domingo, 30 de junho de 2013

A Vettweiss-Froitzheim Dice Tower

Uma dice tower é um objeto usado para jogar dados, de forma a evitar que a rolagem seja manipualda pelo jogador e que os dados vão parar em locais inadequados (como fora da mesa, por exemplo).

Basicamente, é composta de quatro paredes com uma abertura na parte de baixo de um dos lados, e três rampas no interior, dispostas de forma a fazer os dados rolarem por estas e diminuir sua velocidade. Dice towers em forma de torres de castelo tornaram-se aparatos famosos entre os RPGistas.

O que nem todos sabem é que esses objetos são bastante antigos. A dice toweer mais antiga que se tem notícia é a Vettweiss-Froitzheim Dice Tower, um artefato romano do século IV, descoberto em 1985, e que hoje se encontra no Rheinisches Landesmuseum Bonn.

Roman Dice Tower A Vettweiss-Froitzheim Dice Tower

A antiga dice tower romana é feita de chapas de uma liga de cobre, ornamentadas com padrões vazados e frases que exaltam a vitória sobre os pictos e deseja sorte em seu uso.

As frases em latim na face frontal, e seu sentido geral, são:

PICTOS VICTOS (Os pictos foram derrotados)
HOSTIS DELETA (O inimigo foi destruído)
LVDITE SECVRI (Jogue a salvo!)

Na parte superior das outras faces lê-se a frase:

VTERE FELIX VIVAS (Use isto e viva feliz)

A base da torre onde os dados emergem é construído como uma miniatura de uma escadaria, e originalmente possuía três pequenos sinos que soavam quando os dados saíssem por ali. Apenas um dos sinos ainda existe.

Este objeto e os vários dados romanos já encontrados, incluíndo não só dados comuns mas também dados de 20 lados, demonstram o quanto jogos com dados eram presentes na sociedade romana. Só não sabemos exatamente o que eles jogavam. Será que havia um RPG romano?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Linha de Aventureiros da Otherworld Quase Completa!

Mais novidades vem lá das bandas da Otherworld Miniatures. Para começar, disponibilizaram algumas fotos das miniaturas que eu mostrei aqui, já devidamente pintadas:

v2AdventurersPaint1_zpsce6f85f7 As esculturas variantes das 4 classes básicas de aventureiros.

SpFamiliarsPaint1_zps0de31d08 Os familiares especiais.

DrowLeadersPaint1_zpscb541281Capitão e Sacerdotisa Drow.

GreenDragonpaint2_zps8af7c5b8E o magnífico Dragão Verde!

Além destas, muitas esculturas que ainda faltavam da linha de aventureiros já estão terminadas e também foram reveladas. Agora faltam apenas algumas poucas peças para que tudo o que foi prometido no financiamento coletivo esteja pronto.

DAB3 - Female Elf Magic User A última das aventureiras: elfa maga.

Adventurers' Cart & Magic User Driver Carroça com mula e mago conduzindo.

DA4 - Dwarf Mercenary v2 Variação do anão mercenário.

Mercenaries  Mercenários: homem espadachim, homem lanceiro, e mulher com besta.

Henchmen Variações do cuidador de mulas, carregador e carregador de lanternas.

Escriba Escriba. Ou será o Gary Gygax?

DAB4 - Link BoyGaroto com tocha (linkboy). 

DAB4 - Porter Um outro modelo de carregador.

Além destes, foi divulgada também a primeira foto da escultura do dragão azul, ainda incompleto, e que deve ser o próximo a estar disponível na loja da empresa:

bluedragonwip1_zps85fe0915Ele deve estar encarando alguém…

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Queijo Boueverte

Você pode até perguntar aos maiores connaisseur de queijo, mas a maioria não conhecerá a variedade “boueverte”. Isso é porque o queijo em questão não é realmente um alimento, mas sim uma arma de guerra! E mesmo apenas uns poucos estrategistas militares sabem do que se trata a “manobra do queijo boueverte”, o que torna sua eficiência altíssima quando utilizada.

Para realizar a “manobra boueverte” é preciso inocular uma ou mais rodas de queijo com uma pequena amostra de limo esverdeado. A quantidade deve ser realmente pequena, apenas alguns esporos injetados no interior do queijo, caso contrário o limo esverdeado crescerá muito rápido e consumirá o queijo todo em poucos minutos.

Conseguir a cepa de limo esverdeado é uma das partes mais perigosas do processo, e para isso geralmente utiliza-se de aventureiros contratados. A criatura deve ser guardada em um frasco de pedra ou vidro lacrado para evitar acidentes.

Muito cuidado deve ser tomado ao manipular o limo esverdeado, pois um acidente pode se mostrar fatal. Para inocular a amostra no queijo, uma fina agulha de madeira pode ser utilizada, já que o limo corrói metal muito rapidamente, mas a madeira resiste mais tempo. A partir deste ponto, tudo deve ser realizado muito rápido.

roquefort Queijo roquefort ou boueverte?

