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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Retrospectiva das Edições do D&D em Fotos

Como uma homenagem aos 40 anos do D&D, provavelmente completados no último domingo, decidi mostrar aqui um pouco da história do D&D em imagens.

A história das edições do D&D eu já tratei aqui de forma breve quando o blog ainda era recém criado, então desta vez serão apenas imagens.

Para começar, a primeira edição do D&D (também conhecido por OD&D – Original Dungeons & Dragons), lançada em 1974:

original-dungeons-dragons No canto superior esquerdo vemos um exemplar do Chainmail, o wargame precurssor do D&D, de autoria de Gary Gygax e Jeff Perren. Ao lado, a caixa do primeiro D&D e abaixo os 3 livros que vinham dentro dela. Por fim, o primeiro suplemento de D&D – Greyhawk.

A segunda encarnação do D&D, em ordem cronológica, foi o AD&D 1ªed em 1977:

AD&D 1ed Na foto estão os 3 livros básicos e alguns suplementos posteriores. Curiosamente, o primeiro dos livros básicos a ser lançado foi o Monster Manual. Os livros básicos na foto são os com as capas originais, mas eles também possuíram tiragens com capas diferentes destas.

Neste ponto, o D&D se dividiu em duas linhas distintas o D&D básico (BD&D), que nada mais era que a revisão do D&D original, e o AD&D. A primeira das revisões do que seria chamado de BD&D foi a “Holmes Edition”:

Holmes A caixa conhecida como ”blue box” e seu conteúdo (faltam os dados e um crayon que acompanhavam o kit). Esta é apenas uma das configurações desta edição, que já teve outros livros inclusos na caixa, assim como outra aventura que não a famosa Keep on the Borderlands.

Em 1981 temos a segunda revisão do BD&D, a “Moldvay Edition”:

Moldvay A chamada “magenta box” e seu conteúdo.

P1020387 Esta edição também possuiu uma expansão, uma segunda caixa intitulada Expert Set, lançada no mesmo ano, que expandia a evolução dos personagens até o 14º nível.

Dois anos depois, finalmente chegamos à famosa “red box” de Frank Mentzer:

BECMI_DnD_boxes2 Esta foi a primeira edição do BD&D a ter expansões para evoluir os personagens até o nivel 36 e além, até atingirem o status de Imortais.

Em 1989 o AD&D, após 12 longos anos sem modificações sérias, recebeu sua segunda edição. Ainda assim manteve-se bastante compatível com a edição anterior, que continuou a ter tiragens lançadas concomitantemente com esta nova edição até 1990:

2013-05-12_12-44-56_543 Acima os livros básicos do AD&D 2ed com suas capas originais, e abaixo os mesmos livros em sua versão premium da reedição de 2013.

AD&D 2ed v2 Esta edição teve uma pequena revisão (mas que não chegou a configurar uma nova edição), mudanças de design e ganhou novas capas. Foram estas as versões que foram lançadas no Brasil pela Editora Abril em 1995.

Em 1991 o BD&D recebeu sua quarta e última revisão, lançada como uma caixa introdutória e como um livro único com as regras compiladas e resumidas das 5 caixas da “Mentzer Edition” – a famosa Rules Cyclopedia:

Dungeons & Dragons GROWA “black box” é muito importante para nós brasileiros, porque foi a primeira edição do D&D lançada no Brail, pela GROW, em 1992-93 (é um pouco difícil apurar a data com certeza). Esta edição também teve outras tiragens, com alterações no nome e modificações de design.

rulescyclopedia Acima temos a Rules Cyclopedia, um dos melhores manuais do BD&D em minha opinião.

Agora vamos dar um salto no tempo e ir até o ano 2000. Este ano, tanto o BD&D quanto o AD&D viram seu fim, e foi lançada a edição entitulada D&D 3.0, a maior alteração na estrutura das regras do jogo até então:

D&D 3.0 Muitas das “novas regras” desta edição na verdade são modificações de coisas que já apareciam na série Player’s Options do AD&D de 1995. No entanto, coisas como feats e tabela única de XP apareceram aqui pela primeira vez. Críticas e gostos pessoais à parte, ninguém pode negar que foi esse lançamento com sua OGL deu um novo fôlego para o mercado mundial de RPG.

Dnd_v3_5_rulesbooksA primeira pisada na bola editorial desta nova fase do D&D veio em 2003, quando foi lançada a edição 3.5 com algumas revisões nas regras de um jogo com apenas 3 anos de existência.

Apesar de todo o sucesso da dita “3ª edição” do D&D ela durou apenas 8 anos, e em 2008 foi lançado o D&D 4ªed:

D&D 4ed books Acima, o 3 livros básicos, e abaixo diversos suplementos.

D&D Essentials Em 2011 o D&D 4ªed viu surgir a linha Essentials, uma espécie de “D&D 4.5”, que recebeui até mesmo sua própria “red box”, nos moldes da edição do BD&D de Mentzer.

