Mostrando postagens com marcador #RPGaDay2016. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #RPGaDay2016. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Melhor Conselho Que Você Já Recebeu Para Seu Jogo Predileto?

Meu jogo predileto é Dungeons & Dragons. E o melhor conselho que eu já recebi para meu jogo predileto foi este:

The secret we should never let the gamemasters know is that they don't need any rules.
             - Gary Gygax

Traduzindo para o português:

O segredo que nunca devemos deixar os mestres de jogo conhecerem é que eles não precisam de regra alguma.
             - Gary Gygax

Ou, de forma mais detalhada e bem explicada, temos esta outra citação de Gary Gygax, presente na página 230 do Dungeon Masters Guide do AD&D 1ªed:

AFTERWORD

IT IS THE SPIRIT OF THE GAME, NOT THE LETTER OF THE RULES, WHICH IS IMPORTANT. NEVER HOLD TO THE LETTER WRITTEN, NOR ALLOW SOME BARRACKS ROOM LAWYER TO FORCE QUOTATIONS FROM THE RULE BOOK UPON YOU, IF IT GOES AGAINST THE OBVIOUS INTENT OF THE GAME. AS YOU HEW THE LINE WITH RESPECT TO CONFORMITY TO MAJOR SYSTEMS AND UNIFORMITY OF PLAY IN GENERAL, ALSO BE CERTAIN THE GAME IS MASTERED BY YOU AND NOT BY YOUR PLAYERS. WITHIN THE BROAD PARAMETERS GIVEN IN THE ADVANCED DUNGEONS & DRAGONS VOLUMES, YOU ARE CREATOR AND FINAL ARBITER. BY ORDERING THINGS AS THEY SHOULD BE, THE GAME AS A WHOLE FIRST, YOUR CAMPAIGN NEXT, AND YOUR PARTICIPANTS THEREAFTER, YOU WILL BE PLAYING ADVANCED DUNGEONS & DRAGONS AS IT WAS MEANT TO BE. MAY YOU FIND AS MUCH PLEASURE IN SO DOING AS THE REST OF US DO!

Traduzindo livremente para o português:

POSFÁCIO

É O ESPÍRITO DO JOGO, NÃO A LETRA DAS REGRAS, QUE É IMPORTANTE. NUNCA SE PRENDA ÀS REGRAS COMO ESCRITAS, NEM PERMITA QUE ALGUNS ADVOGADOS DE REGRAS IMPONHA CITAÇÕES DO LIVRO DE REGRAS SOBRE VOCÊ, SE ISSO FOR DE ENCONTRO AO OBJETIVO ÓBVIO DO JOGO. DA MESMA MANEIRA QUE VOCÊ DEVE SE MANTER FIEL ÀS ESTRUTURAS PRINCIPAIS DO SISTEMA E À UNIFORMIDADE DO JOGO EM GERAL, TAMBÉM CERTIFIQUE-SE DE QUE O JOGO É MESTRADO POR VOCÊS E NÃO PELOS SEUS JOGADORES. DENTRO DOS PARÂMETROS GERAIS APRESENTADOS NOS VOLUMES DO ADVANCED DUNGEONS & DRAGONS, VOCÊ É CRIADOR E ÁRBITRO FINAL. ORDENANDO AS COISAS COMO ELAS DEVEM SER, O JOGO COMO UM TODO PRIMEIRO, SUA CAMPANHA EM SEGUNDO, E SEUS PARTICIPANTES NA SEQUÊNCIA, VOCÊ ESTARÁ JOGANDO ADVANCED DUNGEONS & DRAGONS COMO ELE DEVE SER. QUE VOCÊ SINTA TANTO PRAZER EM FAZÊ-LO QUANTO O RESTO DE NÓS SENTE!

Trocando em miúdos, eu entendo esse conselho como: "Improvise!". O jogo é seu, para ser jogado como você desejar. As regras não devem ser correntes que lhe prendem, mas sim ferramentas que lhe ajudam a se libertar e dar vida ao jogo que você imaginou.

Você é o mestre e tem total controle sobre como e quais regras serão ou não utilizadas, e nenhum jogador deve tentar forçar que o jogo seja jogado de acordo com as regras estritas do livro. O objetivo é se divertir, divertir a todos os participantes do jogo, e não apenas a alguns. Assim, se alguma regra deve ser mudada ou ignorada, faça. Se não há regra para algo necessário ao jogo, crie.

