sábado, 30 de julho de 2011

Menção Honrosa no Random Tables Contest!

Fico muito feliz em anunciar que minha tabela foi uma das escolhidas para compor a lista das 57 tabelas vencedoras do Random Tables Contest!

Minha tabela de "Ferimentos de Batalha e Sequelas" não ficou com nenhum dos prêmios grandes, apenas com uma menção honrosa, o que me dá como prêmio uma cópia de uma edição da Fight On! e do próprio livro com a compilação das tabelas vencedoras quando este estiver pronto.

Considerando que essa foi a única tabela que envie para o concurso, posso considerar que foi uma grande colocação meu trabalho ter sido selecionado!

Não sei se houve mais algum brasileiro que teve sua tabela selecionada ou se sou o único representante brasuca, mas se houve gostaria muito de saber.

Como ainda detenho os direitos de publicação da minha tabela, durante a semana postarei ela traduzida em português aqui para vocês. E obrigado a todos que torceram por mim!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

É Amanhã: Anúncio dos Ganhadores do Random Tables Contest!

Amanhã serão anunciados os ganhadores do Random Tables Contest, o concurso de criação de tabelas de aleatoriedades para uso em jogos de RPG.

O anúncio dos vencedores e a rolagem aleatória das premiações serão feitas amanhã, 29 de Julho de 2011, ao meio dia no horário do leste dos EUA, e tudo poderá ser acompanhado ao vivo por aqui.

As tabelas selecionadas farão parte de um livro publicado pela revista Fight On!.

Eu enviei a minha, então torçam por mim!

Faça Você Mesmo: Aproveitando Sua Massa de Biscuit

Hoje não vou trazer para vocês nenhum tutorial mostrando como fazer alguma miniatura nem nada do gênero. Ao invés disso darei apenas uma dica para aqueles que como eu estão se aventurando a trabalhar com massa de biscuit.

A massa de biscuit, seja comprada ou feita em casa, tem um prazo de validade que se bem conservada, envolta em filme plástico e guardada em um pote plástico tampado, é de 6 meses em média. Um pouco mais ou um pouco menos, dependendo do clima e da umidade do local. Após esse período a massa começa a secar e endurecer, perdendo a maleabilidade.

Isso não quer dizer, no entanto, que você precisa jogar fora o restante da sua massa. O biscuit é suscetível a umidade e calor, assim é só molhar e/ou esquentar a massa que ela volta a ficar maleável.

Não é nada complicado, apenas coloque a massa no microondas por alguns segundos, em um pote com um pouco de água, e pronto. Aí é só amassar e misturar o biscuit para que ele recobre a maleabilidade desejada. Só cuidado para não queimar os dedos no processo, pois a massa ainda deve estar quente. Você pode também misturar um pouco de cola branca tipo PVA nesse momento.

Dependendo do quão seca a massa estiver, nem sempre ela retorna à mesma maleabilidade original, mas ainda assim permite que você volte a trabalhar com ela, ao menos para esculpir coisas com menos detalhes.

Fica a dica!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Parabéns Gary!

Hoje, 27 de Julho de 2011, seria o aniversário de 73 anos de Gary Gygax. Para comemorar, o Paul do Blog of Holding montou o que ele chamou de “O Quiz Mais Difícil do Mundo Sobre Gary Gygax”.

Igor Vinicius Sartorato took the Hardest Gary Gygax Quiz in the World and got 100%!

You are a Gary Gygax Dungeon Master. You are a world expert on Gary Gygax. My guess is you are either a former TSR employee or an extremely obsessive fan. You can be proud of your in-depth knowledge - few are so expert in any subject! Also, I would like to be in your D&D group.

Paladin Code: You completed this quiz without using Google.

Então, se você acha que sabe tudo sobre o eterno Game Master, faça como eu: vá até lá e divirta-se tentando responder o quiz!

Tá, tá, tudo bem! Eu roubei pra conseguir esse resultado aí em cima. Mas foi só um pouquinho! Meu resultado original na verdade foi esse daqui:

You took the Hardest Gary Gygax Quiz in the World and got 60%!

