terça-feira, 25 de outubro de 2011

Interpretando Ciência Como Magia

Em D&D, o conceito de que aparatos tecnológicos super-avançados poderiam ser confundidos com objetos mágicos é tão antigo quanto o próprio jogo. As referências literárias sobre o assunto também são antigas, e proeminentes nas obras de autores influentes na construção do Dungeons & Dragons, como Jack Vance.

Há também obras que chegam até a questionar se as criaturas vistas como “deuses” não seriam na verdade raças detentoras de grande tecnologia, um assunto tratado brevemente pelo Sr. Beltrame recentemente.

No entanto, algumas pessoas torcem o nariz para este conceito, geralmente com o argumento de que ciência e tecnologia não são comparáveis a magia, pois só seriam capazes de gerar efeitos mais “mundanos”. Também é lugar comum o entendimento de que toda tecnologia avançada está na forma de “máquinas”, sendo assim facilmente reconhecivel como de natureza diferente da magia.

Será mesmo?

Se alguém tem alguma dúvida de que ciência avançada pode ser facilmente confundida com magia, aqui esta a prova de que este conceito não tem nada de rídiculo:

Os vídeos acima foram feitos pela Universidade de Tel-Aviv, em Israel.

O que estes vídeos mostram é ciência pura, atual e não “super-avançada”, e mesmo assim até mesmo muitos de nós ao ver algo assim poderiamos acreditar se tratar de magia. E não há máquinas envolvidas no processo, apenas objetos “simples”.

Como enxergavam os grandes Jack Vance e H. P. Lovecraft, não há grandes diferenças entre magia e ciência avançadíssima, exceto se você conhecer seu funcionamento e a lógica por trás do efeito.

Mais do que isso, por essa lógica, não há porque utilizar mecânicas diferentes para ítens mágicos e tecnológicos. Um aparato utiliza baterias, que limitam seu uso a uma quantidade limitada de usos? Isto não passa da boae velha regra de cargas das varinhas e cajados.

Alguns aparatos talvez só possam ser acionados um número limitado de vezes ao dia, e possivelmente sejam tão poderosos que afetem a realidade de tal modo que efeitos que afetem magia respondam igualmente a eles (como dissipar magia).

Deste modo, nenhuma mudança nas regras é necessária para incluir aparatos tecnológicos em seus jogos, essa origem diferente trata-se apenas de uma explicação narrativa, um detalhe do cenário.

Então, não há porque ter medo de utilizar essas idéia sem suas aventuras, caso elas lhe agradem. E caso alguém na sua mesa discorde que um ítem “mágico” na verdade possa ser tecnológico, mostre a ele esses vídeos!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Gárgulas Para Old Dragon

Foi disponibilizado no site oficial do Old Dragon um artigo contendo informações sobre dois novos monstros para o Old Dragon: as gárgulas de pedra e os homens-morcegos.

De autoria do xará Igor Moreno, o PDF de 10 páginas está disponível gratuitamente em sua página oficial no site do Old Dragon.

Faça Você Mesmo: Pintando Miniaturas (Parte 7)

Voltando às dicas de pintura de miniaturas, e continuando na idéia dos efeitos de luzes e sombras, vamos passar agora a algumas técnicas mais avançadas. Novamente, tenha em mente todas as dicas anteriores que já foram dadas, principalmente a de nunca pintar sobre tinta que ainda não secou!

Pintura em Camadas (Feathering, Layers, ou Layering)

Essa técnica é usada para criar um efeito de passagem gradual de um tom de cor para outro. Também é uma técnica que tem uma quantidade enorme de nomes, e cada artista se refere a ela de uma forma.

Basicamente, a idéia dessa técnica é sobrepor finas camadas de tinta, diminuindo a área da aplicação a cada camada e utilizando gradações de tom de uma mesma cor, criando uma ilusão de transição.

Para a aplicação correta da técnica, escolha para a camada base a mesma cor geral que você pretende para a área (o tom médio, por assim dizer). Além disso, você precisará de pelo menos três tons da mesma cor para causar o efeito desejado: um tom mais escuro para efeitos de sombra, um tom médio, e um tom mais claro para efeitos de luz. Três tons é o mínimo, mas você pode utilizar tantos quanto achar necessário.

Para criar o efeito de iluminação, comece com uma camada de tom mais escuro, maior, e em seguida vá aplicando camadas menores, de tons mais claros, sobre a primeira. Para efeitos de escurecimento, proceda do modo inverso, começando com uma camada grande de tom claro, e terminando com uma camada pequena de tom escuro.

Em geral, os efeitos de sombra (e, portanto, os tons mais escuros) são aplicados nas superfícies mais profundas da miniatura. Normalmente, estas partes também são as mais inacessíveis, portanto é melhor começar por elas. Quando a camada base estiver seca, aplique o tom mais escuro, e depois que este secar, vá aplicando sucessivamente os tons mais claros por cima, mas apenas nos locais necessários, deixando uma área de sombra. Os efeitos de luz (e, portanto, os tons mais claros) normalmente são aplicados sobre as áreas mais proeminentes, porque em geral é nessas áreas que a luz naturalmente incide mais.