Aparentemente a última edição não foi o sucesso esperado, pois ao contrário de todas as versões anteriores do D&D, esta durou muito pouco, e apenas 4 anos depois, em 2012, começaram os playtestes abertos para a próxima edição do jogo, até o momento apenas conhecida como “D&D Next”.

Next Ainda não há imagens oficiais dos livros básicos do D&D Next; na verdade, não sabemos nem mesmo como esta edição será oficialmente chamada.

Desde o início dos playtestes do D&D Next não há mais lançamentos de suplementos do D&D 4ª edição, exceto por algumas aventuras também compatíveis com outras edições.

Neste ano do 40º aniversário do D&D finalmente conheceremos como será a nova encarnação do D&D. Certamente alguns de nós iremos gostar, outros não, mas isso faz parte. O que mais importa é que mesmo após 40 anos o D&D está vivo e bem!

domingo, 19 de janeiro de 2014

E a Coleção Está Completa!

Este ano começou muito bem para minha coleção de livros de RPG: era apenas dia 16 de Janeiro quando eu consegui completar minha coleção de livros verdes e azuis do AD&D 2ªed!

Os livros vermelhos eu já havia conseguido todos no ano passado, agora faltavam uns poucos dos azuis e verdes. Eu já estava preparado para levar mais alguns meses para conseguir o feito, mas qual não foi minha surpresa quando uma encomenda que eu já havia dado como extraviada chegou às minhas mãos!

Entendam, quando um pacote não chega após 6 meses, é normal considerá-lo perdido para sempre no limbo dos Correios. Mas eis que, exatos 7 meses e 11 dias após o envio, o pacote com os últimos livros que faltavam para minha coleção foram entregues!

Livros 005Os últimos que faltavam! 

Para completar a sorte do dia, passando em um sebo próximo do trabalho, de forma totalmente descompromissada, encontrei dois outros livros dos quais eu estava atrás: um Divindades & Semideuses do D&D 3.0 em perfeito estado, e um manual básico do Conan D20!

Livros 007 Deuses de duas edições: o da esquerda veio junto com os livros azuis na encomenda “extraviada”.

Livros 008A capa está meio acabada mas tá valendo. Nunca imaginei encontrar este livro num sebo! 

E para finalizar, uma foto da coleção completa, em seu devido lugar de destaque na minha estante:

Verdes-Vermelhos-Azuis 02Coisa linda! Se me perguntassem a uns anos atrás, eu diria que nunca conseguiria todos eles.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Meus Presentes de Natal

Este ano eu tive um Natal bastante RPGístico – ou quase. Não, eu não joguei RPG no Natal, mas em contrapartida, recebi e dei vários presentes de alguma forma relacionados com o hobby, ou com fatasia em geral.

Vou começar mostrando a vocês os presentes com os quais eu mesmo me presenteei:

Birthright Destaque para a belíssima caixa do Birthright!

Comprei a caixa básica do Birthright, completando assim minha coleção com todos os básicos do que eu considero os “grandes cenários” do AD&D (Ravenloft, Greyhawk, Dragonlance, Darksun, Planescape, Spelljammer, Mystara, Forgotten Realms, Al Qadim e Birthright). Também adquiri o segundo livro dos panteões de Forgotten Realms e um dos livros azuis que ainda faltavam em minha coleção.

Skull & Shackles 008 Homens-serpente e um gorila alado: mais sword & sorcery impossível!

Aproveitei para aumentar um pouquinho minha coleção de miniaturas, com alguams peças de D&D Miniatures e de Pathfinder Battles.

Skull & Shackles 007 Por Tutatis!

E pra fechar meus auto-presentes, estes dois mascotes para enfeitar minha estante. Estas miniaturas de chumbo de Asterix e Obelix eu encontrei em uma feira natalina aqui da minha cidade.

Agora, é hora de partir para os presentes que ganhei:

Skull & Shackles 005O orc parece preocupado com a espada do pirata… 

Estes dois eu ganhei da INapta. O LEGO é uma espécie de mini wargame baseado na batalha do Abismo do Elmo de O Senhor dos Anéis.

Já o Munchkin Booty é a companhia perfeita para os nossos protótipos originais da expansão deste mesmo jogo ganhos na World RPG Fest 2011!

E por fim, os presentes que eu distribui:

Skull & Shackles 006 Races of Destiny, também conhecido por essas bandas como “O Livro dos Feats Inúteis”.

Como a própria INapta diz, a parte boa de um casal com gostos parecidos é que os presentes que se dá ao outro também se aproveita! Este ano a INapta ganhou de mim o Races of Destiny, um dos livros que ela mais gosta do D&D 3.5 devido a seus feats de utilidade duvidosa.

Além disso, também presenteei a ela com um exemplar de Clássicos do Sobrenatural, uma coletânea de contos de horror e casos sobrenaturais de autores famosos, contendo entre outros a ainda mais clássica história A Pata do Macaco! Inspiração de primeira qualidade!

domingo, 8 de setembro de 2013

D&D 30 Day Challenge: O Personagem Com o Qual Eu Mais Gostei de Jogar

Um bardo humano de nome Baldric, com o qual joguei em uma campanha de D&D 3.5, foi provavelmente o personagem que eu mais gostei de interpretar.