You are a Gary Gygax Myrmidon. You are mighty in the ways of Gary Gygax. You're probably a First Edition or OD&D player, and I wouldn't be surprised if you had an original copy of the Chainmail rules.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Pontos de Mana

Ao longo dos meus quase 19 anos jogando D&D sempre percebi que uma das coisas que mais incomoda muito dos jogadores no sistema de magia é a relação entre magias conhecidas, magias decoradas, e quantidade de magias que podem ser lançadas por dia.

Atualmente, eu me dou bem com o sistema original. Aprendi a gostar dele, e entender porque ele está ali, por assim dizer. No entanto, a uns 15 anos atrás eu também era descontente com esse método, e foi nesse período que eu tive contato com o conceito de “pontos de mana”.

Na época, tive acesso à série Player's Options do AD&D, onde um dos livros trazia regras opcionais para magia, utilizando pontos de mana. A regra oficial é boa, mas eu achava ela um pouco complicada demais pro meu gosto, na verdade, tão complicada quanto a regra original, e logo, se não era pra diminuir o trabalho, não valia a pena mudar a regra. Foi aí que eu criei uma regra própria de “pontos de mana” para as magias do D&D, que em minha opinião é bem mais prática e fácil de lembrar.

Esta regra é bem simples, e pode ser utilizada tanto para OD&D, BD&D, AD&D e D&D 3ªed, assim como para Old Dragon ou qualquer retroclone de Dungeons & Dragons como Labirynth Lord e Swords & Wizardry. Ela funciona assim:

- Os magos continuam tendo de aprender magias normalmente, e ainda estão limitados a quais círculos de magia (spell level) têm acesso baseado no seu nível de classe.

- Cada magia que o mago normalmente poderia lançar de acordo com a regra padrão (o chamado spell slot do D&D 3ªed) confere ao mago 1 ponto de mana por círculo da magia.

- Do mesmo modo, cada magia custa 1 ponto de mana por círculo de magia para ser lançada.

- O mago pode utilizar seus pontos de mana para lançar quaisquer magias que ele conheça, em qualquer combinação, desde que ele tenha pontos de mana suficientes para pagar por essas magias.

- Os pontos de mana são recuperados apenas após um repouso de 8 horas, e mais 1 hora de estudo do grimório é necessária para manter as magias conhecidas em sua mente. Caso o mago perca seu grimório, ele também perderá acesso às suas magias conhecidas assim que gastar todos os seus pontos de mana disponíveis ou repousar por 8 horas, o que ocorrer primeiro.

Abaixo, há duas tabelas com o exemplo de como ficariam as magias dos magos para AD&D 2ªed, D&D 3.5 e Old Dragon:

PM - AD&D PM - D&D 3 PM - ODPara o D&D 3.5 algumas considerações devem ser feitas. Primeiro, utilizando essa regra, a classe feiticeiro (sorcerer) meio que perde o sentido de existir, já que a grande diferença entre eles e os magos é a habilidade de lançar qualquer magia conhecida sem memorizar.

Segundo, a menos que o mestre queira permitir que os magos lancem magias de nível 0 à vontade, o ideal é cobrar ½ ponto de mana para lançar estas magias. Na tabela estou considerando magias de nível 0 como ½ ponto de mana.

Terceiro, em relação aos talentos metamágicos (metamagic feats), é só trocar as menções a slots de magia extra cobrados pela mesma quantidade em pontos de mana.

Percebam que com esse sistema é bem simples calcular quantos pontos de mana uma personagem teria, simplesmente olhando as tabelas do Livro do Jogador. Ele também torna os magos potencialmente mais versáteis e poderosos, já que sempre terão disponível um arsenal muito mais amplo de magias.

Esse sistema também pode ser aplicado aos clérigos, apesar de eu não aconselhar fazê-lo, visto que esta classe já possui acesso a toda a lista de magia automaticamente. Por isso, permitir que clérigos lancem suas magias sem necessidade de memorizar pode realmente desbalancear o jogo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Fontes de Inspiração: Drácula (Bram Stoker, 1897)

dracula_book_cover_1902_doubleday_89 Recentemente, o Brasil e o mundo encararam uma nova “vampiromania” (digo “nova” porque eu me lembro de quando foi lançado o filme Entrevista com o Vampiro), graças à série de filmes Crepúsculo. Esse ano parece que a coisa já está abrandando, mas ano passado estava a todo vapor. E eu devo confessar que não saí ileso dessa febre. Só que os meus vampiros são de um outro tipo, bem diferente.

