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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

#RPGaDay 2017: Como Você Fica Sabendo a Respeito de Novos RPGs?

E a última questão que faltava responder no RPGaDay 2017, referente ao dia 03 de Agosto, é como eu me informo a respeito de novos RPGs.

Bem, nenhum grande segredo aqui, acho que faço da mesma maneira que a maioria das pessoas: blogs e páginas do Facebook. Com isso eu acompanho as notícias e fico sabendo das novidades do mundo RPGístico com certa tranquilidade.

Claro que também tenho alguns amigos que trabalham no ramo, e assim sempre dá pra ficar sabendo uma ou outra coisa com alguma antecedência - mas não muito também, afinal deve-se manter um certo sigilo comercial, né?

E, claro, sempre tem o Guido.

domingo, 10 de setembro de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Gostaria de Ver Publicado?

Continuando as questões que faltam, no dia 2 a pergunta era o RPG que eu gostaria de ver publicado. O que significa algo que ainda não exista. E vou mais além: não irei considerar como resposta válida jogos que ainda não foram publicados mas cujos lançamentos já foram anunciados.

No fim, resta pouca área sobre a qual trabalhar aqui, visto que existe RPG sobre praticamente todo tipo de coisa ou assunto. Mas pensando um pouco aqui eu consegui encontrar algo que eu gostaria de ver publicado: Cavaleiros do Zodíaco RPG!

Uma das razões de eu escolher um jogo sobre Cavaleiros do Zodíaco é o fato de que um dos primeiros jogos de RPG que eu tentei escrever na minha vida foi um baseado nessa série de anime. Basicamente ele se resumia a um sistema de combate razoavelmente complexo (que usava apenas porcentagem), e regras para as armaduras, e resultava em partidas com lutas extensas e disputadas e quase nada mais do que isso (e tinha o nome horrível de "Cavaleiros Universais" - mesmo naquela época eu já sabia a importância de raspar os números de série...). Eu devia ter uns 12 ou 13 anos nessa época.

Até que era um trabalho bom, considerando que tudo o que eu conhecia de RPG eram D&D e GURPS.

Mas outro fato que me admira é o de não existir um RPG oficial desse cenário. Ou ao menos, se existe eu desconheço totalmente. Claro, há uma velha adaptação da Dragão Brasil, para o sistema 3D&T, se não estou enganado. Mas não podemos considerar isso como uma publicação de verdade - o sistema sequer foi construído pensando especificamente em reproduzir a experiência vista nos episódios do anime (ou nas páginas do mangá).

Enfim, eu gostaria de ver um RPG oficial de Cavaleiros do Zodíaco, certamente seria divertido jogar algumas partidas. Enquanto isso não acontece, quem sabe eu tente recriar meu velho jogo de volta para botar o bom e velho Rigel de Órion na arena novamente!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Publicado Você Gostaria de Estar Jogando Agora?

Agosto já acabou, assim como o RPGaDay 2017, mas eu ainda fiquei devendo as postagens dos 3 primeiros dias do evento. Como prometi postá-las depois, aqui vai a primeira delas.

A pergunta do dia 1º era sobre qual jogo de RPG existente eu gostaria de estar jogando. Bem, como eu expliquei em outra postagem, estou em uma longa campanha de Legends of the 5 Rings, e não tenho nenhum remorso por isso, mas ao mesmo tempo gostaria muito de estar jogando DCC RPG.

Dungeon Crawl Classics RPG é um jogo que nunca tentei com o meu grupo e que acho bastante divertido. Mas como só possuo os livros em PDF e este é um jogo que requer uma considerável quantidade de consulta ao livro (tabelas de magia, estou olhando para vocês!), além do fato de ser um jogo que não domino muito bem, prefiro aguardar meu livro físico chegar para começar umas experiências com o sistema aqui na minha mesa com minha galera. É torcer para a New Order publicar logo o livro!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: O Que Você Mais Espera Relativo a Jogos Para 2018?

Para o ano que vem eu espero conseguir jogar um pouco de Dungeon Crawl Classics ou Mutant Crawl Classics (ou os dois, porque não?), jogos dos quais eu participei dos financiamentos coletivos este ano, e até o final do mesmo espero já ter recebido para ter tempo de ler e convencer a galera a jogar até o ano que vem.

Também aguardo o lançamento do tão esperado Legião: A Era da Desolação, cenário oficial do Old Dragon que tem grandes chances de ser publicado até o ano que vem. Legião é um cenário grim fantasy, de autoria de Antonio "Mr. Pop" Sá Neto, um dos coautores do Old Dragon, e que já possuiu algumas encarnações anteriores para o D&D (com um pouco de sorte ainda encontra-se esses netbooks por aí).

