segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Plane Shift: Dominaria - O Mais Esperado Cenário de Magic: The Gathering Para D&D 5ªed!
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Guildmasters’ Guide to Ravnica - O Primeiro Cenário Oficial de Magic Publicado Para o D&D!
domingo, 8 de abril de 2018
Plane Shift: Ixalan - Quinto Cenário de Magic: The Gathering Para D&D 5ªed!
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Plane Shift: Kaladesh - Mais Magic: The Gathering Para D&D 5ªed!
terça-feira, 12 de julho de 2016
Plane Shift: Innistrad - É o Segundo Cenário de Magic Para D&D 5ªed!
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Plane Shift: Zendikar - Magic: The Gathering Para D&D 5ªed!
Para quem não conhece, Zendikar é o cenário onde se passa a história contada nos blocos Zendikar (lançado nos anos 2009-2010 e incluindo as coleções Zendikar, Worldwake e Rise of the Eldrazi) e Battle for Zendikar (lançado nos anos 2015-2016 e incluindo as coleções Battle for Zendikar e Oath of the Gatewatch) do card game Magic: The Gathering.
O documento de 38 páginas traz adaptações das principais raças e monstros do cenário para o D&D 5ªed, e foi pensado para ser utilizado em conjunto com o livro The Art of Magic: The Gathering — Zendikar, um artbook que traz as belíssimas ilustrações das cartas do bloco Zendikar em conjunto com descrições da história, povos e geografia do mundo fictício.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Dark Sun Para Old Dragon
Se por alguma razão absurda qualquer você ainda não segue o blog Moostache, talvez você ainda não saiba que esta semana foi postado lá uma adaptação do cenário de Dark Sun para o sistema Old Dragon.
Com 174 páginas, o suplemento não-oficial de cenário subintitulado Crônicas do Andarilho é basicamente uma tradução de grande parte do livro The Wanderer’s Chronicle que faz parte do boxed set da 2ª edição revisada e ampliada do cenário, produzida para o AD&D 2ªed.
De autoria de Troy Denning e Timothy B. Brown, o material foi traduzido por Fabrício Madruga Lopes e Bruno Fernandes Santos, e diagramado por Bruno Sakai. Além desse excelente material descritivo traduzido, há um apêndice no final do livro com as raças de Dark Sun adaptadas para o Old Dragon, de autoria de Lucas Silva.
Se você é fã do cenário, ou apenas tem curiosidade de conhecer, essa é uma ótima oportunidade de ter acesso a um material muito bom em português. De qualquer modo, vale à pena visitar o Moostache e baixar este belo PDF.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
A Foz do Rio Morto – Ano 2
Claro que todos conhecem o projeto “Legião: Colonize a Foz do Rio Morto”, e mesmo aqueles que não estão participando por não ter um perfil no Facebook podem acompanhar o crescimento da pequena Vila da Foz.
Mais um mês de projeto se passou, e assim mais um ano termina para os moradores da Vila.
Foz Do Rio Morto - 1.103AD Ryanon Descobre a Vila continua o relato de Althar, o caçador, desta vez resumindo o segundo ano de exitência do assentamento, agora com mais de 400 moradores. A comunidade cresce rápido, e eventos importantes acontecem, como o primeiro contato com o Império Hecato e o início da construção de uma paliçada para proteger os moradores.
Então, se você quer ficar a par do desenvolvimento da vila, baixe o PDF gratuitamente na página do Old Dragon.
quinta-feira, 13 de março de 2014
A Foz do Rio Morto – Ano 1
A esta altura a grande maioria de vocês já conhecem o projeto “Legião: Colonize a Foz do Rio Morto”. O que alguns talvez ainda não saibam é que com um mês de projeto completo, já se passou um ano de “tempo de jogo” no cenário, e com isso foi criado um suplemento resumindo este ano inteiro de acontecimentos.
Foz Do Rio Morto - 1.102AD Os Primeiros Dias resume os principais acontecimentos na Vila da Foz durante este primeiro ano de assentamento dos colonos, uma pequena prévia do suplemento maior, que também serve para aqueles que entrarem agora na brincadeira saibam mais ou menos em que ponto as coisas se encontram na Vila.