Originalmente, ele nem era meu personagem de verdade, era um tapa buraco que eu usaria até que o restante do grupo encontrasse com meu personagem de verdade, que estava em outro plano de existência (era uma continuação de uma campanha antiga). Após o encontro, Baldric deveria tornar-se um NPC, mas jogar com ele era tão divertido que acabei ficando com os dois personagens.

Todo o grupo estava numa missão especial para salvar o mundo, talvez o multiverso. Era um objetivo sagrado para todos. Menos para Baldric: ele estava nisso apenas pela fama. Acompanhar os heróis lhe daria a melhor história de todas para contar!

Era nas interações sociais que ele brilhava. Ninguém discutia: era ele quem fazia as vezes de relações públicas do grupo. Sempre que alguma informação precisava ser obtida, ou um negociação ser levada à cabo, era Baldric que tomava a frente.

Já em combate ele era uma verdadeira vergonha. Mas tudo bem, ele era um bardo, combate não deveria mesmo ser a função dele. Nessas situações ele prestava apoio, ajudando com algumas magias, curando quem precisava, concedendo bônus com suas canções, e eventualmente, salvando o dia.

Sim, salvando o dia. Acho que nenhum personagem daquela campanha salvou tantas vezes o grupo quanto Baldric, o bardo! Ele era um personagem malandro, inteligente, e cheio de recursos. Com ele, eu não precisava me conter em nada no que diz respeito a idéias e conhecimentos. Sua maior habilidade era o conhecimento de bardo, o qual me dava respaldo para traçar os planos e idéias necessários para resolver qualquer situação.

Lembro da vez em que ele foi o único a escapar de um beholder gigante semideus, e voltou depois de fazer acordo com um dragão negro greatwyrm, arqui-inimigo de meu outro personagem, para salvar todo mundo.

É uma pena que ele não teve um final muito feliz, e não chegou até o fim da campanha. O mestre pulou de alegria quando perdi o personagem (Baldric sempre estragava os planos mais maléficos do mestre!). Mesmo assim, foi o personagem mais divertido com o qual já joguei.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Classe de Armadura e Bônus de Ataque Limitados?

Em versões do D&D em que se utiliza bônus de ataque (BA) e classe de armadura (CA) crescente, como o meu próprio AD&D 3.5, eu já havia decidido restringir a CA máxima a 30.

CA 30 no sistema ascendente é o equivalente a CA –10 no sistema descendente do AD&D. Uma CA –10 em AD&D já era quase que naturalmente o limite do alcançável, e havia mesmo uma menção a limitar a CA máxima nesse valor caso o mestre desejasse.

Por isso acredito que fica bem justo limitar a CA ascendente a 30, um valor 20 pontos acima da base, provavelmente só alcançável com alguns dos melhores itens mágicos de proteção do jogo.

No entanto, o AD&D 2ªed possuia uma outra sugestão, desta vez, em relação ao ataque. O jogo utilizava o sistema de THAC0, que ia diminuindo conforme se avançava de nível. Quando o valor necessário para se atingir na tabela de THAC0 era negativo, havia a sugestão de transformar aquele valor negativo em um bônus de dano.

No sistema ascendente de BA, seria possível fazer algo semelhante, mas desta vez, limitando o bônus máximo de ataque possível de se obter. Uma opção é limitar o bônus total máximo de ataque (somando BA + Força + bônus mágicos e situacionais) a +30, dessa forma, equiparando ao máximo valor de CA atingível.

Outra opção seria limitar o bônus total máximo a +20, deixando uma CA 30 (que seria o máximo possível) sempre relativamente difícil de acertar (isso é, precisando tirar um 10 no d20).

Em qualquer um dos casos, qualquer valor que ultrapassar o bônus máximo de ataque, transformaria-se em um bônus de dano para os ataques do personagem.

Não tenho certeza sobre a viabilidade de aplicar tal regra, nem qual seriam os limites ideais. Se tiver algum ideia ou sugestão a respeito, por favor, poste nos comentários.

domingo, 5 de maio de 2013

Novas Capas dos Reprints de D&D Divulgadas!

A Wizards of the Coast divulgou as capas de mais duas das reimpressões de luxo de livros do D&D a serem lançadas este ano.

A primeira é a capa de Against the Slave Lords, uma compilação dos módulos de aventuras conhecidos como “A-series”:

a-series_cover A figura na capa é Icar, o comandante cego dos vilões no módulo A2.

A versão de luxo de Agains the Slave Lords tem data de lançamento prevista para 18 de Junho de 2013, e deve custar US$ 49,95.

A segunda capa divulgada é da reimpressão de luxo do Magic Item Compendium do D&D 3.5:

35magicitemcompendiumAchei simpática a combinação de cores.