Mas seja justo, siga uma lógica que os jogadores consigam compreender. Mantenha-se fiel à estrutura geral do sistema e aos parâmetros básicos do jogo, afinal a ideia é facilitar as coisas e tornar o jogo mais divertido, não manter seus jogadores no escuro sobre como as regras funcionam.

Todo mundo irá se divertir bem mais se parar de se preocupar demais com as regras, e se preocupar mais com o bom andamento do jogo em si.

#RPGaDay 2016: Descreva a Sala de Jogos Ideal Se os Recursos Fossem Ilimitados

Ontem foi o dia de jogar D&D virtualmente através do Roll20, e por isso eu acabei esquecendo de postar a questão do dia 30 do RPG a Day 2016. Então, vamos lá correr atrás do atraso!

Por alguma razão que eu não sei explicar ao certo, eu sempre quis ter uma sala de jogos em um ático. O que é bem difícil já que eu moro em um apartamento, e não em uma casa.

Tanto melhor se esse ático tivesse uma sacada ou algo do tipo, para os amigos que fumam não precisarem descer para fumar, e ao mesmo tempo não fumassem dentro do ambiente fechado.

Seria importante que o espaço fosse suficiente para caber uma grande mesa (de 8 lugares ao menos), estantes e armários para os livros de RPG e miniaturas, uma bancada para trabalhar nas miniaturas e cenários, e um espaço para a mesa do computador.

Eu não gosto muito daquelas mesas de jogo cheias de gavetas, porta-copos, escaninhos, etc., que o povo vive postando fotos por aí. Eu prefiro uma mesa mais simples mesmo, mas espaçosa. As cadeiras seriam grandes e confortáveis (poltronas, talvez?)

Se o local tivesse uma pia e uma geladeira ou frigobar, tanto melhor. Assim ninguém precisaria ir até a cozinha para pegar um outro refrigerante quando o primeiro acabasse. Um banheiro anexo fecharia a comodidade do local com chave de ouro!

terça-feira, 30 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Melhor Sessão de Jogo Desde Agosto de 2015?

Esta é a postagem referente ao dia 2 de Agosto do #RPGaDay 2016, a última postagem atrasada que faltava (e que estou postando mais atrasado do que deveria).

No último ano, a sessão de jogo mais marcante para mim e para a maior parte dos jogadores do meu grupo (sim, eu consultei eles a esse respeito para responder essa questão) foi uma incursão às ruínas de Shiro Chuda na campanha de Legends of the 5 Rings.

Para quem não está familiarizado com o cenário de Rokugan, Shiro Chuda foi o castelo do antigo Clã da Serpente, que sucumbiu integralmente à prática do maho (feitiçaria de sangue) e acabou se corrompendo por isso. A muitos séculos, o Clã da Serpente foi destruído, toda a área foi devastada, e tudo o que restou são as ruínas amaldiçoadas do que um dia foi a província governada pela família Chuda.

Bem, minha campanha se passa mais ou menos na época do Scorpion Coup (um evento importante na história do cenário), e devido a indícios da presença de um maho-tsukai (feiticeiro) na região, o grupo faz uma incursão até Shiro Chuda (o antigo castelo do Clã da Serpente) para tentar capturar o indivíduo.

Para tornar tudo mais divertido, eu descrevi a região como uma grande área semiárida e devastada, com as ruínas da cidade no meio e o castelo no centro.

Entre a cortesã do grupo arranjar uma mensagem a ser entregue na terra do Clã da Fênix (um aviso e pedido de ajuda aos Inquisidores Asako) como desculpa para não precisar entrar naquele território, e um dos shugenja do grupo pirando totalmente, aconteceu de tudo naquela sessão.

Teve confronto contra dezenas de bakemono (os goblins do cenário) no meio das ruínas da cidade, samurai morto-vivo, investigação, armadilhas, exploração de dungeon (as catacumbas do castelo), feiticeira velha sendo fatiada sem dó pelos samurais, resgate da corrupta técnica perdida dos Chuda, e não uma, mas duas lutas contra oni (os poderosos demônios do cenário).