O documento de 18 páginas é escrito como se fosse contado por um dos moradores da recém-fundada vila, Althar, o caçador, e ainda traz algumas informações extras sobre os bárbaros Tolgari, um dos povos do cenário.
O PDFpode ser baixado gratuitamente na página do Old Dragon.
domingo, 2 de março de 2014
Legião: Colonize a Foz do Rio Morto
Eu já disse que a Redbox está cheia de novidades neste começo de ano, e esta é mais uma delas. Num misto de criação colaborativa e ferramenta de divulgação do futuro cenário oficial do Old Dragon – Legião: A Era da Desolação – a editora lançou o projeto “Colonize a Foz do Rio Morto”!
Basicamente, a Redbox liberou um trecho de história passada em uma região do cenário de Legião, no caso a Foz do Rio Morto, e a partir dessa história seminal, qualquer um pode intervir e ir conduzindo o futuro da região.
A sinopse da história é a seguinte:
“Cinco anos após o fim da era das trevas Ryanon é um lugar perigoso repleto de fome, destruição e medo. Ao contrário do que se pensa, as cidades nem sempre são os locais mais seguros de Ryanon. Sob o comando do líder errado, suas muralhas podem se transformar nos muros de uma prisão. Fugindo da fome, da morte e com medo, um simples fazendeiro tomou uma difícil decisão. Vendeu sua propriedade nas imediações da grande Duhan no Império Hecato e fugiu na calada da noite com sua esposa, seus quatro filhos, algumas galinhas e quatro cabeças de gado. Foram meses de angústia, medo desespero, até que às margens da pacata Baía Tolgari, na foz do tortuoso Rio Morto, o Fazendeiro resolveu parar e se estabelecer em definitivo. Esta são as primeiras linhas da história da vila que nos próximos 10 anos será ampliada pelos seus futuros moradores.
O que acontecerá na região, qual será o destino do fazendeiro e sua família e todo o resto será determinado apenas pelos seus futuros moradores, e mais ninguém!”
Mas como funciona? Bem, através de uma página no Facebook que representa a vila fundada pelo fazendeiro, as pessoas podem interferir na história, como se fossem personagens, novos colonos chegando à região. Cada mês passado em tempo real corresponde a 1 ano no tempo do cenário, e ao fim de 10 meses, a história produzida será compilada e lançada como um PDF gratuito e oficial descrevendo a região da Foz do Rio Morto no mundo de Ryanon – e do cenário de Legião.
Quanto mais curtidas houver na página, maior será a vila, com mais habitantes e construções, e consequentemente, importância no cenário! Quem sabe até seu personagem consiga se tornar tão importante que apareça nominalmente no PDF?
Confira os detalhes do projeto no Redblog, acesse a página oficial do projeto no Facebook e faça parte da história de Legião!
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Duas Postagens Interessantes
E só agora eu me dei conta de como fui relapso com o blog esta semana. A última postagem é de segunda-feira…
Bom, só para não dizer que fiquei sem postar nada, vou divulgar duas postagens de blogs gringos desta semana que eu acho que valem à pena serem divididas com vocês, meus fiéis leitores.
A primeira, intitulada “Moving the great wheel to the world map”, é do Blog of Holding, e trata basicamente de construção de cenário utilizando um artifício bastante incomum e muito legal: colocar todos os planos de existência dentro do Plano Material Primário, e torná-los acessíveis através de viagens pelo mundo físico.
Além de ser uma ideia inspirada por antigos mapas medievais, de certo modo, isso é como a mitologia nórdica encarava alguns de seus outros “mundos” (Jottunhein ficava ao norte, e Asgard era alcançavel pela ponte do arco-iris). Mas, curiosamente, é uma ideia muito pouco vista em cenários de fantasia.
A segunda postagem é do blog Dreams in the Lich House, e também trata de construção de cenários; mas nesse caso, com um foco mais restrito e específico: dungeons.