A versão premium do D&D 3.5 Magic Item Compendium tem data de lançamento prevista para 16 de Julho de 2013, e deve custar US$ 49,95.

quinta-feira, 14 de março de 2013

D&D 3.5 Magic Item Compendium – O Próximo Reprint da WotC

Está anunciada a próxima reedição de luxo da Wizards of the Coast: desta vez será o Magic Item Compendium para o D&D 3.5.

O livro de 160 páginas e capa dura está previsto para ser lançado dia 16 de Julho de 2013, ao preço de US$ 49,95.

Mas para quem estiver interessado, ele já está disponível em pré-venda na Amazon por apenas US$ 32,97.

Update: Uma coisa curiosa que eu notei a respeito desse livro e esqueci de comentar, é que na página do produto no site da WotC havia dois botões, um “Store locator” para fazer a pré-compra da versão de luxo, e um “Buy as PDF” para comprar na DnDClassics.

No entanto, agora já retiraram o botão de comprar como PDF, e o livro também não está mais disponível na DnDClassics. Isso confirma a suspeita de que qualquer livro reeditado pela WotC não estará disponivel em PDF, ao menos não tão cedo.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Divulgada a Capa do Reprint do Spell Compendium

E a reedição do Spell Compendium do D&D 3.5 também já teve sua capa divulgada:

Spell Compendium premium edition

Não achei grande coisa, assim como todas as outras capas das reedições de luxo que não foram muito inspiradas mesmo, mas ainda assim é provavelmente o mais bonito destes livros até agora.

Esta edição premium do Spell Compendiumestá em pré-venda na Amazon por pouco mais de US$ 32,00 mais frete.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Pathfinder em Português?

pathfinder Será?

A CEO da Piazo, Lisa Stevens, anunciou no blog da empresa uma respectiva de 2012, onde ela afirma que há negociações para uma tradução do Pathfinder RPG para o português. Leia o trecho em que isso é dito:

“On the language translation front, we already have strong licensees for French (Black Book Editions), German (Ulisses Spiele) and Italian (Giochi Uniti). We also have a few other languages in the works, including Spanish and Portuguese, that will likely be announced in 2013. These translation partners around the world, coupled with the ceaseless work done by our international Pathfinder Society Venture Captains and Lieutenants, have helped Pathfinder find a strong international audience. Pathfinder is now a global brand, and we are looking forward to continuing our expansion!”

Como vocês podem ver, aparentemente ainda não há uma licensa confirmada nesse sentido, e nem mesmo se essa tradução seria para uma versão brasileira ou portuguesa. Apenas uma promessa de um possível anúncio para 2013.

Será que teremos o Pathfinder no Brasil este ano?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Unearthed Arcana Será Reeditado

Unearthed_Arcana Ao que parece, as reedições de luxo dos três livros básicos do AD&D 1ªed venderam bem e a Wizards of the Coast já planeja reeditar mais livros antigos.

A bola da vez é o Unearthed Arcana, um livro do AD&D 1ªed que trazia novas opções para os jogadores em termos de raças, classes, magias e outras regras novas.

A dica do lançamento dessa reedição é a página de pré-venda do produto na Amazon, onde diz que a data de lançamento será 19 de Fevereiro de 2013.

Mas ele não é o único livro a ser reeditado em 2013. Há também uma página de pré-venda na Amazon para o Spell Compendium do D&D 3.5, previsto para 16 de Abril de 2013.

O curioso é que o Unearthed Arcana não é um dos livros mais bem afamados do AD&D 1ªed, já que muita gente não gosta dele. Haveriam livros mais queridos da comunidade OSR a serem reimpressos. Mas ele foi escrito pelo próprio Gary Gygax, o que por si só já atrai alguma atenção para ele.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Espólios da World RPG Fest 2012

Tem sido meio complicado atualizar o blog ultimamente, mas antes tarde do que nunca. Então, vamos falar mais um pouco de como foi o World RPG Fest para mim esse ano!

Este ano não trouxe muitas coisas de volta do evento, não ganhei nada, nem comprei coisa alguma. No entanto, nem por isso voltei de mão vazias!

Autografo Meus troféus do evento deste ano!

Consegui dois autógrafos muito bacanas durante o evento: o do Monte Cook e o do Fabiano Neme!

Autografo (2) O autógrafo do Monte Cook…

Monte Cook autografou meu Livro do Jogador do D&D 3.0, que por acaso é o mesmo livro em que peguei o autógrafo do Chris Pramas ano passado!

Autografo (1)… e o do Fabiano Neme! 

Já o Fabiano Neme autografou meu Manual Básico do Old Dragon, como não podia deixar de ser. Mais legal ainda é a dedicatória fazendo referência à minha ajuda em resgatar a memória do Vorpal.