O cenário é bem interessante e com toda a preparação cuidadosa que está sendo dada ao cenário para sua publicação para o velho dragão, deverá ser um lançamento incrível. Quero muito ver como será esse boxed set!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual Mistura de Gêneros de RPG Você Mais Gostaria de Ver?

Essa é uma questão realmente difícil de responder, visto que atualmente quase todas as misturas de gênero já foram feitas, e boa parte delas eu ao menos já dei uma passada de olhos. Por isso mesmo não vou tentar inventar uma mistura de gêneros totalmente nova, nem afirmar que escolhi uma que não existe (porque ela pode existir em algum lugar por aí, só eu que não sei...).

Eu gostaria de ver um RPG que se passasse em um cenário pré-histórico fantástico, mas também povoado por civilizações alienígenas tecnologicamente avançadas. Algo similar ao pano de fundo da antiga série de TV dos anos 1970 Land of the Lost (ou O Elo Perdido, como ficou conhecida no Brasil), só que sem os visitantes do nosso tempo.

Teríamos homens da caverna (de várias espécies, porquê não?) convivendo lado a lado com a megafauna de mamíferos, dinossauros, e civilizações alienígenas ancestrais que dominam regiões inteiras com sua tecnologia avançada. Os jogadores, claro, são os pobres homens da caverna quase sem tecnologia tendo de combater todo um mundo de adversidades para conseguir sobreviver - e com sorte, roubar alguma tecnologia alienígena para garantir o futuro da humanidade!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual a Campanha de Financiamento Coletivo de RPG Mais Bem Conduzida da Qual Você Participou?

Para a resposta de hoje, eu vou desconsiderar todos os financiamentos de acessórios para RPGs, como dados e miniaturas, e focar apenas em financiamentos de jogos em si.

No entanto, eu participo mais de financiamentos de dados e miniaturas do que de jogos mesmo, e boa parte dos financiamentos de RPGs que eu participei ainda não se encerraram - e é difícil dizer se uma campanha de financiamento foi bem conduzida antes dela se encerrar totalmente.

Dentre o que sobra, eu classifico como a mais bem conduzida de todas o financiamento coletivo do Spears of the Dawn, um RPG de fantasia africana que utiliza o mesmo sistema do Stars Without Number.

E porque eu considero esse o financiamento mais bem conduzido do qual participei? Porque quando a campanha teve início o texto do jogo já estava todo escrito, parte das artes já estavam prontas ou ao menos comissionadas, e faltava apenas terminar as demais artes, diagramar e imprimir os livros para quem optasse pela versão impressa.

Não houveram atrasos, falhas de comunicação, nem mudanças de planos. Prazos e valores calculados de maneira realista. Trabalho conduzido com a máxima seriedade possível. Tudo o que foi prometido foi entregue, sem exceção. Na verdade, as recompensas foram entregues mesmo antes do prazo previsto inicialmente. Uma campanha de financiamento coletivo impecável.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual Filme ou Série É a Fonte Mais Frequente de Citações em Seu Grupo de Jogo?

Curiosamente, a série mais citada ultimamente por meu grupo é Os Cavaleiros do Zodíaco.

Talvez seja devido a estarmos jogando uma campanha de Legends of the 5 Rings e toda a influência oriental do cenário que faz com que citemos com frequência um anime que foi marcante na infância de quase todos do grupo.

Claro que a infinidade de bravatas e frases cheias de honradez e orgulho dos personagens da série também cabem perfeitamente em um jogo sobre samurais, até mesmo sendo utilizadas algumas vezes em on pelos personagens da campanha (isso é, como se ditas em jogo pelos personagens)!

domingo, 27 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Quais São Suas Ferramentas Essenciais Para Um Bom Jogo?

Existem muitas coisas que podem ser usadas para colaborar para um bom jogo: livros de consulta, mapas, miniaturas, música, tablets e notebooks, etc.

Mas a verdade é que apenas 4 coisas são essenciais para conduzir um bom jogo: um lápis, um papel de rascunho, dados (ou cartas, dominós, ou o que for equivalente no jogo que estiver usando), e refrigerante (de preferência Coca-Cola, mas pode ser suco, chá, ou outra bebida qualquer).

Todo mundo sabe que dados e refrigerante é o essencial.

