáticos em campanhas longas, onde as personagens evoluem muito suas planilhas, pois em grande parte os sistemas não comportam muito bem o crescimento de poder das personagens. Não raro nestes jogos perde-se muito da proposta do horror pessoal quando as personagens evoluem em poder, pois faltam mecânicas para amarrar a evolução a um horror crescente (Hunter: The Reckoning é um dos melhores da linha nesse aspecto, com uma mecânica em que quanto mais poderoso o caçador, mais louco o obcecado ele fica).

Especialmente ideais para mini-campanhas de cerca de 10 sessões são os jogos mais complexos, como Wraith: The Oblivion ou Mago: A Ascensão. Porque eu acho muito fácil perder-se o foco principal nesses jogos e acabar enveredando para algo diferente, seja devido à temática mais tensa ou à gama de possibilidades oferecida pelos cenários. Assim, campanhas curtas são melhores para jogar esses jogos e conseguir manter a imersão devida na aventura.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual É Um Bom RPG Para Jogar Sessões de 2 Horas ou Menos?

Para sessões curtas eu sempre opto pela dobradinha Old Dragon e seu irmão futurista Space Dragon. Principalmente se forem sessões one shot. Não à toa estes são meus jogos de escolha para mestrar em eventos.

E a razão é clara: são jogos com regras familiares, relativamente simples, onde é fácil improvisar a resolução de qualquer situação sem "quebrar" o jogo.

Mas o mais importante de tudo, são jogos em que a criação de personagem é extremamente rápida. Se for necessário montar personagens antes do início do jogo, isso pode ser feito sem tomar muito tempo das 2 horas de sessão. Se algum personagem morrer e um jogador precisar montar outro personagem no meio da sessão, é possível fazer tranquilamente sem atrapalhar a sessão, e a tempo do jogador voltar a jogar antes do fim das 2 horas.

Jogos em que a criação de personagem toma tempo demais não são bons para sessões curtas. Se só a montagem de personagem toma quase 2 horas, com apenas esse tempo por sessão você passa a ter de marcar uma sessão só para criar personagens, o que é meio frustrante.

Por isso que na minha opinião os dragões brasileiros sempre serão uma boa escolha para jogos de curta duração (apesar de serem bons para campanhas longas também)!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual Foi Sua Sessão de RPG Mais Impactante?

É bastante difícil escolher a sessão mais impactante. Afinal, o que é "impactante"? O que isso quer dizer realmente? E dentre tantas sessões de jogo, boas e ruins, como escolher qual teve mais impacto?

Decidi que para responder a essa pergunta eu deveria escolher uma sessão que eu tenha participado como jogador, e não mestre. E a sessão tem de ter criado algum impacto duradouro, nas sessões seguintes, na campanha, no cenário, no que for.

Com isso em mente, eu escolho minha primeira sessão de D&D 3.0 ainda no ano 2000, poucos meses após o lançamento do jogo. Decidi montar um guerreiro, e decidi que ele teria o feat whirlwind attack (ainda que isso fosse levar muitos níveis). Decidi também que ele iria se tornar um dwarven defender, porque achei o conceito da classe muito legal, e porque também era a única prestige class de guerreiro no livro. E que ele seria humano.

Pois é, perceberam a falha no plano? Humanos não podem ser dwarven defenders, uma classe específica para anões. E eu tinha total consciência disso. Vai daí que inventei uma história completamente maluca de que após anos em uma guerra, o pai de meu personagem retornava para casa para descobrir que sua esposa tinha um filho recém-nascido, o qual ela jurava que era filho de Moradin, deus dos anões. O homem engole a história, e cria seu filho dizendo a todos que é essa a verdade. Alguns anos após, os pais morrem em um ataque de orcs e a criança é criada por um grande amigo da família, um guerreiro anão, que honra a memória do falecido amigo defendendo até as últimas consequências essa história absurda.

E assim nascia Mormegil, o guerreiro humano caótico e bom completamente normal que se dizia um semideus filho de Moradin. E exigia de todos a deferência devida a um semideus.

Essa primeira sessão foi impactante porque meu personagem contava essa história com tanta convicção, e agia de acordo com tal afinco, que o mestre mandou eu anotar um bônus natural de +4 e na perícia Blefar (não é que Mormegil não acreditasse nessa história, mas ao mesmo tempo ele tinha consciência de que ele não era mais humano que ninguém que ele conhecia - ainda assim, todo mundo que ele amava não poderia estar mentindo, não é?)

Ele mentia feitos e habilidades que um guerreiro de 1º nível obviamente não possuíam, e vendia-se como um grande herói para alavancar sua reputação. E no fim, isso acabou dando certo. Bastante certo.