Além disso, na minha breve conversa com o Neme (porque só o encontrei no fim do dia, quando ele estava indo embora) ele me disse uma coisa: que estava pensando em mestrar uma aventura de Old Dragon nível “Nightmare” na RPGCon deste ano. Não está confirmado de que vai rolar, mas pretendo ir até a RPGCon para cobrá-lo!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Capas da Reimpressão do D&D 3.5

A Wizards of the Coast já divulgou as imagens das capas das reimpressões comemorativas do D&D 3.5:

dnd_products_dndacc_02420000_pic3_en Livro do Jogador

dnd_products_dndacc_02430000_pic3_en Livro dos Monstros

dnd_products_dndacc_02440000_pic3_en Livro do Mestre

Estas reimpressões, que contém as erratas mais recentes, estarão à venda a partir de 18 de Setembro ao preço de US$ 49,95.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Reimpressão do D&D 3.5

Parece que esse negócio de reimpressão está fazendo sucesso lá pras bandas da Wizards of the Coast! Agora é a vez dos manuais básicos do Dungeosn & Dragons 3.5.

Segundo o anúncio da WotC, os três livros básicos (a saber: Player’s Handbook, Dungeon Master Guide, e Monster Manual) do D&D 3.5 serão relançados em 18 de Setembro, em versões premiun com novas capas e erratas atualizadas.

Além disso, há uma pesquisa para descobrir quais outros livros de D&D 3.5 o publico gostaria de ver relançados no futuro.

Aparentemente essas reimpressões não passam de iniciativas isoladas, ítens comemorativos sem o intuito de uam política de continuidade. Mas quem sabe a coisa não dê certo e a WotC não perceba que há mercado para relançar materiais antigos? Afinal, é exatamente isso que muita gente vem pedindo a um bom tempo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Desencaixotando o Pathfinder RPG Beginner Box

Sim, você leu direito: desencaixotando! Alguns podem preferir o termo unboxing, mas eu fico com o termo esquisito em português mesmo.

PZO1119Contents_500A Paizo Publishing liberou um vídeo oficial mostrando o conteúdo que compõe seu novo lançamento, um boxed set de Pathfinder voltado para jogadores iniciantes.

Eu não sou o maior dos fãs do Pathfinder, mas mesmo assim acredito que a Paizo fez um trabalho melhor do que a Wizards of the Coast na criação de um sucessor para o D&D 3.5.

De qualquer modo, a caixa e os materiais nela contidos são muito bonitos, a arte é muito boa (ainda que eu não goste tanto do estilo das ilustrações), e considerando a quantidade e aparente qualidade dos livros, marcadores, planilhas, mapa e dados contidos na caixa, ela provavelmente vale os US$ 34,99 cobrados por ela.

Sem mais delongas, fiquem com o vídeo:

O lançamento da Pathfinder RPG Beginner Box está previsto para 26 de Outubro de 2011, mas já pode ser adquirido através da pré-venda.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Pontos de Mana

Ao longo dos meus quase 19 anos jogando D&D sempre percebi que uma das coisas que mais incomoda muito dos jogadores no sistema de magia é a relação entre magias conhecidas, magias decoradas, e quantidade de magias que podem ser lançadas por dia.

Atualmente, eu me dou bem com o sistema original. Aprendi a gostar dele, e entender porque ele está ali, por assim dizer. No entanto, a uns 15 anos atrás eu também era descontente com esse método, e foi nesse período que eu tive contato com o conceito de “pontos de mana”.

Na época, tive acesso à série Player's Options do AD&D, onde um dos livros trazia regras opcionais para magia, utilizando pontos de mana. A regra oficial é boa, mas eu achava ela um pouco complicada demais pro meu gosto, na verdade, tão complicada quanto a regra original, e logo, se não era pra diminuir o trabalho, não valia a pena mudar a regra. Foi aí que eu criei uma regra própria de “pontos de mana” para as magias do D&D, que em minha opinião é bem mais prática e fácil de lembrar.

Esta regra é bem simples, e pode ser utilizada tanto para OD&D, BD&D, AD&D e D&D 3ªed, assim como para Old Dragon ou qualquer retroclone de Dungeons & Dragons como Labirynth Lord e Swords & Wizardry. Ela funciona assim:

- Os magos continuam tendo de aprender magias normalmente, e ainda estão limitados a quais círculos de magia (spell level) têm acesso baseado no seu nível de classe.

- Cada magia que o mago normalmente poderia lançar de acordo com a regra padrão (o chamado spell slot do D&D 3ªed) confere ao mago 1 ponto de mana por círculo da magia.

- Do mesmo modo, cada magia custa 1 ponto de mana por círculo de magia para ser lançada.

- O mago pode utilizar seus pontos de mana para lançar quaisquer magias que ele conheça, em qualquer combinação, desde que ele tenha pontos de mana suficientes para pagar por essas magias.

- Os pontos de mana são recuperados apenas após um repouso de 8 horas, e mais 1 hora de estudo do grimório é necessária para manter as magias conhecidas em sua mente. Caso o mago perca seu grimório, ele também perderá acesso às suas magias conhecidas assim que gastar todos os seus pontos de mana disponíveis ou repousar por 8 horas, o que ocorrer primeiro.