Algumas vezes, até sem o rascunho dá pra se virar sem. Mas o restante é essencial. Os dados são as ferramentas básicas da maioria dos jogos, usados para decidir o sucesso de boa parte das ações. O lápis serve para fazer as alterações e anotações necessárias às planilhas dos personagens, ou outras anotações temporárias que o mestre precise realizar. E ninguém consegue jogar um jogo que é essencialmente falado por algumas horas seguidas ficando todo esse tempo de garganta seca.

Todo o resto é supérfluo. Até mesmo mesas e cadeiras (ainda que a idade faça eu achar jogar sentado no chão bastante desconfortável atualmente).

sábado, 26 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Disponibiliza os Recursos Mais Úteis?

Uma pergunta complicada. O que exatamente significa "recursos" nessa pergunta? Seriam ferramentas auxiliares, como props e marcadores? Suplementos de jogo? Ou apenas ferramentas mecânicas, tabelas e outras coisas encontradas dentro do(s) próprio livro(s) básico(s) do jogo?

Dentre cada uma destas opções, há vários jogos que se destacam. Chopstick faz um uso primoroso de props, dados e marcadores para enriquecer a experiência de jogo. As tabelas do Dungeon Master Guide do AD&D 1ªed são magníficas e uma boa adição a qualquer jogo de fantasia. Mas vou focar mais na terceira opção do que seriam esses "recursos" e escolher outro jogo como o vencedor nesses quesitos.


Para mim GURPS é o jogo que disponibiliza os recursos mais úteis para a condução do jogo. Sua natureza genérica (na minha opinião um dos poucos sistemas realmente genéricos) faz com que ele tenha uma infinidade de recursos que são uma mão na roda na hora de conduzir os jogos. As razões disso eu já expliquei em parte no dia 16, e não quero me repetir aqui.

Os suplementos de GURPS também estão entre alguns dos melhores e mais completos de todos os jogos de RPG, cheios de informações úteis a serem usadas na condução de jogos, sejam aventuras one shot ou campanhas inteiras (ou mesmo jogos de outros sistemas).

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual a Melhor Maneira de Agradecer ao Seu Mestre de Jogo?


Alguns jogadores gostam de elogiar, outros até dão presentes, mas a melhor maneira de agradecer ao seu mestre de jogo pelo seu empenho em bolar e conduzir as aventuras que todo o grupo joga é aparecendo sempre para jogar e participando ativamente da aventura.

Eu digo isso com conhecimento de causa, pois frequentemente sou o mestre nos jogos do meu grupo, e nada me deixa mais contente do que quando os jogadores se empenham em não faltar ao jogo e se esforçam para ter um papel ativo no mesmo. Não existe maneira melhor de pagar o empenho e esforço do mestre para criar as aventuras do que devolvendo esse empenho e esforço ao participar dessas mesmas aventuras.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Compartilhe Uma Editora “Pague o Quanto Quiser” (PWYW) Que Deveria Estar Cobrando Mais

Respondendo à pergunta do dia de hoje, eu recomendo darem uma olhada no trabalho de James V. West.

De fato, nem todos os produtos dele são vendidos na modalidade PWYW. No entanto, o seu fanzine Black Pudding está enquadrado nessa modalidade, e é uma verdadeira pérola da OSR.

Com 3 edições até agora, o fanzine traz magias, itens, monstros, classes de personagem, aventuras e outros recursos compatíveis com a maioria dos retroclones e edições do D&D. De fato, Black Pudding traz algumas das classes de personagens mais criativas que eu vi nos últimos tempos.

Além disso, o fanzine tem um visual muito bacana, com muita arte espalhada pelas páginas acompanhando o texto de forma magnífica.

O material é tão interessante que certamente James West poderia estar cobrando mais por ele que ainda assim valeria à pena.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Tem Um Layout de Cair o Queixo?

Primeiramente, eu sinto o dever de deixar claro que eu não tenho certeza do uso correto do termo "layout". Mais importante, não tenho certeza do que querem dizer com "layout" nessa pergunta. Vou assumir que significa algo como o projeto gráfico do livro como um todo, o arranjo final do texto e ilustrações nas páginas, capa, fontes utilizadas, etc.

Para esse pergunta, há dois livros que eu gostaria de citar. O primeiro é o primeiro Clanbook Malkavian, um acessório do Vampiro A Máscara. Esse livro brincava com a disposição e forma do texto e das ilustrações para sugerir o tema da loucura, tão presente no background do clã.