Se tudo for feito corretamente, o dito “queijo boueverte” ficará com a aparência de um queijo azul, similar ao queijo roquefort, conforme o limo esverdeado vai se alimentando do queijo e crescendo dentro deste. Apenas um verdadeiro especialista em queijos tem 20% de chance de reconhecer que há algo errado com o boueverte.

O queijo boueverte deve ser direcionado a seu alvo em poucas horas, para que nada seja percebido e o truque surta efeito. Se o alvo for um único indivíduo, um espião infiltrado pode trocar o queijo de uma refeição pelo boueverte, mas se o alvo for toda uma cidade, um carregamento inteiro de boueverte pode ser entregue no lugar do fornecimento normal de queijo, possivelmente direcionado ao exército local, ou apenas causando uma epidemia descontrolada entre os habitantes. Rodas de boueverte também podem ser catapultadas para além de muralhas, visando a população faminta de uma cidade em cerco.

Qualquer um que ingerir o queijo boueverte, ou mesmo tocá-lo quando a criatura já tiver consumido a camada externa do queijo, é infectado pela maléfica infestação gosmenta e transforma-se em um limo esverdeado em poucos minutos (1d4 rodadas em AD&D, ou 1d4 turnos em Old Dragon), após o que nenhuma ressureição é possível. Curar doenças pode neutralizar o efeito se lançada rapidamente, assim como um membro infectado pode ser amputado antes de consumir o resto do corpo (infelizmente essa opção não é possível para o caso de ingestão).

Mesmo se ninguém ingerir o queijo, a manobra ainda pode mostrar-se bem sucedida, pois o limo esverdeado infestará as despensas do local, enquanto devora toda matéria orgânica e metais próximos, e causa vítimas entre todos aqueles que o tocarem inadvertidamente.

Fogo pode dar cabo da criatura, mas ainda assim existe chances de restarem esporos que gerem novas colônias após algum tempo. Por isso mesmo, essa manobra geralmente é utilizada em cidades que não se deseja conquistar, apenas destruir, já que é muito difícil se livrar do limo esverdeado depois.

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Esta postagem faz parte da iniciativa Ciranda de Blogs, cujo tema de Junho é queijo.

Ciranda de blogs

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Cowferência 3: Horror no RPG

Na última segunda-feira rolou a terceira Cowferência, com o tema “RPG e Horror”, e participação do anfitrião Rafael Beltrame, Matheus Gonzaga, e este que vos fala.

Para quem não pode assistir ao vivo, ficou tudo registrado no Youtube:

O Cowferência é uma mesa redonda sobre RPG do blog Moostache, transmitida ao vivo via Google Hangout, e que ocorre aproximadamente a cada 15 dias.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O Monstro da Revolta!

E na onda das manifestações que andam ocorrendo por todo o Brasil, o editor da Redbox, Mr. Pop, mostra que, apesar de ser um magnata do RPG, não está alheio aos acontecimentos, e nos brinda com uma tirada genial, nos moldes do vindouro Bestiário do Old Dragon:

Clique para ampliar.

Destaque especial para a silhueta de comparação de tamanho. Só é bom tomar cuidado com algumas das sinergias desse monstro!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Armas Raciais dos Orcs

O capítulo de armas do Manual Básico do Old Dragon diz que diferentes povos empregam diferentes técnicas na forja de armas, e então traz dois exemplos clássicos disso: armas forjadas por anões e armas forjadas por elfos.

Acho que até aí, todo mundo se lembra disso. O que talvez nem todos tenham notado é que o mesmo livro diz na descrição dos orcs que estes são humanóides especialistas em mineração e forjaria.

Oras, se os orcs são especialistas em forjaria, nada mais justo que eles também tenham desenvolvido sua técnica racial única de forjar armas!

Então, com vocês, as…

Armas raciais orc:

moriasword1 Um exemplo de espada orc.

Orcs são excelentes forjadores e criam armas poderosas, apesar de não possuírem nenhuma habilidade estética. Uma arma forjada por orcs será sempre simples e de aparência rude, no entanto são compactas e eficientes. Isso faz com que elas pesem 20% a mais e recebam um bônus de +1 nas jogadas de dano. Essas armas possuem um preço adicional de 350 P.O., entretanto orcs não são um povo mercante, e dificilmente negociam com outras raças.

sábado, 15 de junho de 2013

Faça Você Mesmo: Rhagodessa!

A quase 2 meses atrás eu postei aqui as estatísticas da rhagodessa para Old Dragon. No entanto, isso trouxe consigo um outro problema: e se quem utiliza miniaturas em seus jogos quiser utilizar a rhagodessa em uma aventura?