Abaixo, há duas tabelas com o exemplo de como ficariam as magias dos magos para AD&D 2ªed, D&D 3.5 e Old Dragon:

PM - AD&D PM - D&D 3 PM - ODPara o D&D 3.5 algumas considerações devem ser feitas. Primeiro, utilizando essa regra, a classe feiticeiro (sorcerer) meio que perde o sentido de existir, já que a grande diferença entre eles e os magos é a habilidade de lançar qualquer magia conhecida sem memorizar.

Segundo, a menos que o mestre queira permitir que os magos lancem magias de nível 0 à vontade, o ideal é cobrar ½ ponto de mana para lançar estas magias. Na tabela estou considerando magias de nível 0 como ½ ponto de mana.

Terceiro, em relação aos talentos metamágicos (metamagic feats), é só trocar as menções a slots de magia extra cobrados pela mesma quantidade em pontos de mana.

Percebam que com esse sistema é bem simples calcular quantos pontos de mana uma personagem teria, simplesmente olhando as tabelas do Livro do Jogador. Ele também torna os magos potencialmente mais versáteis e poderosos, já que sempre terão disponível um arsenal muito mais amplo de magias.

Esse sistema também pode ser aplicado aos clérigos, apesar de eu não aconselhar fazê-lo, visto que esta classe já possui acesso a toda a lista de magia automaticamente. Por isso, permitir que clérigos lancem suas magias sem necessidade de memorizar pode realmente desbalancear o jogo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Resenha: Kard és Mágia

Kard és Mágia Eu prometi falar deste jogo na semana retrasada, mas infelizmente eu não consegui seguir meu próprio cronograma. Kard és Mágia, ou traduzindo para o inglês, Sword and Magic, é um jogo húngaro escrito por Gabor Lux, autor do blog Fomalhaut.

Trata-se de uma adaptação das regras do D&D 3.5 para a realização de aventuras old school bem ao estilo das histórias sword & sorcery. Publicado originalmente em outubro de 2008 em húngaro, só tive acesso ao material agora, quando em 17 de janeiro de 2011 o autor disponibilizou uma versão em inglês. Versão essa aliás bem resumida, já que o original possui 190 páginas em fonte 9, e a versão em inglês é um documento com apenas 24 páginas!

Independente disso, só com esse material já é possível ver a que veio o jogo. Nesse pequeníssimo volume de páginas, Kard és Mágia trás diversas mudanças ao sistema d20 e a alguns dos conceitos básicos do D&D tradicional.

Primeiro de tudo, o jogo institui apenas 3 classes de dificuldade para todos os testes; Médio (CD 12), Dificil (CD 18), e Heróico (CD 24). A geração de atributos é bem similar ao D&D 3.5 (rolar 4D6 e subtrair o menor resultado), mas as rolagens devem ser feitas na ordem e pode-se rolar dois conjuntos completos de atributos e escolher um deles. Aqui também aparece a primeira das regras opcionais que eu mais gostei, que servem para dar clima ao jogo: uma personagem pode vender sua alma para ganhar um bônus permanente de +2 em um atributo qualquer. Isso implica no fato de que essa personagem nunca poderá ser ressuscitada dos mortos, além de qualquer outra condição imposta pelo mestre de jogo.

Já nas raças disponíveis vemos muita diferença do padrão. Aqui não há raças não-humanas, mas sim uma variação de raças humanas que possuem caracteristicas de jogo distintas entre si. São elas: Terrans, Amazonas, Homens da Caverna, Etunians, Imperials e Homens do Norte. O objetivo aqui claramente é simular cenários parecidos com a Era Hiboriana de Conan ou as histórias de Elric de Melniboné, onde não existem semi-humanos. Também há limitação de nível por classe para a maioria das raças.

A evolução das personagens é praticamente igual ao D&D 3.5, no entanto é necessário o dobro de XP para se passar de nível. Ao mesmo tempo, é sugerido que as personagens comecem no 3º nível, e que aqueles com 15º nível ou mais são muito raros, tão poderosos quanto as divindades menores. Também ganha-se XP através de gasto hedonístico de dinheiro, além de matar monstros e vencer desafios.

Há apenas 4 classes: Guerreiros (Fighters), Ladrões (Thieves), Clérigos (Clerics), e Magos (Magic-users). Entretanto, a classe dos Guerreiros possui cinco sub-classes razoavelmente diferentes entre si: Guerreiro, Amazona, Arqueiro, Marinheiro e Bárbaro. Todas as classes são bem simples em suas habilidades e consideravelmente diferentes das classes padrão do D&D 3.5 e é permitido fazer personagens multiclasse. Para todas as classes os dados de vida são ganhos apenas até o 9º nível.

É no sistema de perícias que vemos as maiores diferenças entre Kard és Mágia e o sistema d20 comum. Cada ponto de perícia que a personagem recebe serve para adquirir uma nova perícia, que evolui naturalmente conforme ela avança de nível. A rolagem de perícia é igual ao nível de experiência (máximo +10) + bônus de atributo, contra uma das três Classes de Dificuldades pré-determinadas.

Interessante notar que não há nenhuma menção no PDF sobre talentos (ou feats) de nenhum tipo.