Um livro que sempre tive vontade de ler, mas nunca havia lido, é Drácula. E graças a minha namorada que me deu o dito cujo de presente, ano passado pude colocar um fim a essa falha na minha cultura literária. O livro escrito por Bram Stoker em 1897 narra a vinda do vampiro Conde Drácula da Transilvânia para a Inglaterra, o horror que ele causa, e a caçada do vilão por Abraham Van Helsing novamente até o leste europeu. O interessante deste livro é, primeiro, a forma como é escrito; trata-se de um romance epistolar, isto é, ele é feito de forma a parecer uma junção de cartas, notícias de jornal, trechos de diários, telegramas, e outros fragmentos de texto, que juntos formam a história completa. Isso dá um estranho sentido de veracidade à narrativa. O segundo fator interessante é que, ainda que não seja a primeira obra sobre vampiros, é uma das que mais marcou o gênero.

No entanto, muitas das concepções “clássicas” que temos acerca de vampiros, e que muitas vezes pensamos ser derivada deste livro, na verdade são derivadas das diversas adaptações cinematográficas desta obra, principalmente do expressionista Nosferatu de 1922 e de Drácula de 1931.

Graças a isso, ler esse livro é muito interessante, pois mexe com várias das nossas concepções mais comuns sobre o vampiro, sem que isso no entanto seja fruto de criações em obras modernas (como vampiros que brilham ao Sol), mas sim estando presente no clássico dos clássicos sobre vampirismo.

Em Drácula, Bram Stoker nos apresenta um vampiro que é um gênio manipulador e terrível, um monstro sem nenhum sinal de humanidade. Conde Drácula é cínico e amoral, ditador, e sem nenhum vestígio de sentimentos nobres. No livro, não é seu amor por Mina que o traz à Inglaterra, mas sim o desejo da ampliação de sua área de caça. Ele usa Mina, e acaba por estabelecer uma forte ligação com ela, mas não se apaixona pela moça em momento algum. Drácula não é humano, é um morto vivo monstruoso, sem problemas de consciência ou conflito entre seu lado humano e seu lado monstro (afinal, não há mais nenhum lado humano).

O monstro também apresenta muitas características diferentes do senso comum: durante o dia, ele não “dorme”, mas sim entra em um estado de catatonia, onde apesar de paralisado ele pode estar ciente do que ocorre à sua volta. O livro descreve Drácula deitado em seu caixão de olhos abertos, completamente estático, parecendo morto, mas curiosamente, ele possui calor corpóreo e respira como um ser vivo, apesar de não o ser.

dracula Esse estado de paralisia diurna é comum aos vampiros, mas aqueles muito velhos são capazes de lutar contra ele e agir normalmente durante o dia. O próprio Conde é visto pelas personagens do livro em um parque em pleno dia em uma ocasião. E sim, isso implica que em Drácula vampiros não são afetados de forma alguma pela luz do Sol. Essa idéia do vampiro sendo morto pelo Sol possivelmente seja uma das heranças que o filme Nosferatu nos deixou.

As fraquezas de Drácula são em essência três: sua dependência por beber sangue humano, que o rejuvenesce e fortalece; a necessidade de dormir na terra de seu túmulo, de longe a maior de suas fraquezas; e sua suscetibilidade aos símbolos religiosos.

Ele também possui diversos poderes, como andar nas paredes, virar névoa, transformar-se em animais como morcego e lobo, controlar feras e animais daninhos (não se limitando apenas a lobos, morcegos e ratos, mas incluindo também aranhas, moscas, pulgas, etc), e muitas outras. Em um ponto do livro Van Helsing lista várias habilidades que um vampiro pode possuir, algumas muito estranhas para nosso conceito comum, como a habilidade de diminuir de tamanho para passar por espaços minúsculos.