É possível aplicar essa técnica também para criar um efeito de transição de uma cor para outra, como observado nas diferenças de cor entre o ventre e o dorso de um animal, por exemplo. Para isso será necessário utilizar ao invés de diversos tons de uma mesma cor, duas cores e os tons intermediários na transição entre uma cor e outra. Também é uma boa técnica para criar efeitos de iluminação de tochas ou fogo sobre outras superfícies.

ogremage1paint1 A técnica de feathering foi usada para gerar os efeitos de luz e sombra nesse ogro-mago

Misturando cores para as camadas

Para aplicar a técnica da pintura em camadas, você irá precisar de vários tons da mesma cor (pelo menos três), ou de duas cores e alguns tons intermediários entre elas. Você pode comprar todas essas cores que você for utilizar, mas muitas vezes o modo mais fácil é misturar estas cores você mesmo.

Para a imensa maioria das cores, você pode obter um tom mais claro apenas adicionando um pouco de branco na cor original. Apenas coloque um pouco de tinta da cor básica em sua paleta e misture um pouco de tinta branca. Para algumas cores quentes às vezes é melhor adicionar amarelo ao invés de branco.

Para obter tons mais escuros pode ser um pouco mais complicado. Para algumas cores adicionar um pouco de tinta preta é suficiente para gerar um tom mais escuro. No entanto, muitas cores ao serem misturadas com preto acabam com um tom meio esquisito, muito diferente do desejado. Nesses casos, é melhor misturar uma outra cor próxima de tom mais escuro, ou até mesmo adquirir um tom mais escuro da mesma cor.

idolpaint1O feathering foi usado aqui para gerar o efeito de iluminação das labaredas no ídolo

Esta técnica, apesar de aparentemente simples, requer um pouco de prática para ser executada de forma adequada e não ficar parecendo algo exageradamente artificial. Eu mesmo não a domino muito bem ainda. Então, pratiquemos!

Fotos retiradas da loja virtual da Otherworld Miniatures.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nunca Subestime o Bardo!

Se você é daqueles que acha que o bardo não serve para nada, pense duas vezes:

Level 20 Bard Dizer mais o quê?

sábado, 15 de outubro de 2011

O Mais Novo RPG Nacional: Elementum!

Isso na verdade não tem nada a ver com D&D (que é o principal assunto desse blog), e talvez “novo” também não seja o termo mais correto. Mas o fato é que um grande amigo meu finalmente terminou a versão beta teste de seu jogo, e pediu para que eu espalhasse a notícia aos quatro ventos (ou seria elementos?).

Elementum é um jogo que tem quase 10 anos de história, durante os quais seu autor o escreveu, re-escreveu, alterou o sistema várias vezes, chegou a tentar adaptá-lo aos sistemas GURPS e D20, e por fim chegou à versão que existe hoje. Mas é melhor vocês ficarem sabendo da história pelas próprias palavras do autor:

Elementum

Este texto que você tem em mãos é uma versão de teste, ou beta, do Elementum RPG e é fruto de 2 anos de reflexão, idéias e trabalho. Mas o projeto para este jogo começou muito antes, há mais de 10 anos. Na época eu já era um jogador de RPG regular e já tinha criado um ou dois sistemas próprios, apenas por diversão, quando tive contato com um jogo do antigo Super Nintendo, chamado Chrono Trigger. O visual e a mistura de elementos deste jogo me inspiraram a criar um cenário próprio e que acabou gerando um conjunto de regras próprio.
Desde então o cenário/sistema de Elementum vem sendo criado, modificado, abandonado, recriado, apagado e reescrito inúmeras vezes. Da idéia inicial pouco restou, além do nome e das premissas fundamentais do cenário: fantasia, magia e os quatro elementos. O conjunto de regras foi reescrito do zero pelo menos cinco vezes, e cada novo sistema era completamente diferente do anterior. Já tentei adaptá-lo para sistemas existentes, mas o resultado final nunca me agradava. Muitas vezes pensei em largar de vez esse projeto, mas sempre acabava voltando a ele por alguma razão.
E finalmente, depois de tudo isso, cheguei a esta versão que você está prestes a ler. Não que eu esteja satisfeito, longe disso, mas graças ao incentivo de pessoas valiosas e do grande movimento de jogos independentes que surgiu na internet, resolvi disponibilizar este Beta do jogo, para que pudesse ser jogado e testado por outras pessoas.
As influências e referências acumuladas que me trouxeram até este texto foram inúmeras, muitas delas mais antigas que aquele jogo de videogame que disparou tudo isso, mas duas merecem ser citadas: o sistema PDQSharp, de Chad Underkoffler, e o sistema FATE (Spirit of the Century e Diaspora), de Fred Hicks e Rob Donoghue, que me deram idéias para várias mecânicas. Isso sem falar nos livros, músicas, quadrinhos, filmes, jogos (eletrônicos ou não), séries, programas de TV e textos que eu consumi ao longo da minha vida e que estão, ao menos em parte, representados aqui. É muito provável que você reconheça boa parte destas influências.
Espero sinceramente que Elementum seja divertido para você jogar e que permita a você passar muitas horas agradáveis, sejam em aventuras curtas, sejam em grandes campanhas. Sendo ou não, gostaria muito de receber a sua opinião sobre o jogo e como foi para você e o seu grupo a experiência de jogá-lo. Esse retorno é fundamental para mim, para que eu possa aparar as arestas e acertar os detalhes. E se você achar este jogo uma verdadeira porcaria não tenha medo de me dizer o porquê. Começar tudo de novo não será nenhum problema para mim! Toda a crítica é bem vinda.
Boa leitura!