Dentre tudo o que aconteceu, duas cenas foram mais marcantes. Uma foi o Isawa shugenja (que na verdade é um filho bastardo do Imperador em pessoa), caindo sob o efeito de uma magia que faz o alvo agir como o pior estereótipo de sua família, e ficando extremamente arrogante e exigindo reverências de todo mundo. Isso depois de arrancar o mon (brasão) dos Isawa de seu kimono e jogar no chão!

A segunda foi o desdobramento do confronto com um dos oni que transmitia uma doença extremamente contagiosa (e que foi carinhosamente apelidado pelos jogadores de “oni da boqueira”). Ao confrontarem a criatura, logo nos primeiros ataques, perceberam que o sangue contaminado da criatura respingava e contaminava quem estivesse perto. Vendo isso, o samurai mais poderoso e combativo do grupo, com reputação de ser um açougueiro sanguinário, amarelou e não foi ao confronto do monstro. Não porque tenha falhado em um teste de medo (eles existem no sistema), mas sim porque o jogador ficou com medo de perder o personagem mesmo!

A galera no fim conseguiu matar o demônio, mas em consequência dois dos samurais ficaram doentes, e acabaram morrendo no retorno para casa. Um deles havia sido considerado um criminoso e desonrado sessões antes, mas lutou corajosamente contra a criatura e no fim, pediu perdão aos kami (deuses) e acabou se redimindo de seus erros antes de morrer. Foi uma cena muito bonita e legal de rolar na mesa.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Se Você Pudesse Jogar Em Qualquer Lugar na Terra, Onde Você escolheria Jogar?

Se eu pudesse jogar em qualquer lugar do mundo, acho que seria legal jogar em um castelo de verdade.

Imagine só se não seria muito legal jogar uma sessão de D&D no Castelo de Guédelon?

O Castelo Corvin, ou Hunedoara, na Transilvânia.

Ou quem sabe uma sessão também de D&D, mas no cenário de Ravenloft, jogado no Castelo Hunedoara, lá na Transilvânia?

O Schloss Neuschwanstein, na Bavária.

Mas porque ficar apenas no D&D? Uma sessão de Castelo Falkenstein jogada no Castelo Neuschwanstein, na Bavária, teria o clima perfeito.

Uma bela foto da Bok Tower, também conhecida como Singing Tower.

Apesar de que um sessão de Ars Magica conduzida dentro da Singing Tower, mesmo que ela não seja exatamente um castelo, seria incrível!

domingo, 28 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Coisa Que Mais Lhe Surpreendeu de Um Amigo Não Ter Lido ou Assistido?

Eu não acho que esta pergunta seja realmente uma pergunta relacionada ao RPG. Ela é meio “genérica” demais, e por isso não acho ela adequada ao RPG a Day. Ainda assim, como ela foi incluída na lista vou respondê-la aqui.

Assumo que, para ter o mínimo de coerência com o tema do RPG a Day, o amigo em questão deve ser, ou ter sido, um membro de meu grupo de jogo. Dentre estes, o que mais me surpreendeu foi quando um amigo confessou desconhecer que o bárbaro Conan originalmente era um personagem que protagonizava contos, e que não surgiu como um personagem de quadrinhos.

E a surpresa não parou por aí: maior foi o meu espanto quando, explicando que Conan foi criado por Robert E. Howard para contos publicados em pulp magazines, este amigo demonstrou desconhecer as pulp magazines. Ele era um apreciador da estética de personagens pulp como O Sombra, mas até então ele acreditava que estes personagens eram todos originários dos quadrinhos, o que realmente me surpreendeu.

sábado, 27 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Circunstância ou Local Mais Estranho Em Que Você Já Jogou?

Acho que o lugar mais estranho que eu já joguei RPG foi dentro de um carro, na estrada, com o motorista mestrando.

Eu e meus amigos tínhamos o costume de ir para a praia no fim de ano, na casa de praia do mestre de jogo, e era costumeiro jogarmos nossa campanha de RPG da vez por lá, naqueles dias em que ninguém estava com muita vontade de sair de casa.

Lembro que em uma destas viagens, todos nós tínhamos saído de carro para ir a uma outra praia que não a mesma onde ficamos hospedados, e no retorno pegamos um baita engarrafamento. Para matar o tempo, o mestre (que também era o motorista) decidiu continuar a mestrar a campanha de onde havíamos parado, mesmo sem ter as planilhas nem nada. Foi uma situação um tanto inusitada.