“The Dungeon as Estuary” dá uma explicação metafísica para a divisão de poder das criaturas dentro dos níveis de uma dungeon. Assim, você pode popular o nível 1 de sua dungeon com monstros de 1 Dado de Vida, o nível 2 com monstros de 2 Dados de Vida, e daí por diante, sem que isso fique sendo algo sem explicação lógica alguma dentro do cenário, exceto o fato de que dividir assim é melhor para o andamento do jogo. E eu achei a explicação particularmente genial.
Se curtiram as postagens indicadas, ou tiverem alguma colocação a fazer a respeito, postem nos comentários, por favor. Gostaria bastante de ouvir as opiniões de vocês.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Os AD&D Conspectus
Um dos grandes atrativos do AD&D sempre foram seus diversos cenários de campanha, ainda que hajam alguns que atribuam a esta diversidade a falência da TSR.
Como continuação às homenagens aos 40 anso do D&D, falarei hoje sobre uns objetos interessantes relacionados a estes cenários, os AD&D Conspectus.
Por volta de 1995-1996, a TSR lançou uma série de folhetos para divulgar cada um de seus principais cenários publicados na época. Estes folhetos foram intitulados “conspectus” (significando algo como uma sinopse).
Estes folhetos acompanhavam alguns produtos, revistas, foram distribuidos em lojas, etc. Aparentemente, tudo de uma forma um pouco caótica, sem seguir muito padrão; você podia comprar um boxed set de Darksun e receber um conspectus de Forgotten Realms.
Estes folhetos traziam informações gerais sobre o cenário em questão, um sumário de produtos relacionados à linha, breves apresentações de NPCs famosos, e o melhor de tudo, desdobravam em um poster temático. O Dragonlance Conspectus, por exemplo, transformava-se em uma linha de tempo do cenário!
Abaixo há um vídeo feito pela Wayne’s Books para mostrar estas belas peças de propaganda:
Hoje em dia estes conspectus tornaram-se peças de coleção. Além dos cinco folhetos mostrados no vídeo acima (Forgotten Realms, Dragonlance, DarkSun, Planescape e Birthright) há boatos de que existiam também um segundo tipo de folheto de Forgotten Realms, assim como um Ravenloft Conspectus, este último produzido em pequena quantidade e muito raro de encontrar. Infelizmente eu não consegui uma foto sequer destes dois para confirmar a história.
Bons tempos estes em que até os materiais de propaganda eram feitos com uma boa dose de qualidade e criatividade.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
D&D 30 Day Challenge: Mundo de Jogo Preferido
Não é nenhum mistério que o meu cenário predileto do D&D é Ravenloft. Eu até já falei sobre ele aqui no blog.
O Semiplano do Pavor me encantou completamente desde que eu pus meus olhos a primeira vez no livro Domínios do Medo, publicado aqui no Brasil pela Devir no ano de 1999. Para vocês terem uma ideia, na época eu não tinha dinheiro para comprar o livro, mas um grande amigo comprou e na mesma semana da compra o emprestou a mim para que eu pudesse ler. Resumo da história: eu gostei tanto que meu exemplar atual do Domínios do Medo é este mesmo livro, que desde o dia do empréstimo nunca mais saiu da minha posse! Calma, não roubei o livro; meu amigo, que não ia usá-lo naquele momento me deixou ficar com ele para usá-lo em jogo, e anos depois, oficializei a posse do livro em troca de minhas cartas de Magic: The Gathering.
Ravenloft é um cenário de horror, mas com exceção deste aspecto, é na minha opinião o cenário mais versátil de D&D. Qualquer coisa se encaixa bem em Ravenloft, sendo necessário apenas incluir algum elemento de horror ao tema. A metafísica do semiplano, com as Brumas, Lordes Negros, e os Poderes Sombrios, permite facilmente que qualquer coisa, por mais estranha que pareça, seja adicionada ao cenário sem parecer fora de lugar.
As mecânicas próprias do cenário, como testes de poder, testes de medo, horror e loucura, maldições, e alterações do funcionamento de algumas magias (especialmente necromancias e adivinhações), reforça muito o tema e torna fácil incluir o elemento do horror no jogo.