O autor, Vitor Antonio Nardino, não só é responsável pelo sistema e cenário, como também pela arte presente nessa versão beta. Tanto o texto do livro, como suas ilustrações, estão sob uma licensa Creative Commons.

Confesso que não li o livro inteiro ainda em sua versão atual, mas acompanhei a construção desse jogo em vários momentos anteriores, chegando mesmo a jogá-lo em um playteste. O cenário é muito interessante, me lembrando um pouco Avatar: The Last Airbender (apesar da história ser anterior a esse desenho animado), talvez pela temática ligada aos quatro elementos.

Ficou curioso? Então não espere mais e faça o download gratuito de Elementum neste link!

Cerveja Bárbara

cimmerian ale À venda nas melhores tavernas Hiborianas!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Séries Animadas de Fantasia

thundercats Outro dia, eu e a INapta estávamos conversando, e chegamos à conclusão de que boa parte de nosso gosto pelo gênero de Fantasia se dá em razão de uma coisa: os desenhos animados que passavam na TV em nossa infância!

E fazendo um levantamento rápido, vemos que a quantidade de desenhos com temática medieval/fantástica era imensa! Então, eu decidi listar os desenhos desse gênero que me lembro de ter assistido quando criança (ao lado do título encontra-se o ano de estréia original):

Tartaruga Touché e Dum Dum (1962)

Dino-Boy (1966)

Os Herculóides (1967)

O Poderoso Mightor (1967)

Os Cavaleiros das Arábias (1968)

As Aventuras de Gulliver (1968)

Os Três Mosqueteiros (1968)

O Vale dos Dinossauros (1974)

Tarzan (1976)

Jana das Selvas (1978)

Thundarr, o Bárbaro (1980)

Blackstar (1981)

Os Smurfs (1981)

Caverna do Dragão (1983)

He-Man (1983)

She-Ra (1985)

Sectaurs (1985)

As Aventuras dos Ursinhos Gummy (1985)

Ewoks (1985)

Galtar e a Lança Dourada (1985)

Thundercats (1985)

Cavalo de Fogo (1986)

Visionários: Os Cavaleiros da Luz Mágica (1987)

As Aventuras de Teddy Ruxpin (1987)

A Pedra dos Sonhos (1990)

O Mágico de Oz (1990)

As Novas Aventuras de He-Man (1990)

Peter Pan (1990)

Os Piratas da Água Negra (1991)

O Príncipe Valente (1991)

Jovem Robin Hood (1991)

Rei Arthur e os Cavaleiros da Justiça (1992)

Conan, o Bárbaro (1992)

Os Guerreiros Esqueletos (1993)

Highlander (1994)

Conan e os Jovens Guerreiros (1994)

Alladin (1994)

Os Gárgulas (1994)

Hércules (1998)

Thundarr Só incluí na lista aqueles que possuíam fortes elementos de Fantasia ou temática medieval, ou então cujas aventuras passavam-se em mundos selvagens/mundos perdidos (o caso de Tarzan e O Vale dos Dinossauros). Há também em vários destes desenhos fortes elementos de ficção científica misturada a fantasia e também fantasia Sword & Planet.

E estes são apenas os desenhos dos quais eu me lembro, sem incluir nenhum do ano 2000 ou posterior. Provavelmente haviam outros, que minha memória não se recorda.

E fora esses ainda há outros como Jonny Quest, Space Ghost, Bill e Ted, De Volta Para o Futuro, Pica-Pau, Tom e Jerry, e muitos outros que eventualmente traziam um episódio ou outro que poderia muito bem se encaixar nessas descrições.

Com toda essas influências, mais a enorme quantidade de filmes, livros (incluindo os contos de fada), revistas em quadrinhos, animes, e desenhos animados média e longa metragem com essas temáticas, não é de se admirar a estreita relação de nossa geração com a Fantasia!

The Legend of Prince Valiant

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