Páginas que precisavam ser lidas em um espelho, páginas de cabeça pra baixo, a ilustração de um vampiro literalmente "comendo" as palavras de um texto (que por isso não tinha um final), ilustrações que pareciam rabiscos infantis, esse tipo de coisa. Era simples, não era exatamente bonito, mas tinha o efeito desejado. Foi muito frustrante ver a segunda edição do clanbook e constatar que trazia apenas um texto comum como em todos os demais livros da coleção.

O outro é a versão brasileira de Blood & Honor. Publicado aqui pela Redbox Editora, e com projeto gráfico do Dan Ramos, esse é um dos RPGs mais bonitos que eu já vi. Trata-se de um jogo ambientado no Japão feudal, e tudo nessa versão nacional remete a isso. A versão brasileira é inclusive muito mais bonita que a versão original do jogo.

Esse jogo sim tem um layout de cair o queixo!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Quais RPGs São os Mais Fáceis Para Você Conduzir?

O RPG mais fácil para eu jogar é de longe o D&D até sua edição 3.5. E não é difícil de entender, já que é um dos primeiros RPGs que aprendi a jogar, e certamente o que eu mais joguei. A boa retrocompatibilidade  ao longo das edições (é bom explicar: apesar de não existir retrocompatibilidade real a partir do D&D 3.0 a base do sistema continua parecida o suficiente para a adaptação ser feita com quase nenhum esforço) também ajuda que seja fácil para eu jogar D&D mesmo em suas diversas encarnações.

Até hoje sou capaz de mestrar esse aqui vendado e com um pé nas costas!

Isso também faz com que a maior parte dos retroclones seja bastante natural para mim. E dentre estes, o Old Dragon é o que eu mais tenho facilidade, tanto por ser em português, quanto por já ter produzido bastante material para ele.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Faz Mais Com Menos Palavras?

Eu não sou um grande fã de sistemas minimalistas (e antes que alguém venha argumentar a respeito, quero deixar claro que um jogo não precisa ser rules light para pertencer à OSR), e por isso acho um pouco difícil escolher que RPG consegue oferecer uma melhor experiência de jogo com o menor número de palavras.

Isso porque, para o meu gosto, ou o jogo deixa algo a desejar, ou não é realmente tão pequeno assim. Mas isso não significa que eu não reconheça a qualidade ou validade de jogos minimalistas - eles só não são muito a minha praia.

Sendo assim, para não passar a pergunta de hoje em branco, eu escolho como um jogo "bastante completo" apesar de seu tamanho o Pocket Dragon (que infelizmente descobri não estar mais disponível no site da Redbox).

Para quem não conhece, o Pocket Dragon é o irmão gêmeo caçula do Old Dragon - gêmeo porque eles tem quase a mesma idade, o Pocket sendo apenas pouco mais recente.

Ele foi criado para ser impresso em uma única folha A4, dobrada de forma a montar um livreto de 8 páginas (incluindo a capa). Em seu sistema super simplificado ele traz as raças e classes clássicas do Old Dragon, subatributos, sistema de combate e magia, lista de feitiços e equipamentos, e regras de experiência e evolução.

Resumindo, um jogo OSR completo em uma única página tamanho A4.

domingo, 20 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual a Melhor Fonte Para RPGs Fora de Catálogo?

Comprar jogos que não são mais publicados é muitas vezes mais uma questão de paciência e aproveitar as oportunidades do que simplesmente saber onde procurar. Digo isso porque achar os jogos em si não é tão difícil, o mais complicado é ter certeza do estado de conservação do material e encontrar o RPG que você quer por um preço justo.

A forma mais fácil de encontrar jogos é através do eBay ou do Mercado Livre. No entanto, nem sempre você consegue ter uma ideia real do estado de conservação do material até a encomenda chegar em sua casa.

Por essa razão, um dos locais que eu acho melhor de comprar RPGs fora de linha é a Noble Knight Games. Os preços deles nem sempre são baratos, e o frete costuma ser caro (lá sempre vale à pena comprar várias coisas de uma vez para fazer valer o frete), mas eles tem a melhor classificação de condição do material que eu conheço. Você pode confiar 100% na classificação que eles derem para o produto, sem se preocupar.

Mas o lugar que eu mais gosto de comprar RPGs usados é em sebos. O ruim é achar os jogos nestas lojas - é quase sempre uma questão de sorte, mas quando você os encontra, você tem a oportunidade de ver em primeira mão como está o jogo, e mesmo de barganhar com o dono do local a respeito do preço. Já encontrei coisas excelentes em sebos, incluindo a caixa básica de Spelljammer com os marcadores de naves ainda sem serem destacados por apenas R$ 70,00, e um boxed set original da 1ª edição de Paranoia em inglês.