Inclusive, a mecânica dos testes de medo e horror de Ravenloft é uma das melhores que já vi aplicadas a um jogo: existe um teste a ser feito para determinar se um personagem ficou apavorado ou horrorizado com uma cena, e em caso de falha, rola-se numa tabela para determinar o efeito, com consequências mecânicas. No entanto, é aconselhado que este teste seja realizado apenas se o jogador não interpretar a reação adequada de medo do personagem; se o jogador entrar no clima do jogo e representar seu personagem como alguém normal, com medos e inseguranças, e as reações correspondentes, nenhum teste precisa ser feito, e nenhuma efeito mecânico é aplicado. E segue o jogo!
Este cenário também usa e abusa de referencias literárias, cinematográficas, históricas, e até mesmo de outros cenários do próprio D&D, o que só reforça o charme do jogo para mim. E ainda há o spin-off de Ravenloft, The Masque of the Red Death, que é uma versão da nossa Terra vitoriana utilizando quase todas as mesmas premissas e mecânicas apresentadas para a Terra das Brumas.
E uma de minhas campanhas mais memoráveis foi nesse cenário.
Definitivamente, se há um cenário que eu nunca me cansaria de jogar, seja como jogador, seja como mestre, certamente este cenário é Ravenloft!
terça-feira, 12 de março de 2013
Miha – Futuro Cenário de Campanha Para Old Dragon
A Editora The Book, ainda nova no mercado, anunciou o interesse de lançar um cenário de campanha para Old Dragon, intitulado Miha.
Previsto para o ano que vem, Miha aparenta ser um cenário de fantasia medieval típico, com todos os elementos clássicos que se espera desse tipo de ambientação. Segue abaixo o press-release do cenário enviado pela editora:
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Beldar, o maior herói de Miha, está morto. Após vinte anos de relativa paz, seu algoz, o meio elfo Vlark retorna com um exército de demônios e toma o Arcádia, a maior cidade portuária de Avehlork e capital da nação de Seeros. Após a declaração de guerra, Eldred III, rei de Avehi, inicia a ofensiva contra seu outrora amigo de infância, convocando um exército oriundo de todos os países aliados.
Miha - Cenário de Campanha é o mais novo cenário utilizando as regras do sistema aberto Old Dragon. O cenário traz o clima clássico das aventuras de fantasia medieval com algumas novidades.
No livro básico, além da descrição dos principais locais do planeta Miha, você terá:
* Novas regras de classes para o sistema Old Dragon;
* 5 novas raças;
* 13 novas especializações;
* Novas Magias;
* Novos Monstros;
Previsão de lançamento: 2014.
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Vamos aguardar e acompanhar o desenvolvimento desse projeto, que torcemos para que seja um sucesso.
Update: É possível seguir o desenvolvimento do projeto por sua página oficial no Facebook!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Seu Mundo na RedBox – Resultado Final
Após 9 meses de competição e quase 300 contribuições, a Redbox Editora anunciou o vencedor do concurso que publicará um novo cenário para o Old Dragon.
E o cenário que os sócios da editora escolheram por unanimidade é:
Thordezilhas, Sabres & Caravelas, é um cenário criado por Luiz Cláudio Gonçalves e que tem como focos principais a fantasia de Capa & Espada um gênero bem interessante e praticamente inexplorado no RPG nacional.
No blog da editora foi disponibilizado um trecho do formulário final enviado pelos finalistas, que serve para ter uma boa idéia sobre o que esperar do cenário vencedor:
Um Nicho pouco Desbravado
Ao escolher a literatura de Capa & Espada com seus mosqueteiros e piratas, levamos em consideração a carência de cenários baseados neste célebre gênero. As livrarias estão abarrotadas de RPGs medievais, mas não existe até o momento nenhum cenário traduzido ou nacional baseado neste popular período histórico tão cultuado em obras como “Zorro”, “Os Três Mosqueteiros”, “O Conde de Monte Cristo” e “Piratas do Caribe”, entre tantos outros… Tamanha quantidade de referencias literária, histórica, iconográfica e mesmo cinematográfica, praticamente inutilizada pelos RPGs medievais, permitem ao jogador adquirir informações e inspirações para facilitar sua imersão em Thordezilhas.