Sério, não há muitas miniaturas de rhagodessas por aí, pode procurar. Claro que devido à escala, alguém poderia simplesmente pegar uma aranha-camelo de verdade e colocá-la na mesa, mas não penso que isso seria uma opção razoável.

Sendo assim, decidi fazer minha própria miniatura de uma rhagodessa! Para aqueles que quiserem reproduzir a façanha, segue a minha receita.

Materiais:

- uma aranha de plástico
- arame
- massa de biscuit ou massa epóxi
- cola branca
- cola-tudo
- tinta acrílica
- verniz acrílico spray
- estilete
- alicate (para cortar o arame)
- pincéis

Como fazer:

Se você estiver disposto e também possuir a habilidade para tal, você pode tentar esculpir todo o corpo de sua rhagodessa. Como eu tenho um pouco de preguiça e também não sou tão bom escultor assim, eu tomei como base da criatura uma aranha de plástico, daquelas bem simplórias. Eu comprei em uma casa de festas um pacote com 20 dessas aranhas por R$ 3,50. Elas não são lá muito bonitas e detalhadas, mas por menos de R$ 0,18 a unidade, eu não tenho do que reclamar.

GDSC0026 O esqueleto da minaitura. 

A primeira coisa a fazer é checar se a miniatura possui alguma rebarba que precisa se removida. Se houver, use um estilete para fazê-lo. Em seguida, use o arame para fazer a estrutura do par de pedipalpos. Nada muito complexo aqui, apenas corte dois pedaçoes de arame do tamanho que achar adequado e molde-os na posição que devem ficar na escultura final.

Lembre-se de que os pedipalpos devem ser mais longos que as pernas da aranha. Eu também moldei os meus de forma que um pedaço do arame fique acomodado sob o tórax da aranha, para facilitar a fixação.

Com os pedaços de arame já no tamanho e formato corretos, cole a extremidade deles sob o tórax da aranha de plástico, utilizando para isso algumas gotas de cola-tudo. Espere a cola secar antes de continuar.

Uma vez que os arames estiverem na posição adequada, é hora de começar a esculpir. Há três coisas que precisam ser inclusas na aranha para transformá-la em uma rhagodessa: os longos pedipalpos, as grandes mandíbulas, e um abdômen longo e segmentado.

Use a massa de biscuit ou epoxi para esculpir as mandíbulas e o abdômen, de forma que eles se encaixem sobre a miniatura nos locais adequados. Utilize fotos e figuras da criatura como parâmetro para sua escultura.

GDSC0025 A peça com os arames colados no lugar, e o abdômen e mandíbulas esculpidas.

A forma mais fácil é fazer essas esculturas com a massa direto sobre a miniatura, mas mesmo assim pode ser que a massa não fique adequadamente fixada na peça. Se esse for o caso, retire a parte esculpida da miniatura com cuidado, e utilize um pouco de cola branca para prendê-la novamente à peça. Também é uma boa idéia utilizar esse momento para esconder as pontas dos arames que ficaram sob o tórax da aranha com um pouco de massa.

Os pedipalpos são mais simples, já que é basicamente cobrir os arames com um pouco de massa e escupir as articulações. Quando as partes esculpidas estiverem prontas, espere a massa secar antes de continuar. Sua rhagodessa deverá estar mais ou menos assim:

GDSC0046 Os pedipalpos devidamente esculpidos.

Uma vez seca, é hora da pintura. Comece utilizando um primer sobre a peça toda. Aqui eu utilizei primer preto em spray:

GDSC0065 A peça já parece mais homogênea com o primer aplicado.

Escolha as cores que vai utilizar para a sua peça. Eu escolhi marrom para o corpo com um drybrush de um tom mais claro de marrom no abdômen, amarelo-ocre para as mandíbulas, e uma base amarelo-ocre com um drybrush laranja/ferrugem sobre as pernas e pedipalpos. Pintei a extremidade das mandíbulas e os olhos de preto. Por fim, um washing marrom sobre tudo.

Depois de pintado e seco, é hora do verniz para manter a pintura intacta. O ideal é usar uma ou duas demãos de verniz brilhante, e uma de verniz fosco, para uma aparência mais “real”. Se desejar, é possível construir uma base para a rhagodessa. Como a miniatura é bastante estável, eu escolhi deixar a minha sem base mesmo.

O resultado final da minha peça foi esse:

GDSC0103 A rhagodessa de perfil…

GDSC0104 … de frente…

Rhagodessa visão superior … de cima…

GDSC0107 … e com uma miniatura do D&D para escala (ignorem o meu dedo na foto…)!

E agora eu tenho mais um punhado de aranhas de plástico esperando para serem utilizadas. Vamos ver o que eu consigo inventar com elas!

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