A segunda circunstância mais estranha em que joguei RPG foi em um bar num dia de chuva. Era um dia à noite, eu e 3 amigos estávamos saindo do colégio, e do nada começou uma imensa tempestade. Para fugir da chuva decidimos entrar em um bar que ficava quase na esquina do colégio.

Pedimos algo para beber e comer, mas como a chuva demorava a passar decidimos jogar um AD&D para matar o tempo. Naquela época nós ainda sabíamos a maior parte das regras do jogo de cor, e para aquela aventura one-shot decidimos montar o grupo mais estranho que eu já vi: um kobold wu jen, um homem-lagarto anacoreta, e um minotauro gladiador, que juntos formavam um circo itinerante. Tudo isso com planilhas escritas em guardanapos de boteco.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Que Hobbies Vão Bem Com RPGs?

Eu penso que wargames e miniaturismo casam perfeitamente com RPG. É legal usar miniaturas nos jogos às vezes. Mesmo que na prática eu use muito pouco minhas miniaturas (por razões diversas), eu tenho uma enorme coleção delas.

Também acho legal a atividade de pintura das miniaturas e construção de peças de cenários. É um hobby interessante, agradável, e cujo resultado pode ser utilizado em conjunto com o RPG.

Além de que é muito legal poder ver os monstros e criaturas estranhas de nossos jogos tridimensionalmente através das miniaturas!

Miniaturas sempre são legais.

Fora isso, a maioria dos RPGistas que conheço também são grandes fãs de jogos de videogame, e muitos jogam ou já jogaram card games colecionáveis. E sempre tem os card games não colecionáveis (Munchkin disparado é o mais popular entre os jogadores de RPG que conheço) e jogos de tabuleiro (ou boardgames, como é moda chamar hoje em dia). Inclusive, da galera do meu tempo, muitos começaram a se interessar por RPG através do HeroQuest, que na verdade trata-se de um jogo de tabuleiro.

O saudoso HeroQuest da Estrela!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: O Que Faz Um Bom Personagem?

Personalidade. Aquela coisinha que faz um alguém se diferenciar de outro alguém, mesmo que por suas características mensuráveis ambos só possam ser descritos do mesmo modo. É a personalidade que faz com que um personagem completamente comum (digamos, um guerreiro humano totalmente básico de D&D) possa ser um personagem memorável, e ao mesmo tempo diferente de outro personagem com a mesma montagem estatística.

Uma personalidade distinta pode ser obtida para um personagem de muitas formas diferentes: um maneirismo, um jeito de falar específico que o jogador usa para o personagem, gostos pessoais, crenças e superstições que ele possui, e até mesmo um modus operandi completo.

Até mesmo coisas mais ligadas diretamente com a mecânica do jogo podem ser utilizadas para dar uma personalidade interessante ao personagem: uma arma ou equipamento predileto ou característico, ou alguma habilidade que o diferencie dos demais e da qual ele se orgulhe (ou se envergonhe, quem sabe!). Alguns jogos até mesmo trazem mecânicas que ajudam a criar uma personalidade para o personagem, como regras de vantagens e desvantagens, alinhamentos, honra, moralidade, etc. Mas o sistema no fim não importa, porque não é a existência de regras para isso no sistema que faz a diferença, mas sim o que o jogador faz com isso. Como o jogador usa o que tem em mãos é que define uma personalidade para o personagem. E é por isso que um personagem pode ser diferente e interessante mesmo em sistemas onde as regras diferenciam muito pouco dois personagens de um mesmo tipo.

O que acaba por ser mais importante para um personagem ter uma personalidade interessante é um bom jogador. E por “bom jogador” não estou falando em um jogador que domina as regras, apenas um jogador que está interessado em fazer do seu personagem um alguém interessante, um alguém com personalidade – provavelmente distinta da sua própria.

O que faz um bom personagem, de certo modo, é um bom jogador.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Com Qual Jogo É Mais Provável Que Você Presenteie Alguém?

Se eu for presentear alguém com um RPG, certamente será com um Old Dragon.

Existe uma grande chance desse presente ser para alguém que está começando no hobby, e se for esse o caso isso faz o Old Dragon ser uma escolha muito acertado: o jogo é em português, é barato (não só para eu que estarei presenteando, mas também para o presenteado, que poderá adquirir os suplementos mais facilmente), é fácil de aprender, é divertido, existem dezenas de aventuras e suplementos gratuitos disponíveis na internet, e possui uma comunidade de jogadores bastante ativa e disposta a ajudar. Além disso, o Old Dragon endossa o estilo de jogo que eu acho mais divertido: os retrojogos old school.