Além disso, o recorde histórico de Thordezilhas , centrado na época das Grandes Navegações, permite amalgamar características clássicas da fantasia medieval, como magias, seres místicos, cultos, explorações de ruínas, monstros e aristocracia, com aspectos modernos, como armas de fogo, busca por tesouros, exploração naval e inventos extravagantes; mesclando o novo e o antigo sem parecer forçado ou inconsistente.
O Titulo
Na verdade a idéia sempre foi gerar o máximo de informação possível com o mínimo de descrição. O próprio titulo, “Thordezilhas, Sabres & Caravelas” , remete imediatamente ao período das grandes navegações e ao gênero Capa & Espada. O neologismo aplicado através do “TH” e do “Z”, além de graficamente interessante, permite criar um marca forte, facilmente localizada em sites de busca e que adverte o leitor de que este não é o tedioso tratado de Tordesilhas que aprendeu na escola!
Um livro para atrair diversos gêneros
Thordezilhas, apesar de salientar o clima heróico típico do gênero Capa & Espada, é um cenário bastante dinâmico suportando campanhas baseada em outros estilos, como intrigas palacianas, romance, espionagem, conspirações e mesmo terror gótico, atraindo tanto os fãs da simples e celebre exploração de masmorras, no melhor estilo Old School, até jogadores apaixonados pela complexidade de obras como “Game of Thrones” e “Castelo de Otranto”.
Um cenário gostoso de ler
Ao escrever Thordezilhas logramos flertar com a literatura descrevendo o cenário através da visão de inúmeros personagens, esta estratégia teve duplo objetivo: em princípio desejávamos tornar a leitura o mais atraente e divertida possível atraindo tanto jogadores de RPG quanto leitores comuns. Em segundo lugar, desejávamos descrever o cenário sem criar qualquer tipo de dogma, permitindo ao mestre alterar qualquer cânone do cenário simplesmente afirmando que o relato é um engodo. Assim se o Mestre quiser criar uma campanha onde a Santa Igreja foi combater os vampiros aracnitas de Nova Camelot basta concluir que o relato da personagem Ailton na fase IV era uma inverdade.
Um mundo em expansão
Como o mundo de Thordezilhas é imenso e abundante em territórios ávidos por serem explorados, podemos conceber inúmeros suplementos futuros que expandiriam o cenário, como por exemplo, um livro sobre CHAMBARA, abordando a origem das especiarias, a influencia alexandrina na política oriental, os samurais e os Youkais residentes neste intrigante continente. Seria possível desenvolver VERA CRUZ, um suplemento de fantasia brazuca que transforma os mitos brasileiros em algo realmente interessante com seus Kanaímas, Curupiras e intrigas internacionais. Além de SALGARIAN, o continente negro e a parte Castelhana do Novo Mundo! Afinal, em um RPG onde a exploração naval é o tema principal, mesmo uma simples ilha pode render ótimos suplementos.
Além disso, poderíamos aproveitar o carisma de personagens como Décio, Evangeline e Absinto para desenvolver livros-jogos baseados em suas aventuras, ampliando ainda mais o interesse pelo cenário.
Concluindo
Oferecemos então, Thordezilhas, um cenário de exploração,magia, heroísmo, mistérios, intriga, pólvora e tesouros, que aborda um nicho pouco explorado no Brasil; pode ser vastamente ampliado através de suplementos e, acima de tudo, capaz de atrair tanto os jogadores exauridos de fantasia medieval padrão, quanto aqueles ávidos por ela!
Uma inovação que não rejeitar o clássico!
Não consigo pensar em nada mais Old Dragon do que isso!
Parece realmente que será um cenário muito interessante por tudo que pudemos ler a respeito durante o concurso. Parabéns a todos os participantes, e principalmente ao criador do cenário vencedor.