Ele tornou-se um grande herói, "derrotou" um deus apenas com sua lábia, tornou-se o primeiro (e único) dwarven defender humano do mundo, constituiu família, deixou uma filha como uma grande aventureira no cenário, e tornou-se um marechal em uma guerra interplanar contra uma horda de demônios invasores. Mais do que um personagem de nível alto, ele tornou-se um NPC importante no cenário em que jogávamos.

E aquela primeira sessão, em que eu inventei histórias absurdas como um louco, moldou completamente a personalidade do personagem e o modo que ele influenciou o cenário. Tudo porque eu decidi que daria um jeito do mestre ter de deixar meu personagem humano ter uma classe específica para anões - no roleplay.

domingo, 6 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Você Pode Jogar Todos os Dias Por Uma Semana. Descreva o Que Você Faria!

Para responder a essa questão eu vou assumir que não só eu tenho todo esse tempo disponível, como também todo um grupo disposto a encarar o feito que eu estiver planejando e com o mesmo tempo livre. O que, na verdade, é sempre a parte mais difícil.

Pra ser sincero, no passado eu já tive a oportunidade de jogar todos os dias da semana. Isso foi nos meus tempos de 2º grau (atual ensino médio), lá pelos idos de 1998-2000. Havia (na verdade ainda há) uma loja especializada em RPG ao lado de onde eu estudava, e eu me reunia com uns amigos ali todos os dias após as aulas (ou, às vezes, nos intervalos entre elas) e jogávamos alguma coisa.

Houve épocas em que tínhamos várias campanhas diferentes correndo em paralelo, uma em cada dia: InNomine, GURPS, MERP, A&D, etc..., jogávamos um pouco de tudo.

Às vezes intercalávamos os jogos de RPG com card games (a febre dos board games ainda não havia começado naquela época): Magic the Gathering, Legends of the 5 Rings, BattleTech, Rage, Jyhad, Groo The Game, etc..., também sem muito preconceito. eu nem tinha cartas das maiorias dos jogos exceto Magic, e jogava com os baralhos dos meus amigos.

Mas quando o D&D 3.0 foi lançado, conseguimos uma cópia dos livros (cópia mesmo, era um xerox) aí começamos logo uma campanha e todos os dias jogávamos uma sessão. Eram tempos bons aqueles!

Mas respondendo à pergunta, se hoje em dia eu tivesse a mesma oportunidade, das duas uma: ou eu iria fazer uma mini campanha de D&D (qualquer edição) ou Old Dragon, e jogá-la diariamente até conseguirmos terminar - com direito a sessões estendidas com comilança de primeira (um churrasco, porque não?), ou então iria tentar várias aventuras one-shot com diversos sistemas diferentes, para conhecer alguns jogos novos e matar saudades de alguns velhos conhecidos.

sábado, 5 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual Capa de RPG Melhor Captura o Espírito do Jogo?

Eu poderia escolher a boa e velha capa do Players Handbook do AD&D 1ªed com o ídolo de Trampier e discursar como aquela é uma ótima ilustração para a capa de um RPG. E não seria mentira, aquela é uma das melhores ilustrações de capas de RPG já feitas.

Mas eu já posto quase toda semana uma versão da imagem do ídolo de Trampier por aqui, então só para variar um pouco vou escolher outra capa. Ou melhor, toda uma coleção de capas. As capas do AD&D para o cenário Ravenloft.

Ravenloft é exatamente sobre isso: ser vitimizado por monstros clássicos em um cenário gótico fantástico.

Eu não só acho as capas dos suplementos de Ravenloft daquele período muito bonitas, como penso que elas transmitem perfeitamente o espírito do cenário. Cenários sombrios, criaturas assustadoras, o medo, o desespero, o fracasso e a desgraça inevitáveis dos personagens, tudo isso é muito bem transmitido pelas capas dos livros de Ravenloft.




Reaper Bones 4: Tirando Dúvidas Sobre o Financiamento

O financiamento coletivo das miniaturas Reaper Bones 4 entrou no seu 4º dia encostando nos 1 milhão de dólares (pouco mais de US$ 900.000,00 no momento), e também gerando um monte de dúvidas naqueles que nunca participaram antes dos financiamentos da Reaper mas tem interesse em participar.

São tantos "novatos" querendo fazer parte do financiamento que a própria Reaper prometeu um update em breve respondendo a maioria das dúvidas - apesar de as maiorias já estarem respondidas no FAQ do financiamento.

De qualquer modo, para os participantes brasileiros às vezes o inglês é uma barreira um pouco difícil de transpor, além de que há algumas peculiaridades típicas de importar coisas no nosso país, e por isso decidi responder aqui a algumas das dúvidas mais comuns a respeito do financiamento.

Eu participei das 3 campanhas de financiamento das Reaper Bones anteriores, e por isso acho que posso dar uma esclarecida nas coisas para os marinheiros de primeira viagem. Então, vamos lá!