Caso o presente não seja para um iniciante, é bem possível que eu também presenteie com o Old Dragon, ou algum suplemento, ou mesmo seu irmão espacial, o Space Dragon. A menos, claro, que eu saiba que a pessoa em questão deseja muito um outro jogo. Afinal, presentes sempre devem agradar os presenteados!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Compartilhe Uma de Suas Melhores Histórias de Má Sorte

Jogando a aventura básica da caixa do D&D da GROW (a famosa Dungeon de Zanzer), mas adaptada para as regras do AD&D 2ªed, aconteceu uma das cenas mais bizarras que eu já vi. O grupo era composto por um mago humano necromante, um elfo paladino (house rules comia solta na mesa), um ladrão humano, um clérigo humano de Tyr (o cara que peitou um lobisomem na mão), e um guerreiro humano (um NPC).

Em uma sala o grupo topa com 3 gnolls, e começa o combate. Enquanto parte do grupo dá conta de 2 dos monstros, o terceiro fica se digladiando com o guerreiro humano, sem nenhum efeito. Nem o NPC, nem o gnoll conseguiam acertar nenhum ataque. Nisso, o clérigo se junta ao combate, atacando o monstro pelo flanco e... erra o ataque.

O mago, que estava atrás de todo mundo, decide usar uma lança para tentar atacar em segunda linha, por trás do guerreiro humano, e atingir o gnoll. Rola o dado de 20 faces e.... 1 natural! Resultado: o mago se desequilibra, cai por cima do guerreiro, que rola um teste de destreza e.... falha crítica! Este, por sua vez, cai por cima do gnoll, que também rola um teste de destreza e também falha, indo pro chão junto dos outros dois.

Aproveitando o inimigo no chão, o ladrão pega sua espada e tenta apunhalar o gnoll no chão... mas erra! O paladino, vendo uma luta tão injusta para o gnoll, nada faz - decide que não ajudará o monstro, mas dará a ele uma chance mais justa.

O guerreiro começa a engatinhar por cima do monstro, tentando impedir que este use sua arma. O mago, faz o mesmo, engatinhando por cima do gnoll e do guerreiro caídos. O ladrão e o clérigo continuam tentando apunhalar o gnoll com suas espadas, errando e errando, mesmo com todos os bônus para atacar o inimigo no chão que mal consegue se mover.

O grupo ficou nessa situação cômica por umas 4 ou 5 rodadas mais, sem ninguém conseguir obter sucesso em nenhuma rolagem - nem os jogadores, nem o monstro! Só depois de muito rirmos da situação é que finalmente um dos personagens acertou um golpe de espada e matou o monstro para que a aventura pudesse prosseguir.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Evento de Jogo Supostamente Aleatório Que Se Tornou Recorrente?

Novamente sou obrigado a citar a campanha de GURPS Horror na Era Vitoriana. Como muitos devem saber, em GURPS há um sistema para definir o local do corpo atingido pelos ataques durante um combate. Você pode fazer isso deliberadamente, tentando acertar um ponto escolhido, ou determinar o local de forma aleatória. Nós geralmente usávamos essa segunda opção.

Eis que, apesar de ser aleatório, todos os personagens do grupo quase sempre atingiam seus inimigos na área 11 (referente à região da bacia e virilha). Estatisticamente, o 11 é um dos valores mais comuns de se obter numa rolagem de 3d6 (utilizada no GURPS), mas não é mais comum do que rolar um 10, e só muito pouco mais provável do que rolar um 9 ou 12. Ainda assim, 90% das vezes era um 11 que saia.

Assim, apesar de isso ser um evento totalmente aleatório, o grupo começou a ficar conhecido como os pervertidos que só atiravam na virilha dos inimigos.

domingo, 21 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: A Mais Engraçada Interpretação Errada de Regra Que Já Ocorreu Em Seu Grupo?