Não podemos esperar para ver o produto final sendo lançado para o Old Dragon!
terça-feira, 3 de julho de 2012
O Cenário Implícito do D&D
Os livros básicos do D&D são em geral genéricos o suficiente para que o mestre utilize aquelas regras para desenvolver qualquer tipo de cenário que desejar. Normalmente também não há nenhuma menção específica a um cenário no jogo, ao menos até o D&D 3.0, a partir do qual há menções explícitas de elementos do cenário de Greyhawk, como no caso das divindades. A única exceção anterior provavelmente sendo o Rules Cyclopedia, que faz menções a Mystara e Hollow World.
Independente disso, o Dungeons & Dragons (e por consequência o AD&D), como foi concebido, sempre possuiu um “cenário implícito” em suas regras, por mais genéricas que elas sejam. No entanto, esse cenário em questão não é no sentido de um mundo com características geográficas específicas, regiões com nomes pré-determinados, história e NPCs descritos. Trata-se de um conjunto de elementos comuns que sempre existirá em qualquer cenário que assuma todas as informações dos livros básicos de sua edição preferida do D&D como verdade.
A um tempo atrás eu citei a existência desse “cenário” no cerne das regras do D&D, mas como seria esse cenário implícito? Bem, dos vários materiais básicos do D&D e ditos genéricos, podemos tirar uma imensidão de conclusões sobre como originalmente deveria ser um mundo de jogo de D&D.
Primeiro e mais importante, como eu já comentei e provei antes, é assumido que é um mundo humanocêntrico, com os humanos não só sendo a maioria dominante como também a medida e o padrão para todas as coisas.
Fora isso, os monstros e raças semi-humanas e não-humanas são descritos com cultura e comportamento pré-determinados, e não como seres “genéricos” a serem lapidados para serem encaixados em outros cenários.
Há também a questão dos magos e da magia, que ainda que relativamente “comuns”, são claramente temidos e evitados. Isso se evidencia no fato de que na descrição de quase todas as criaturas inteligentes consta que atacam sempre os magos primeiro, com medo do que podem fazer. Além disso, magos poderosos costumam ser figuras solitárias e cercadas de mistérios, sendo evitados até mesmo pelos governantes de onde residem.
É compreendido também que o cenário em questão é formado não só pelo mundo físico, mas também por uma miríade de “planos de existência” que interagem entre si das mais diversas formas. Esses planos são povoados por criaturas, algumas das quais muito poderosas, que vez ou outra possuem acesso ao mundo físico.
Um outro aspecto interessante do cenário implícito é que ele se trata de uma espécie de “mundo pós apocalíptico”. Em algumas edições é citado que as grandes quantidades de tesouros encontradas pelos aventureiros são remanescentes de grandes impérios antigos e mais evoluídos, que caíram a um longo tempo atrás. Similar à Era Hiboriana, à Terra Média ou à Dying Earth, três de suas fontes de inspiração, se trataria de uma sociedade retornando de seu ponto de maior declínio, onde a época das maravilhas já se foi. As magias foram criadas ou descobertas por poderosos feiticeiros e magos do passado, assim como foram estes os criadores dos itens mágicos e artefatos em tempos imemoriais, assim como de muitas das criaturas bizarras que povoam este perigoso mundo.
E obviamente, outra evidência clara desse aspecto “pós-apocalíptico”, é que o mundo é polvilhado de ruínas antigas, algumas enormes, e muitas sobrepostas em diversos níveis umas sobre as outras, que são exploradas por aventureiros corajosos e gananciosos, em busca dos incríveis tesouros que esses lugares podem esconder. Locais esses, que nós tanto amamos e tão carinhosamente chamamos de “dungeons”.
Há com certeza muitos outros aspectos deste cenário implícito que poderíamos listar, e que por si só definem muito do mundo de jogo, e tudo isso sem a necessidade de um “cenário pronto”, com definições geográficas ou históricas apuradas.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Raças Como Classes, ou Raças e Classes Separadas?