Como participar: Basta criar uma conta no Kickstarter, acessar a página do financiamento e clicar no botão "Back this project". Aí você escolhe o tipo de pledge (contribuição) que você deseja, e o valor que você vai contribuir. Nesta edição do financiamento tem de prestar atenção que os pledges estão divididos por zonas do mundo.

Melhor momento para participar: Eu acho que se você sabe que vai querer alguma miniatura do financiamento de qualquer maneira, é melhor começar a participar desde já. Assim você recebe os e-mails notificando a evolução do financiamento em tempo real. Se você não tem certeza do que vai querer, entre no pledge de US$ 1,00 e depois, se você desejar, pode aumentar a contribuição. Além disso, quanto mais cedo você apoiar (e quanto mais apoiar) o projeto, mais você ajuda o valor total angariado a subir, e assim mais metas extras são liberadas.

Como pagar: Você precisa ter um cartão de crédito internacional. Não lembro de ter visto opção para pagar através do Paypal, e se realmente não tiver, é só com cartão internacional mesmo. A parte ruim é que no Brasil não tem como parcelar a compra quando é internacional, e assim vai vir tudo cobrado de uma vez só no seu cartão (você pode parcelar a fatura depois, mas aí há a incidência de juros... no entanto existe uma manha para parcelar indiretamente o pagamento que eu vou explicar mais para frente).

Quando eu tenho de pagar: Seu cartão de crédito é debitado apenas ao final do financiamento, que será dia 02 de setembro. Aí você vai pagar quando vencer tua fatura após essa data.

O que são as Waves?: As waves são as remessas do produto, indicam a ordem de envio da encomenda quando as miniaturas estiverem prontas. A wave 1 será enviada primeiro, depois a wave 2, e por aí vai. Mas na prática, a menos que você seja alguém extremamente ansioso, não faz muita diferença, porque quando eles começam a enviar os pacotes, eles costumam terminar todas as entregas bem rápido. Coisa de um mês e quase tudo já foi postado.

O core set aumenta se o valor arrecada for grande?: Sim, conforme o valor total das contribuições vai aumentando, o core set vai ficando maior. Para quem não sabe, o core set é o pacote básico que você pode adquirir pagando US$ 100,00. As miniaturas do core set são identificados na página do financiamento pela borda verde.

Eu posso pegar o core set mesmo se eu apoiar inicialmente com um pledge de US$ 1,00?: Sim, você pode. Basta pagar o valor necessário para isso e selecionar o core set no pledge manager.

Como eu escolho quais extras eu vou querer?: A resposta para isso é o pledge manager. Ao final do financiamento, você entra no pledge manager e marca o que você quer e de que maneira o valor da sua contribuição será gasto entre as diversas miniaturas da campanha. Os extras são identificados na página do financiamento pela borda vermelha, e precisam ser pagos em adição ao core set; no entanto é possível pegar só extras sem pegar o core set. Na verdade, no pledge manager geralmente é possível adquirir até mesmo apenas partes do core set de forma separada.

O pledge manager: A grande malandragem do financiamento está no pledge manager, e saber usá-lo pode fazer toda a diferença. Se ele funcionar igual os financiamentos anteriores (e tudo indica que vai), é ali que você não só escolhe que miniaturas vai querer, como também fica sabendo o valor do frete e paga qualquer diferença de valor entre seu pedido final e sua contribuição ao final do financiamento.

E é aí que está o truque: qualquer diferença de valor! O que significa que você pode decidir levar mais miniaturas do que sua contribuição inicial permitiria, e pagar por essa diferença depois.

E como você pode acessar o pledge manager a qualquer momento até a entrega das miniaturas, significa que você pode ir adicionando miniaturas aos poucos ao longo dos meses até a entrega das miniaturas (o que está previsto para Fevereiro/2019), fechar parcialmente o pedido, ser debitado por esse pedido parcial, e assim parcelar sua compra de forma indireta! Isso significa que você tem mais de um ano e meio para ir comprando e pagando aos poucos.

A única limitação do pledge manager é que um pedido parcial já fechado não pode ser reaberto; então, se você fechar um pedido e se arrepender, não tem como voltar atrás. Mas você pode fechar quantos pedidos parciais desejar até a entrega das miniaturas.

Esses pedidos parciais serão entregues em separado?: Não, todos os pedidos parciais feitos em uma mesma conta do pledge manager serão entregues como um só pacote.

Quanto sai o frete?: O frete não é fixo, e é calculado ao final, no pledge manager. Vai variar com o peso e tamanho estimado da sua encomenda.