Provavelmente foi um jogador de nossa campanha de GURPS Horror na Era Vitoriana quando comprou para seu personagem (por acaso, o mesmo personagem que matou um vampiro com um golpe de judô) a perícia Mount (que é a habilidade de ter sido treinado para ser montado por um cavaleiro) pensando que estava adquirindo a perícia Riding (que é a habilidade de cavalgar uma criatura).

Quando o mestre olhou a planilha e se deu conta dessa perícia, lembro que ficamos por um bom tempo debatendo sobre as condições nas quais o personagem desenvolveu a habilidade de ser montado, e como poderíamos utilizar essa habilidade tão pitoresca em nosso favor.

sábado, 20 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Sistema Mais Desafiador, Mas ao Mesmo Tempo Recompensador, Que Você Aprendeu?

Eu confesso que não acho nenhum sistema de RPG realmente desafiador. Alguns sistemas são mais complexos, outros mais simples, mas desafiador mesmo eu não lembro de nenhum.

Assim, talvez o sistema mais desafiador para mim tenha sido o D&D da GROW, por ter sido o primeiro RPG que aprendi, e ser diferente de tudo que eu conhecia. O D&D em suas primeiras encarnações é um sistema bastante confuso em um primeiro contato: há mecânicas específicas para tudo, rolagens em que você precisa tirar números altos, rolagens em que é bom tirar números baixos, entre os atributos e sub-atributos alguns são bons altos, outros baixos, e por aí vai.

Essa caixa proporcionou muitas horas de diversão para mim e meu grupo.

Depois disso, nenhum sistema realmente me pareceu desafiador. E como falei antes, alguns são mais complexos, outros menos, mas qualquer um que pareça ser desnecessariamente complexo, no geral é exatamente isso: desnecessariamente complexo. E portanto não muito recompensador.

Fora isso, eu poderia citar talvez sistemas como o Mutants & Masterminds 3ªed, Pathfinder ou o D&D 5ªed, que trouxeram alguma confusão no início justamente por serem extremamente similares ao D&D 3.5 mas serem diferentes destes. E essas pequenas diferenças acabam pegando desprevenido alguém que está muito acostumado com o D&D 3.5 - leva um tempo até lembrar que não são exatamente o mesmo jogo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Melhor Maneira de Aprender Um Novo Jogo?

Definitivamente não há melhor maneira de aprender um novo jogo do que jogando. Você pode ler o livro de regras de cabo a rabo, mas mesmo assim ficarão algumas dúvidas que só serão percebidas durante um jogo de verdade.

Geralmente, é mais fácil de aprender jogando com alguém que já conhece o jogo, tirando suas dúvidas com outro jogador mais experiente. Quando um jogador novo e inexperiente se junta a um grupo, raras foram às vezes que vi alguém dar a este jogador o livro de regras e mandar ele lê-las para aprender o jogo. Geralmente o novato é apenas posto para jogar e as regras vão sendo ensinadas conforme necessário. Por quê geralmente é feito assim? Porquê esse método funciona.

Mas há uma maneira de aprender um jogo sozinho, lendo as regras, que até hoje eu acho excelente: o método da caixa preta do Dungeons & Dragons, também conhecido pro estas paragens como o D&D da GROW.

O fichário do D&D da GROW: fichas para aprender passo-a-passo o jogo.

Esta edição da caixa básica do D&D trazia um conjunto de fichas nas quais em uma face havia uma introdução a um conceito do jogo ou uma regra, e no verso havia um trecho de uma aventura solo, na qual o conceito de jogo ou regra era posto em prática. Assim, era possível aprender as regras do D&D passo-a-passo sozinho, mas também jogando.

Até hoje este é um dos melhores métodos de introdução a um jogo que eu já tive o prazer de ter contato.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Qual a Inovação da Qual Grupos de RPG Mais Se Beneficiam?

A inovação da qual grupos de jogo mais podem se beneficiar certamente são os chats de vídeo e as plataformas de jogo online. Digo isso porque elas basicamente resolvem o mais velho e básico problema do RPGista: não ter um grupo de jogo.

Hoje em dia, qualquer um com uma conexão de internet razoável e boa vontade consegue jogar RPG. Não conhecer outros jogadores na sua cidade não é mais desculpa. Claro, redes sociais também podem ter seu aspecto de importância nisso - afinal, elas dão uma boa mão para encontrar um grupo com o qual jogar à distância. Mas elas não são imprescindíveis para viabilizar um jogo via chat.