Nos equipamentos não há muita novidade, apenas que as penalidades e modificadores de destreza máximos das armaduras são determinados pelo tipo geral da armadura (leve, média ou pesada), ao invés de ser específico para cada uma.

O combate é bem similar ao normal do d20, mas não há ataques de oportunidade, o que por si só já faz os combates muito mais simples, e as rolagens que caem dentro da margem de crítico de uma arma são sempre acertos automáticos. A maioria das manobras também são definidas por quem vencer um conteste de rolagem de ataque por um valor maior ou igual a 5.

A magia é uma das coisas que recebe mais alterações no sistema. Todos os conjuradores recebem a mesma quantidade de magias por nível, independente da classe, e as magias vão apenas até o 5º nível de magia. Memorização de magias é praticamente igual ao D&D 3.5, já o aprendizado é igual para os clérigos, mas arcanos precisam encontrar as novas magias para aprendê-las, não as recebendo automaticamente e há ainda a excelente sugestão de que magos possam aprender magias através de meios obscuros e incomuns. Também é assumido que ilusões são capazes de matar aqueles que falharem em seus testes de resistência para desacreditá-las.

O livro tráz também regras para qualquer personagem adotar uma divindade como patrono, recebendo assim pequenos benefícios, que são tão maiores quanto maior for a dedicação da personagem à sua divindade.

Há ainda regras simples para realizar combates em massa, capitulos para o mestre sobre distribuição de experiência e evolução das personagens, descrição de monstros (onde todos os monstros recebem d8 como dado de vida), e apêndices com uma lista de fontes de inspiração, notas sobre as escolhas de design do jogo, e dicas de como conduzir um jogo old school (ao modelo do excelente The Quick Primer for Old School Gaming).

Em suma, é um excelente jogo que tráz boas modificações ao D&D 3.5 para se conduzir aventuras sword & sorcery de forma consistente, sem que aqueles acostumados com o sistema d20 tenham grande dificuldades em pegar o jeito do jogo. A todos aqueles que desejam colocar elementos old school em seus jogos de d20, sugiro dar uma olhada em Kard és Mágia.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Perigo das Traduções

Não é muita novidade para ninguém que as traduções em português dos livros de RPG estão cheias de erros. Esse foi percebida por um amigo meu:

No Livro do Jogador de D&D 3.5 em português, na descrição da magia “Encolher Item” é dito que a magia afeta 60 centímetros cúbicos por nível do mago. Na versão original em inglês do Player's Handbook do D&D 3.5, a magia “Shrink Item” afeta 2 pés cúbicos por nível do mago.

Muitos vão dizer “Ok, 1ft é aproximadamente igual a 30cm, então tá certo”. Errado! Como trata-se de volume e não de comprimento, a conversão correta não é essa. Convertendo para unidades de volume mais fáceis de reconhecer, 1 cm³ é igual a 1 mL, enquanto 1ft³ é igual a 28,3L. Isso é, 1 ft³ é igual a 28.316,85cm³!

Ou seja, o mago brasileiro consegue afetar 60mL por nível, enquanto o mago americano usando a mesma magia afeta 56,6 litros por nível. A magia em inglês é apenas 943,9 vezes mais poderosa! Alguns podem achar que é um errinho à toa, mas é a diferença entre o mestre te deixar encolher aquela porta de aço trancada que está atrapalhando a exploração da dungeon ou não.

Às vezes sou tachado de chato, mas é por isso que eu sempre sugiro a quem está procurando livros traduzidos: dêem uma olhada no livro original, sempre. Se esforcem um pouco para tentar aprender ao menos o básico de inglês, já que a maioria dos livros é originalmente nessa língua. Nem que seja só pra poder conferir as unidades de medida.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Novo Feat para D&D 3ªed: Deep Pockets

Como muitos que lêem este blog, eu também jogo D&D 3ªed com bastante frequência, já que nem todos os membros od meu grupo de jogo conhecem versões mais antigas do Dungeons & Dragons.

Por essa razão minha última campanha foi mestrada nessa edição do sistema, e no decorrer do tempo de duração da campanha muitas coisas foram criadas dentro do sistema D20.

Uma destas criações foi o feat (ou talento, como preferirem) “Deep Pockets”, criado para fugir um pouco da imensidão de feats voltados para o combate. Este talento já foi postado em outro lugar, mas copio ele novamente aqui para a apreciação de todos:

Bolsos Profundos [Geral]

Você tem bolsos fundos, ou um talento especial para encontrar o que precisa quando precisa. Talvez você tenha uma intuição especial que lhe diga o que trazer para uma viagem. O que importa é que você sempre tem o objeto necessário à mão.

Pré-requisitos: 5 graduações em Blefar, 5 graduações em Esconder-se e 5 graduações em Furtar.

Benefício: Uma vez por sessão, você pode clamar por um item que não esteja anotado em sua planilha. Este item deve ser um objeto que não englobe nenhuma arma (mas pequenas lâminas são aceitáveis), item mágico ou alquímico, componente material de magia, ser vivo, ou objeto de valor acima de 10 POs; além disso deve ser um objeto que caiba num bolso, pequena bolsa, ou outro recipiente pequeno, que não pese mais de 1kg ou tenha mais de 30cm. Deve também ser um item ao qual a personagem tinha ou pudesse ter acesso normalmente.

