segunda-feira, 19 de agosto de 2019

#RPGaDay 2019: Assustador

Eu poderia ser bastante óbvio aqui e falar sobre meu cenário predileto, Ravenloft, afinal, o tema de hoje é "assustador".

Mas vou tentar ser menos óbvios e falar de outra coisa. Do momento mais assustador que já presenciei como jogador em uma aventura de RPG: um quase TPK!

E eu digo "quase" porque naquela aventura eu controlava dois personagens, e um deles sobreviveu. Então, se considerarmos que todos os jogadores tiveram um personagem seu morto/petrificado/capturado, dá pra dizer que foi de fato um TPK.

Eu não vou repetir aqui a história porque já falei dela em outra ocasião, mas essa luta com o beholder foi certamente o momento mais assustador que já tive o prazer de participar em uma sessão de RPG. Era angustiante assistir a tudo aquilo se desenrolar e ter a certeza de que sim, todo nosso grupo iria morrer ali, naquele combate.

A campanha de anos iria chegar ao fim porque a única maneira do grupo ter qualquer chance de vencer era quebrando as regras do desafio e lutando todos juntos contra o monstro, ao mesmo tempo, e não um de cada vez. Mas os personagens justos, cavalheirescos e honrados que compunham o grupo nunca aceitariam quebrar suas promessas dessa maneira.

Sim, foi apavorante. Por sorte meu personagem secundário não era nem um pouco preocupado com sua honra e retidão, e consegui pensar em uma maneira de salvar ao menos ele, e quem sabe vingar o restante do grupo. Acabou que por fim também foi possível resgatar e ressuscitar ou despetrificar o restante dos meus companheiros de grupo.

Mas presenciar o inevitável TPK de um grupo de nível alto foi assustador!

domingo, 18 de agosto de 2019

#RPGaDay 2019: Abundante

Quando você decide colecionar miniaturas para utilizar em seus jogos de RPG, em pouco tempo você percebe que nunca possui miniaturas o suficiente. Ou você não tem nenhuma miniatura adequada para representar um determinado personagem, ou não tem o número suficiente de miniaturas de um certo tipo de monstro para aquele encontro que você planejou para a aventura.

Reaper Bones série 1

Claro, você pode simplesmente ignorar isso e utilizar um outro tipo qualquer de miniatura para representar aquele monstro ou personagem, mas pense bem: se é para usar qualquer coisa apenas para marcar a posição no mapa, porque afinal você está se preocupando em utilizar miniaturas? Porquê não está usando um simples marcador qualquer? Um botão ou tampinha de garrafa, talvez?

E então você vai atrás das miniaturas que precisa. E começa a querer estar preparado para as mais diversas situações. "Ah, eu poderia utilizar tal monstro alguma vez!" e vai atrás de miniaturas daquele monstro. "E se alguém quiser criar um personagem de tal tipo?" e lá está você comprando uma miniatura para representar esse personagem. "Esse monstro geralmente aparece me grupos de tantos indivíduos." e então você trata de se certificar que possui ao menos o número adequado daquele tipo de monstro.

Reaper Bones série 2

E quando você vê, já possui tantas miniaturas que não tem nem mais espaço para guardá-las direito. Mas ao menos você está preparado para quase todo tipo de aventura! (Quase...)

sábado, 17 de agosto de 2019

#RPGaDay 2019: Um

Um. Único. Sozinho. Solitário. Solo. Aventuras solo. Que RPGista da minha época não guarda memórias dos livros-jogos da série Aventuras Fantásticas?

É verdade que a série continua existindo e ainda é publicada até hoje, mas durante os anos 1990 elas foram muito mais populares no meio RPGista do que o são hoje em dia. Elas eram uma forma de jogar RPG sem a necessidade de um grupo, naqueles momentos em que a galera não conseguia se reunir.
O visual dos livros publicados nos anos 1990.

Claro que existem outras séries de livros-jogos, mas a Aventuras Fantásticas é provavelmente a série mais icônica de todas, ao menos aqui no Brasil. E eu aprendi muitas coisas com essa série de aventuras solo. Coisas que são úteis para qualquer jogador de RPG.

Uma das primeiras coisas que se aprende com esses livros é que às vezes uma simples escolha errada possui consequências catastróficas, possivelmente levando à morte. E uma escolha errada não significa que possuindo informações para fazer uma escolha melhor você optou pelo rumo de ação pior, nada disso, significa apenas que, sem muitas informações e tendo de tomar uma decisão, sua opção mostrou-se errada.

Me ensinou também que, em algumas situações, não há opção boa a se escolher, você pode ser confrontado entre uma opção ruim e uma menos ruim, mas ambas são desagradáveis.

Outra coisa que aprendi é que seus personagens morrem. Frequentemente. E não há muito o que você possa fazer a respeito. Afinal, os dados nem sempre são seus amigos, e nem a melhor das planilhas pode te fazer vencer sempre.

Por fim, e talvez mais importante, aprendi que o mundo não está lá para servir a você de nenhuma maneira. Nem tudo existe para você explorar e lucrar. Algumas coisas simplesmente não devem ser manipuladas, algumas situações não devem ser vividas, pois as consequências podem ser péssimas e você sai da situação pior do que entrou.
O visual da atual encarnação das Aventuras Fantásticas.