Meu grupo tem rolado jogos utilizando desses meios já a algum tempo, e tem se mostrando uma mão na roda. No nosso caso, foi a maneira que encontramos de integrar dois amigos que tiveram de se mudar de cidade à mesa de jogo, fazendo assim com que eles não precisassem abandonar o grupo, mesmo que não pudessem mais comparecer fisicamente.

Em um dos casos, rolamos mesas totalmente virtuais, geralmente no meio da semana à noite. Inicialmente utilizávamos apenas o Google Hangout para tocar os jogos e funcionava bem, mas recentemente começamos a usar o Roll20 e ele se mostrou uma mão na roda. Plataformas de mesa virtual como essa são de grande ajuda para rolar combates táticos, mostrar mapas aos jogadores, e já integram um rolador de dados à interface de voz e vídeo. Vídeo, inclusive, é algo que nem usamos nesses jogos, apenas a voz é suficiente.

No outro caso, um dos jogadores que se mudou decidiu continuar jogando a campanha que nosso grupo mantém aos fins de semana. Assim, o grupo era inteiramente presencial, com exceção deste único jogador que jogava remotamente.

O "robô". Praticamente um Avatar!

Para isso, usamos o Google Hangout também - como a mesa é basicamente presencial, não é necessário uma interface de mesa virtual nem roladores de dados. Mas nesse caso o vídeo é importante: é bom que o jogador remoto tenha como ver o que está acontecendo na mesa presencial. E também não é ruim que o grupo possa ver seu camarada distante através da tela do computador!

Para essa empreitada montamos um equipamento padrão que utilizamos: um iPad e uma caixa de som. Qualquer computador na verdade serviria, mas certamente um aparelho portátil, como um notebook, é mais prático. O iPad por ser ainda menor mostrou-se melhor, pois cabe na mesa sem ocupar muito espaço, é fácil de ser manejado, e pode ser mantido em pé sem dificuldade. Além disso ele tem uma câmera embutida que permitia ao jogador remoto ver nosso jogo presencial o tempo todo.

No entanto, percebemos que o som era um problema: os alto-falantes do iPad não davam conta de superar o barulho da mesa presencial, e às vezes era difícil ouvir o jogador remoto. Assim, depois de várias tentativas, resolvemos o problema ligando o iPad a um amplificador portátil de guitarra. A todo esse aparato demos o apelido de "robô": o avatar eletrônico de nosso companheiro distante.

Atualmente o jogador retornou e não precisamos mais usar o "robô". Mesmo assim, toda essa experiência nos mostrou como são úteis essas interfaces de chat por vídeo para os jogos de RPG, e que a partir de agora nenhuma distância nos impedirá de jogar com nossos amigos!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Qual Personagem Ficcional Melhor Se Encaixaria no Seu Grupo?

Eu acredito que o Autolycus se sentiria em casa no meu grupo.

Nós temos uma certa afinidade pelos tipos ladinos, que preferem resolver as coisas mais na esperteza do que na força, e que gostam de passar a conversa nos oponentes (apesar de eu quase sempre montar o personagem fortão que é capaz de vencer qualquer oponente numa luta). Autolycus certamente estaria bem à vontade no meio dessa galera.

No entanto, eu curtiria ainda mais mesmo é o Ash Willians no grupo. Um cara meio caótico, impulsivo, meio azarado, mas que sempre resolve a situação seria divertido demais na mesa!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Personalidade Histórica Que Você Gostaria no Seu grupo? Qual o Jogo?

Essa é uma pergunta complicada. O que classifica alguém como "personalidade histórica"? Eu gostaria em meu grupo como um jogador/mestre, ou como um personagem na mesa? Pois é, acho que terei de deduzir essas questões por minha própria conta e encontrar uma resposta que pareça adequada.

Vou assumir que a personalidade seria um jogador ou mestre no grupo, e não um mero personagem. E por toda a importância e influência que ele representa para a cultura pop atual, considero que Gary Gygax pode ser certamente considerado como uma personalidade histórica.

Seria incrível ter Gygax na mesa, como jogador, ou melhor ainda, como mestre. Pelo que vejo escrito em seus livros, principalmente no Dungeon Masters Guide do AD&D 1ªed, e em alguns comentários postados em fóruns ao longo dos anos, eu simpatizo muito com a forma como Gary via o RPG e provavelmente como conduzia seus jogos. O jogo, claro, seria Dungeons & Dragons em qualquer uma de suas encarnações.