Considere que o objeto estava escondido com a personagem, ou que ela o encontra no local onde estiver no momento que o talento for usado. Como o objeto não precisa ser declarado com antecedência, ele estará lá mesmo se a personagem for revistada e privada de seus bens (ele estava muito bem escondido).

Special 1: Este talento pode ser pego múltiplas vezes, cada uma conferindo um novo uso por sessão de jogo.

Special 2: Um guerreiro NÃO pode escolher Bolsos Profundos como um talento bonus de classe.

Special 3: Um mago NÃO pode usar seu familiar como item para o propósito deste talento.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Última Sessão da Campanha

A última sessão de uma campanha sempre é algo especial. Principalmente de uma campanha que durou anos. Afinal, é a última vez que os jogadores terão contato com aquelas tão queridas personagens que os acompanharam por tanto tempo. E, em geral, também é o ápice da história tecida pelo grupo de jogo.

No último feriadão de Finados (ou de Halloween, como preferirem), eu tive o prazer de encerrar minha campanha de Ravenloft, que teve aproximadamente 4 anos de duração.

Fizemos uma coisa que a muito tempo não fazíamos: viramos a noite jogando, até acabar tudo o que precisava ser acabado. E já que todo o pessoal se dispôs a perder uma noite de sono para jogar o final da minha história, eles mereciam uma sessão mais especial que o normal.

Mestrando Ravenloft não costumo usar miniaturas, mas aproveitando que a última sessão se passaria dentro de uma mina abandonada, e que provavelmente haveria um gigantesco combate, decidi preparar uma surpresa ao meu grupo e aproveitar para estrear meu kit de cavernas 3D da Kimeron.

Posso garantir que o kit fez sucesso, e que é realmente muito bom para rolar os combates, além de muito bonito. Abaixo, algumas fotos de nossa mesa de jogo:

DSC07501Uma foto de zoação, com algumas minis e o cenário já montado. Como podem ver, nosso Demilich estava lá, cheio de doces variados, como prêmio de consolação ao primeiro que morresse!

foto do CelularUma panorâmica da “dungeon”. Foto de celular à noite, meio ruim, mas dá pra ter uma idéia do layout.

DSC07515 Os inimigos à postos…

DSC07516 O grupo dos PCs invadindo o local do ritual maligno.

DSC07562 Curvem-se perante mim, mortos-vivos asquerosos!” (Tá, nem era isso...)

DSC07565Ambush!

DSC07578Mas por fim os PCs conseguiram derrotar a maior parte dos inimigos!

Uma sessão com direito a combate épico, demilich, morte de familiar, PC desintegrando PC, cenário fodão, muito café e coca-cola, registro em fotos e vídeo, e um encerramento com direito até a jogo de xadrez contra a própria Morte (que não estava planejado)!

Só tenho a agradecer a meus jogadores! Com certeza essa sessão ficará na memória para sempre!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Será Esse o Problema dos Feats?

Pensando em relação à mecânica de feats (talentos) do D&D 3.x, me surgiu uma questão: até que ponto a mecânica foi prejudicada pelo fato de talentos voltados para combate serem tratados igualmente a talentos voltados para outras atividades?

O que quero dizer é que há talentos voltados explicitamente para o combate, e talentos mais voltados para roleplay e situações extra-combate. No entanto, as personagens ganham um talento a cada três níveis, sem diferenciar entre os dois tipos gerais. Até aí, nenhum problema.

Na prática, entretanto, o que é mais comum de acontecer é que os talentos com vantagens mais interpretativas sejam relegados a segundo plano, e quase todos os jogadores (e porque não dizer, quase todos os mestres também) acabavam escolhendo seus talentos entre aqueles voltados para o combate. Isso ou então talentos metamágicos, dos quais grande parte também acaba tendo seu uso voltado para o combate.

E é fácil entender o porque disso. Os talentos de combate dão vantagens estatísticas claras e óbvias, os mais interpretativos acabam dependendo muito de uma contrapartida do mestre para serem úteis. Na dúvida, os jogadores, assim como qualquer pessoa, preferem apostar no certo ao duvidoso.

Isso acontecia também no AD&D 2ªed com as perícias, ainda que em um nível menor. Principalmente depois do advento dos “livros vermelhos” e da série Player's Options, haviam “perícias gerais” (ou seja, que não eram compradas com os pontos de perícias com armas) que davam bônus estatísticos diretos, e não apenas interpretativos, e era comum essas perícias serem preferidas pelos jogadores do que as demais.

A minha dúvida, e uma que provavelmente nunca será totalmente respondida, é se a mecânica de talentos funcionaria melhor se fossem separados entre “talentos de combate” e “talentos gerais”, com todas as personagens recebendo uma quantidade específica de talentos de cada uma dessas categorias?
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