Sou da opinião que todo jogador de RPG devia uma vez na vida jogar um livro da série Aventuras Fantásticas. De preferência um dos mais cruéis, como A Floresta da Destruição (onde algumas passagens são uma sequência de eventos ruins, e você pode acabar transformado em um sapo logo no começo da história) ou A Espada do Samurai (onde alguns combates beiram o impossível de serem vencidos e alguns recursos e aliados poderosos podem ser jogados fora sem obter nenhum resultado útil). Isso ajudará a lidar com a frustração de falhar miseravelmente ou perder um personagem devido a uma simples opção errada.

Pensando bem, provavelmente era bom que todo mundo jogasse um desses livros-jogos uma vez na vida, para aprender que o mundo frequentemente não é justo, nem sempre você terá informações suficientes para tomar uma decisão acertada, e coisas acontecem independente das suas capacidades de lidar com elas.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

#RPGaDay 2019: Porta

Quando eu penso em porta e RPG, imediatamente me vem à cabeça a imagem das portinhas do jogo HeroQuest.

 
Finalmente eu possuo um HeroQuest!

Quando eu era criança eu não possuía um HeroQuest, mas um de meus vizinhos sim. Apesar de termos descoberto o HeroQuest e os RPGs mais ou menos ao mesmo tempo, começamos a jogar esse boardgame ainda antes do D&D.

Por mais que HeroQuest fosse incrível, eu entendi que o D&D permitia mais possibilidades e era mais próximo do que realmente me atraiu aos RPGs - tanto que eu só podia escolher um dos jogos para ganhar e o escolhido foi o D&D da GROW.

Mas o visual do HeroQuest ficou para sempre gravado na minha memória. As miniaturas (que na versão da Estrela eram apenas pawns), os móveis e as peças de cenário que usados no tabuleiro compunham um cenário 3D para as aventuras, isso sempre me pareceu por demais incrível. Provavelmente é daí que vem meu amor por miniaturas de cenário para RPG.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

#RPGaDay 2019: Guia

Guias são muito importantes para mim. Meu primeiro trabalho profissional com RPGs foi o Guia de Armadilhas do Old Dragon, um trabalho muito bacana ao lado de meu companheiro de aventuras Rafael Beltrame.

Não muito tempo após terminar de escrevê-lo, recebi o convite para trabalhar em um outro guia, desta vez o Guia de Raças do Old Dragon, novamente ao lado do grande Rafael Beltrame.

Minhas duas crias queridas.

O Guia de Armadilhas é um manual que pode ser utilizado não só no Old Dragon, mas em qualquer RPG (com mais facilidade em D&D-likes) para incrementar as aventuras e confrontar seus jogadores com alguns desafios novos, e pensar nesses desafios de forma completa, incluindo como eles poderiam ser vencidos, foi um exercício e tanto.

Já no Guia de Raças tive mais oportunidade de trabalhar um pouco mais de questões de roleplay, criando características culturais e psicológicas de diversas raças, e podendo até mesmo pensar em histórias para raças novas. Claro que o espaço para descrever cada raça era escasso, mas ainda assim tentei colocar o máximo de conteúdo em cada raça descrita.

São dois livros que foram muito divertidos de escrever e dos quais eu gosto muito do resultado final. E espero que eu tenha a oportunidade de escrever e publicar outros guias mais!

terça-feira, 13 de agosto de 2019

#RPGaDay 2019: Mistério

Aventuras investigativas são minhas prediletas, seja mestrando, seja jogando. Por isso mesmo, mesmo quando a investigação não é exatamente o foco, eu frequentemente acabo introduzindo algum mistério na aventura.

Seja o que está matando todos aqueles shugenjas no templo da fronteira, qual a verdadeira intenção do culto secreto do ouroboros, descobrir a forma pela qual os rituais malignos devem ser devidamente impedidos, por quê as pessoas que leem os livros de fantasia do famoso escritor Robèrt Salvat dormem e não acordam mais, ou o que está por trás de um assassinato cometido dentro de uma sala ricamente mobiliada em uma mansão vazia que não foi arrombada, sempre aparece um mistério a ser desvendado em minhas aventuras.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

#RPGaDay 2019: Amizade

Eu gosto da dinâmica única dos jogos de RPG. Também gosto da possibilidade de representar diversos personagens distintos em diferentes mundos de fantasia. Certamente me agrada explorar cenários e criar histórias com os personagens que criamos. Mas definitivamente, o componente mais importante e que mais me agrada em qualquer jogo de RPG é a amizade.

Sim, as amizades que formamos jogando, que são indispensáveis para a manutenção de campanhas de longo prazo e para a criação de grupos de jogo frequente.

Mesmo jogos isolados em eventos nos dão a oportunidade de desfrutar alguns momentos de diversão com velhos amigos que vemos com pouca frequência, ou então a chance de forjar novas amizades.

No fim, a principal razão de jogarmos RPG é justamente essa: uma boa desculpa para nos reunir com nossos amigos e nos divertimos juntos!
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