A alguns dias atrás estávamos conversando na lista de discussão do Old Dragon sobre as classes e raças, basicamente sobre como não havia diferenciação entre ambas no BD&D e o porque do Old Dragon utilizar a opção do AD&D que separa raças de classe.
Explicando para quem não conhece, nas primeiras edições do D&D, elfos, anões e halflings eram cada um uma classe de personagem. Ou seja, não existiam elfos magos, anões clérigos, ou halflings guerreiros, apenas “anões”, “elfos” e “halflings”, e todos os “guerreiros”, “ladrões”, “magos” e “clérigos” eram humanos. Foi apenas no AD&D 1ªed em que aconteceu a divisão entre raças e classes, permitindo a combinação de qualquer raça de personagem com qualquer uma das classes de personagem do jogo (ou quase isso).
Algumas pessoas entendem que a abordagem de raças como classes (como era no BD&D) não faz sentido; outras acreditam que a divisão entre raças e classes descaracteriza os arquétipos das raças; e alguns outros ainda ficam em um meio termo entre esses dois pontos de vista (como eu).
Como esse é um assunto interessante, vou reproduzir aqui a opinião que dei na lista de discussão (ou seja, para quem participa de lá, nada de novo por aqui), falando sobre os prós e contras de cada abordagem. Então, vamos lá:
A grande vantagem do sistema de raça como classe é reforçar o arquétipo da raça dentro do jogo. Assim, se tem certeza de que as raças semi-humanas não serão desvirtuadas por uma interpretação errada do que elas devem ser.
Alguns irão dizer que isso “depende do cenário”, e por isso não faz sentido. O erro aqui é pensar que o D&D como descrito em seus módulos básicos, ou mesmo sistemas derivados como Old Dragon, não possuem um cenário. Errado está você, jovem padawan!
Tanto os módulos básicos do D&D, quanto do Old Dragon ou Labyrinth Lord, descrevem sim um cenário, ainda que não descrevam nenhuma história ou geografia específica. O cenário padrão desses jogos é um em que as raças, classes e monstros sejam exatamente como descritos nos livros básicos, onde a magia funciona como está descrita ali, os itens mágicos sejam daquela forma, etc. Prestem atenção e verão que há muito “fluff” na descrição dessas coisas, e as raças e monstros tem costumes e comportamento descritos, ainda que de forma breve.
Gostemos ou não, isso É um cenário!
O que acontece é que cenários específicos lançados para utilizar esses sistemas de jogo podem, estes sim, alterar o que é definido pelo “cenário base” do sistema. Ou seja, não é que o Forgotten Realms cria um cenário para um jogo que não o possui, mas sim que ele altera o cenário já existente no jogo mantendo apenas as regras.
Já a abordagem de raça e classes separadas não ajuda tanto a reforçar o arquétipo, mas facilita criar personagens mais diversos, mesmo aqueles que fogem do arquétipo da raça. Afinal, apesar de ladrões não serem a maioria na sociedade élfica, isso não quer dizer que não exista um ou outro. No sistema de raça como classe, se o mestre quisesse introduzir um elfo ladrão, teria de criar ele próprio uma variante da classe “elfo” para se encaixar no conceito. Com raças e classes separadas, isso já está pronto.
Em resumo, as duas abordagens fazem sentido, uma tanto quanto a outra. As duas tem seus prós e contras, qual é melhor e qual é pior sendo algo totalmente subjetivo. Eu particularmente prefiro raças e classes separadas, pela facilidade que dão ao mestre e jogadores na hora de criar personagens que fogem do padrão. Mas é só isso: preferência pessoal.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
A Taverna Dente do Lobo
A Unza RPG disponibilizou gratuitamente em seu site “A Taverna Dente do Lobo”.
Escrita por Rafael Beltrame, e ilustrada por Diego Madia e Felipe “PEP” Leandro , A Taverna Dente do Lobo é um mini-cenário completo para usar em seus jogos, com uma rica descrição do local e seu histórico, descrição de NPCs, e está repleto de ganchos e idéias para aventuras.