Quando eu recebo minhas miniaturas?: A data de entrega estimada é em Fevereiro de 2019. Ou seja, mais de um ano e meio até a entrega. E pode ocorrer algum atraso inesperado na produção - mas é muito pouco provável que a Reaper dê o calote e não entregue algo. Então, é bom ter paciência.

Imposto de importação: O imposto de importação no Brasil é de 60% do valor da compra, e precisa ser pago no momento de retirada do pacote nos Correios. Eu nunca fui taxado sobre o valor do frete, mas é possível que isso ocorra (isto é, que a Receita Federal some o valor da compra + frete e cobre 60% sobre tudo).

Tem uma questão que bens acima de US$ 500,00 aparentemente são cobrados/taxados diferente - não me parece que o valor do imposto mude, apenas que há uma burocracia extra. Retirada na Receita Federal ao invés dos Correios, ou algo assim. Nunca comprei nada acima desse valor, então não sei dizer ao certo. Mas, por segurança, é melhor manter suas compras abaixo dos US$ 500,00 (o frete não entra nesse cálculo) para evitar dor de cabeça.

Se você quiser muito comprar mais de US$ 500,00 em miniaturas, dá pra fazer duas contas no Kickstarter e apoiar o financiamento duas vezes. O inconveniente é pagar 2 fretes - mas às vezes isso até sai mais em conta do que trazer uma única caixa enorme.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Mais Jogou Desde Agosto de 2016?

Essa é fácil de responder: Legends of the Five Rings (ou Lenda dos Cinco Anéis, como ficou traduzido por aqui).

Tenho conduzido uma campanha de L5R por cerca de 2 anos e 8 meses já, começando com a clássica aventura pronta do livro básico da 1ª edição do jogo - Ceremony of the Samurai (que se passa durante o Campeonato Topázio).

A campanha é situada durante o período das Clan Wars e meus jogadores já alteraram completamente a linha de tempo original do cenário. Atualmente temos o auto-proclamado imperador Hida Kisada ocupando Otosan Uchi, um Hantei XXXIX possuído pelo Fu Leng (mas ainda sem revelar tal fato) reinando em seu exílio em Isawa Kyuden, um ex-PC como Campeão Esmeralda após a morte de Doji Satsume, e um grupo de PCs magistrados esmeralda tentando resolver os milhares de problema do império - dos quais eles são responsáveis por boa parte.

Tem sido uma aventura bem divertida, com todo mundo se esforçando para aprender os pormenores da cultura rokugani para poder seguir dentro de jogo, e com um equilíbrio bom entre leque e espada (isso é: política de corte e batalhas).

Na última sessão deixei eles enfrentando uma horda de goblins e um oni gigante. Vamos ver como eles se saem esse fim de semana.

É Agosto e Começou o RPGaDay2017!

Dia 1º de Agosto começou o #RPGaDay 2017... e eu só me dei conta disso agora. Parece que pelo jeito eu nunca vou conseguir começar a participar desse evento desde o início.

O #RPGaDay é um evento em que durante um mês inteiro há uma pergunta sobre RPG a ser respondida por dia, e várias pessoas participam em seus blogs, ou mesmo pelas redes sociais, postando as respostas em seus perfis.

Enfim, vou começar agora e postar as perguntas atrasadas depois. Bora escrever...

Clique para ampliar.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Reaper Bones 4: Começou o Kickstarter!


Como de costume, a plataforma utilizada para o financiamento é o Kickstarter, e também como de costume, a meta inicial de US$ 30.000,00 foi batida quase imediatamente.

O core set, até o momento.

O funcionamento é exatamente igual aos dos financiamentos anteriores: o core set sai por US$ 100,00 com frete internacional sendo cobrado à parte (a ser definido futuramente através do pledge manager, um programa utilizado ao fim do financiamento para definir as recompensas que você deseja receber). Além disso haverá vários add-ons que podem ser comprados pagando-se a mais.

Ou então você pode optar pelo pledge de US$ 1,00 e só adquirir os add-ons pagando extra, sem pagar os US$ 100,00 do core set (apesar de que, pelo que notei nos financiamentos anteriores, ainda assim você pode pagar os US$ 100,00 depois e pegar o core set também, se quiser).

No momento em que escrevo essa postagem, o financiamento já atingiu mais de meio milhão de dólares, e o core set está com 67 miniaturas.

A previsão de entrega desta vez é bastante estendida e razoavelmente realista: Fevereiro de 2019.

Por enquanto, em minha opinião, nenhuma miniatura muito empolgante apareceu no financiamento (à exceção talvez do porco puxando a carroça de abóboras...). E certamente devido à proximidade da entrega das Reaper Bones 3 o impacto dessa coleção deve ser menor. 

Eu estou nessa pela cabana da Baba Yaga que foi mostrada nas peças de divulgação, e que ainda não apareceu. Portanto vale à pena ficar de olho.
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