Outra opção interessante são os grupos de vendas pelo Facebook. Lá é possível conversar com o vendedor, pedir fotos, e negociar o preço. Claro que, diferente de sites de venda como o Mercado Livre, você não tem muita garantia de que o produto será entregue corretamente após o pagamento e não há mecanismos automáticos de devolução de dinheiro. Você tem de confiar na honestidade do vendedor para comprar dessa maneira. Mesmo assim, às vezes é possível encontrar grandes oportunidades de compra dessa forma.

sábado, 19 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Apresenta a Melhor Escrita?

Não vou me atrever a afirmar que o jogo A ou B é o mais bem escrito de todos. Ao invés disso, vou escolher um material que, ainda que eu não necessariamente considere ser o mais bem escrito de todos, é escrito de uma forma que me agrada muito.

Não trata-se de um jogo per se, mas sim de um suplemento. Na verdade, um conjunto de suplementos para o cenário Ravenloft: a série Van Richten's Guides.

Cada guia era focado em um tipo específico de criatura das trevas.

Não que a prosa dessa série seja verdadeiramente primorosa além do que é encontrado na média dos livros, mas o que me atrai nesses livros é que cada um deles é escrito como se fosse um guia de caça a monstros redigido pelo próprio Dr. Rudolph Van Richten, o famoso caçador de monstros da Terra das Brumas.

Enquanto o Dr. Van Richten vai descrevendo e analisando todas as características relacionadas a respeito do tipo de criatura que o manual aborda, há caixas de texto que explicam a implicação mecânica dentro do jogo do que está sendo citado pelo Dr. e que não fazem parte do texto principal.

Eles são assim, não só um manual de jogo, mas de fato um material existente dentro do cenário. Os personagens poderiam, teoricamente, botar as mãos em um desses guias e ter acesso a tudo o que está escrito como se tivesse sido redigido por Van Richten em pessoa (isso é, tudo menos as caixas de texto que trazem a tradução do texto para as regras do D&D).

Anos mais tarde, outro RPG iria fazer uso de um recurso bastante similar: Castle Falkenstein. Este jogo também era escrito como se fosse narrado por um viajante dimensional que teria parado em um passado alternativo da Terra onde existem magia e criaturas sobrenaturais. Ele vai descrevendo o cenário enquanto conta suas experiências nesse local estranho, e mesmo o jogo em si é descrito como uma espécie de entretenimento praticado naquele lugar e introduzido aos locais pelo próprio narrador principal do livro.

Essa forma de tratar o texto não só como algo externo ao cenário do jogo, mas como algo pertencente a este, é algo que mesmo que não seja escrito da forma mais primorosa possível, me agrada bastante.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Mais Jogou na Vida?

Essa é fácil de responder: Dungeons & Dragons.

Apesar de que, se  eu tiver de destrinchar a resposta na edição do D&D que eu mais joguei na vida, aí é um pouco mais complicado. Tenho de pensar um pouco a respeito e fazer alguns cálculos.

De 1994 até meados de 1997 eu devo ter jogado BD&D (em sua encarnação da caixa preta da GROW) semanalmente, quase sem exceção. Então, transferimos nossa campanha (então) corrente para o AD&D 2ªed.

Devemos ter jogado AD&D 2ªed semanalmente por mais um ano ou dois, e de forma intermitente continuei jogando essa edição até o ano 2000, quando foi lançado o D&D 3.0. Ainda voltei ao AD&D algumas poucas vezes depois, mas nada muito significativo (com o hype da 3ª edição quase ninguém mais queria saber do AD&D, uma pena).

Durante o ano 2000 eu joguei D&D 3.0 quase todos os dias úteis por alguns meses - do lançamento do jogo até o fim do ano, mais ou menos. Aí veio a faculdade, e eu devo ter ficado uns 6 meses mais ou menos sem jogar.

Mas depois voltei à ativa e passei anos a fio jogando o D&D 3.5 (na verdade, um misto do 3.5 com o 3.0 já que nunca consideramos eles como edições distintas mesmo). Conduzi ou participei de ao menos 3 grandes campanhas nesse sistema, que duraram vários anos cada uma - fora os jogos ocasionais.

De fato, até hoje eu jogo o D&D 3.5 - ainda que ele não seja minha edição predileta, é a que o pessoal do grupo mais tem familiaridade e facilidade.