Mas caso alguém discorde que Gygax seja uma personalidade histórica válida, minha segunda opção seria H. G. Wells. O famoso escritor britânico não só era um renomado romancista 4 vezes indicado ao Prêmio Nobel de Literatura, como foi também um prolífico autor de ficção científica, com obras icônicas como A Ilha do Dr. Moreau, O Homem Invisível, A Guerra dos Mundos e A Máquina do Tempo. Toda essa habilidade para criar e contar histórias seria muito bem aproveitada numa mesa de jogo.

H. G. Wells jogando uma partida de Little Wars.

Não bastasse, Wells escreveu Little Wars, um manual de regras para wargames, o que me leva a crer que talvez ele realmente viesse a apreciar RPGs se tivesse contato com o jogo. Para fechar o pacote, ele, assim como eu, também era um biólogo, tendo estudado com Thomas Huxley - o que me faz crer que talvez nos déssemos bem - no mínimo teríamos assuntos em comum para conversar. Quanto ao jogo, penso que ele gostaria de tentar um GURPS Infinite Worlds, que daria a ele liberdade bastante para trabalhar, e ele mestrando poderia vir a ser genial.

Se alguém ainda achar que H. G. Wells não é "histórico" o suficiente (dúvido!), penso que Mary Shelley - a genial autora de Frankenstein - seria alguém interessante para se ter na mesa. Jogando em uma campanha de Ravenloft, é claro!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Sua Melhor Fonte de Inspiração Para RPGs?

Eu já respondi essa no #RPGaDay 2015, e a resposta ainda não mudou: leitura.

Sejam livros de literatura propriamente dita, livros de História, revistas, artigos, quadrinhos, jornais, etc., não importa. A melhor fonte de inspiração ainda é a leitura.

Especialmente, eu gosto muito de literatura de fantasia, horror e ficção científica dos anos de 1930 a 1960, estes são de onde eu consigo tirar algumas das melhores ideias. Mas literatura de horror gótico, lendas e contos clássicos, e algumas boas obras de romance histórico também estão na minha lista de fontes de inspiração primárias.

domingo, 14 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: Qual é Seu “Time dos Sonhos” de Pessoas Que Jogaram Com Você?

Eu acho esta uma pergunta complicada. No geral, eu sempre jogo com amigos - não são apenas companheiros de jogo, mas gente que se torna mais do que isso. Isso faz com que todos sejam pessoas que de uma forma ou de outra deixam saudade na mesa, do tempo passado junto dividindo as aventuras de uma sessão de jogo.

Particularmente, eu gosto muito de meu grupo de jogo atual e dificilmente abriria mão de qualquer um deles para dar espaço a outro jogador na mesa. Isso faz com que montar um "dream team" com mais pessoas que eu joguei no passado seja resultar em um grupo imenso e inflado.

Mas certamente há várias pessoas que eu gostaria que tivessem permanecido no meu grupo de jogo, mas que por alguma razão ou outra acabaram saindo dele: Maurício, Rene, Yuuji, Marco Aurélio, Frozza, Tiago, Dumas, William, Rafael, Vitor, Aureo, Waldemir, Alan, Paulo, etc. É muita gente para listar aqui, mas todos deixaram sua marca e fazem um pouco de falta.

sábado, 13 de agosto de 2016

#RPGaDay 2016: O Que Faz Uma Campanha Bem Sucedida?

Primeiro de tudo, é importante o mestre ter uma boa ideia do que ele quer da campanha. Se ele não souber ao certo, talvez tenha dificuldade de dar o ritmo ao jogo, e isso pode prejudicar o interesse do grupo no jogo.

E aí entramos no segundo ponto, que é ainda mais importante e relevante para fazer uma campanha bem sucedida: o interesse dos jogadores no jogo. Se o grupo não estiver interessado, querendo jogar sessão após sessão para ver até onde a história levará seus personagens, a campanha não vai para frente.

Essa galera estava motivada e querendo chegar ao fim da campanha. Menos o Mark. O Mark não ligava muito.

É esse interesse dos jogadores que faz com que eles não faltem, que participem com vontade, que criem personagens interessantes, interajam com o cenário e NPCs, enfim, que façam tudo que torna uma campanha memorável.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...