Mas a habilidade mais interessante de Drácula talvez seja seu controle sobre a mente de suas vítimas. É verdade que na maior parte do tempo ele utiliza sua influência mental sobre pessoas mentalmente suscetíveis (como Reinfiled, paciente de um sanatório, e Lucy em seu estado de sonambulismo), mas parece ser capaz de fazê-lo facilmente sobre qualquer um de quem se alimenta. Sua influência também não se limita a um simples estado de comando temporário, muito pelo contrário. É quase um estado permanente, sendo capaz de controlar quando quiser aqueles a quem domou a mente. Mais do que isso, o vampiro cria uma ligação permanente com sua vítima e parece ser capaz de ver e ovir tudo aquilo que ela presencia. A ligação entre vampiro e vítima é tão forte que o inverso também acaba sendo possível, ainda que suas vítimas não tenham consciência disso (Van Helsing utiliza-se de hipnose em Mina para saber os passos do Conde).

Enfim, um livro muito interessante, cheio de boas idéias para tornar os vampiros de seus jogos um pouco mais desafiadores e surpreendentes para o seus jogadores, sem precisar fugir do esteriótipo clássico. E tudo isso mantendo o vampiro um monstro verdadeiro, e não meramente um humano que bebe sangue e com crise existencial.

sábado, 23 de julho de 2011

Resenha: Kits de Miniaturas Old Dragon

Eu adquiri dois dos novos kits de miniaturas exclusivas do Old Dragon: o Kit de Mulheres/Fêmeas (nunca se tem miniaturas femininas adequadas) e o Kit de Mortos-Vivos (fazer o que, eu adoro esqueletos!). E a boa notícia é que elas já chegaram!

O processo de aquisição foi bem tranquilo. O serviço on-line da RedStore é muito bom, e simples de usar. Eles dão a opção de pagar com cartão de crédito, transferência bancária eletrônica, ou por boleto. Eu optei pelo boleto, para ver a facilidade, e este método foi aprovado! É só imprimir e pagar em uma lotérica, banco ou caixa automático.

O envio também foi tranquilo, recebi o código rastreador do Correio por e-mail, e a encomenda chegou dentro do prazo normal dos correios. O mais legal é a caixa na qual os kits vieram: a RedBox agora envia suas mercadorias dentro de uma caixa vermelha muito bacana:

Miniaturas OD (2) Os kits em si vem em um estojo plástico forrado com espuma e tecido, muito útil para guardar e proteger suas miniaturas.

Miniaturas OD (5) Os estojos possuem uma etiqueta-rótulo também muito bonita, identificando o modelo do kit e trazendo todas as especificações técnicas do produto. Só senti falta da identificação do fabricante das miniaturas, pois o rótulo só contém a marca da RedBox.

Conforme prometido pela equipe da RedBox, a etiqueta é muito fácil de ser retirada, e não deixa resíduos no estojo. Nota 10 para eles!

As miniaturas em si são bem legais, produzidas em liga metálica segura, simples, sem pintura, apenas com acabamento de metal envelhecido, mas bem feitas. O design delas é feito exatamente da forma que se esperaria de miniaturas para um jogo de RPG old school. E são em escala com a maioria das miniaturas disponíveis no mercado.

Miniaturas OD (6) Kit de Mortos-vivos (o fantasma/espectro é o mais maneiro!)

Miniaturas OD (7) Kit de Mulheres/Fêmeas – desculpem pela foto terrível.

Dos dois kits que adquiri, dou especial destaque para o kit de personagens femininas. Ele traz cinco miniaturas de mulheres, que podem ser enterpretadas como uma de cada classe (ladra, clériga, maga, guerreira e ranger). Mas o mais importante é que nenhuma delas cai no estereótipo de mulher de aventuras de fantasia com pouquíssima roupa. A guerreira usa uma armadura de cota de malha completa, e não um biquini, e as demais trajam roupas de mangas compridas, vestidos, botas… Ou seja, elas trajam-se de um modo mais plausível do que se esperaria de aventureiras reais, nada de 90% do corpo exposto. A única que está trajada de modo mais “provocante” é a feiticeira/maga, e mesmo assim, de um modo bem “aceitável”.

Minha opinião final é de que os kits valem a pena, trazem figuras bem interessantes, e o preço é razoável comparado com os praticados fora do país. Não vejo a hora de começar a pintá-los e utilizá-los em meus jogos!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...