Disponível apenas em PDF, A Taverna Dente do Lobo inaugura uma linha de futuros suplementos gratuitos, para Old Dragon e outros RPG de fantasia, planejados pela Unza RPG.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Ravenloft, A Terra das Brumas
Dentre todos os cenários de D&D o meu predileto é de longe Ravenloft. À primeira vista pode parecer um pouco estranho para alguém que prefere um estilo mais old school de jogar, mas este mundo é cheio de incongruências.
O texto a seguir foi escrito originalmente para a página de minha antiga campanha de Ravenloft, intitulada “Despertar do Medo”:
Ravenloft é um mundo, não, mais do que isso, é um semi-plano formado dos pedaços de vários mundos. Um semi-plano é uma pequena dimensão, com suas próprias cosmologias e leis físicas e naturais. Ravenloft (ou a Terra das Brumas, como os nativos chamam o local), é regida por forças invisíveis, com poderes semelhantes a deuses, conhecidos simplesmente por Poderes Sombrios, e os dedos com os quais tocam o mundo são as Brumas.
As Brumas cercam todos os territórios em Ravenloft, tornando impossível mensurar o tamanho daquela dimensão. São as Brumas que vão até outros mundos e sequestram para essa terra sinistra pessoas, locais e até mesmo reinos inteiros. Elas são capazes de distorcer tempo e distância, e alterar a natureza das coisas. E são elas as responsáveis pela característica mais marcante desta terra: seus continentes são formados por reinos vindos de outros mundos, unidos entre si de uma forma não natural e circundados por uma muralha de névoas eternas.
E estreitamente ligada a cada reino, está uma figura conhecida como Lorde Negro. Cada Lorde Negro reside em uma porção de terra (ou domínio) seu, que pode ou não estar ligada a outra porção de terra, e à qual ele está preso e efetivamente governa (mesmo que nem sempre na forma de um governo secular). Cada Lorde Negro é uma criatura de puro mal, além de qualquer redenção, tragada para essa terra sinistra e presenteada com um domínio só seu, sobre o qual recebe poderes sobre a própria terra (como a habilidade de não permitir que ninguém entre ou saia do território). Ele está para sempre preso em seu domínio, incapaz de fugir de sua prisão, independente de seu poder, e junto com os novos poderes, recebe uma maldição como punição interminável pelos seus atos de suprema maldade que atraíram a atenção dos Poderes Sombrios.
Apesar dessa característica de punição do mal, a Terra das Brumas parece ser um local onde o mal floresce com toda a sua força. Cada ato de maldade pode ser recompensado com um poder e uma maldição, ao mesmo tempo facilitando realizar o mal e utilizando de justiça poética para punir o perpetrador. Criaturas malignas rondam na noite, e o sobrenatural se esgueira por cada canto. O povo é supersticioso e desconfiado, tratando os estranhos com pouca hospitalidade. E ainda assim, do meio de todo esse medo, horror e loucura, surgem os heróis e aventureiros dispostos a trazerem justiça a um mundo cruel, luz a essa terra sombria, e bondade nesses reinos onde impera o mal. E é nos papéis desses “heróis” (seja por escolha ou por obra do acaso, por altruísmo ou por objetivos menos nobres) que os jogadores entram na história.
Uma das características mais marcantes do cenário é sua forte inspiração em fontes literárias, especialmente a literatura de Horror Gótico. O mundo é cheio de personagens, locais e eventos análogos aos presentes na literatura, e mais raramente, no mundo real. Em Ravenloft pode-se encontrar um paralelo de personagens famosos como Drácula, Dr. Van Helsing, Frankenstein e sua Criatura, Dr. Jekyl e Mr. Hyde, Dr. Moreau, e até mesmo um Pinnóchio bem pouco amigável… Dessa mesma forma, personagens de outros cenários famosos de RPG também são presentes, sugados contra sua vontade de seus próprios mundos. Torna-se assim um mundo onde praticamente tudo é cabível, desde que adaptado a umas poucas regras básicas para manter o clima de horror gótico do cenário.
Se você gostou do que leu, tome coragem e fique à vontade para descobrir o que há além das Brumas…