O D&D 4ªed e o D&D 5ªed eu joguei apenas um punhado de vezes cada um.

Assim, é provável que a edição do D&D que eu mais tenha jogado seja a 3ª (somando 3.0 e 3.5), pelo simples fato de que passou-se mais tempo desde seu lançamento até hoje do que desde que eu comecei a jogar D&D e o lançamento da 3ªed - ponto a partir do qual ficou mais difícil convencer o grupo a jogar as edições mais antigas.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Possui a Mais Tempo Mas Nunca Jogou?

Observando minha estante de jogos para responder essa, eu cheguei à conclusão que eu não tenho muitos jogos auto-contidos (isso é, descontando suplementos) que eu nunca tenha jogado. O que é algo muito bom, na verdade!

Destes, aquele que eu possuo a mais tempo e ainda não consegui jogar é provavelmente o Dust Devils, publicado pela Redbox Editora. Considerando que ele foi lançado em 2012, e eu devo tê-lo comprado no ano do lançamento, é um jogo que eu possuo a menos de 5 anos que está sem ter jogado.

Considerando a quantidade de jogos que eu tenho aqui, eu esperava uma marca bem pior do que esta na verdade, mas até que eu não estou tão ruim assim.

Agora, o material de RPG que eu tenho a mais tempo e nunca consegui usá-lo em jogo apropriadamente trata-se de um suplemento de AD&D: o Guia de Campanha Para Undermountain, publicado nos anos 1990 pela Editora Abril.

Eu devo ter esse suplemento desde 1998 ou 1999 (comprei quando os direitos do material já estavam com a Devir), mas infelizmente nunca consegui mestrar uma campanha se passando em Undermountain. Já tentei, mas o grupo acabou se dispersando antes de começarem a exploração da masmorra. E também já usei partes do material, como magias e monstros, mas nunca consegui usar o material todo como deveria.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Gosta de Usar Como É?

A ideia da pergunta de hoje é identificar um jogo que você gosta de usar sem modificações e adaptações. Eu sou do tipo de mestre que frequentemente faz alguma modificação ou alteração nas regras, ainda que menor, então não são muitos os jogos que eu jogo exatamente como são originalmente.

Mas ainda assim existem jogos que eu jogo sem realizar alterações, seja por uma razão ou outra. Um destes jogos é o GURPS.

GURPS é um sistema genérico e bastante completo, com regras que cobrem praticamente todas as situações. Além disso, o sistema é construído de forma que as regras como estão no livro já trazem os blocos básicos para construir qualquer habilidade nova ou diferente sem precisar realmente modificar nada. Também é um jogo bastante modular, com opções de usar o conjunto de regras completo e bastante complexo, ou versões parciais e simplificadas. Isso faz de GURPS um jogo em que não é necessário fazer modificações ou adaptações de regras, no máximo escolher quais das várias opções você vai usar ou não.

Outro jogo que faz muito tempo que eu não jogo, mas que quando o fazíamos era sem nenhuma modificação - e que se um dia eu voltar a jogar novamente, também será, é Rolemaster.

Rolemaster é um jogo meio travadão, cheio de tabelas para determinar o sucesso e o resultado de suas ações. Isso deixa pouco espaço para escolher exatamente as manobras realizadas por sua personagem, já que o resultado é dependente do valor atingido nas tabelas.

Mas o charme do jogo é justamente esse, suas tabelas mirabolantes, cheias de resultados infames. Ser surpreendido pelos resultados que as tabelas trazem é a grande diversão desse sistema, e por isso mesmo Rolemaster é um jogo que para mim deve ser jogado como é, sem mexer em muita coisa.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Tem Mais Prazer em Fazer Adaptações?

O RPG que me dá mais prazer em criar adaptações é o Old Dragon. Pela sua própria natureza, Old Dragon é designado mais como uma toolbox, um conjunto de regras a ser usado como ponto de partida, do que como um jogo imutavelmente completo.

É um jogo baseado no conceito de ruling over rules, isso é, onde o mestre julga as situações e decide como o sistema responderá a elas ao invés de se apegar estritamente apenas àquilo que está escrito no livro de regras. Muitas situações não estão previstas no sistema de regras de propósito, e o mestre deve decidir como ele lidará com isso por um ponto de vista de sistema de jogo.

Isso em conjunto com a familiaridade do sistema, que é um clone modificado das edições antigas do D&D, o torna para mim um jogo extremamente agradável para realizar adaptações.
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