sábado, 10 de setembro de 2011

Ele Realmente É Nosso Ídolo!

Voltando do feriadão (aqui onde moro é feriado dia 7 e 8 de Setembro) qual foi uma das primeiras coisas que encontrei na internet? Uma nova versão do famoso e querido ídolo da capa do Player’s Handbook do AD&D 1ªed!

Este mês a Wizards of the Coast lançou um novo programa de jogos nas lojas, chamado D&D Lair Assault, para o D&D 4ªed. Um dos desafios desse programa chama-se Forge of the Dawn Titan e vejam só a capa da aventura:

dawn_titan - lair assaultO detalhe do ídolo em close nos banners que propagandeiam o evento:

billboard_lair_assault2 - 2011 lair_assault - 2011 Nem a 4ªed está livre da influência estética do ídolo!

E falando em banners, me lembrei de que há um outro local em que aparece a figura de nosso querido ídolo do qual nunca falei, e que ganhou recentemente uma nova versão dessa ilustração: o banner do blog old school gringo Grognardia!

grognardia O banner original trazia apenas a ilustração original de David Trampier cortada…

grognardiabanner … mas o novo banner traz uma versão estilizada da ilustração do ídolo.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Aventuras Baseadas em Locais

Já tem algum tempo eu vinha querendo falar sobre alguns conceitos do mundo do RPG, como os diferentes estilos de campanha e de aventuras. Mais especificamente de alguns termos que são muito utilizados, principalmente nos blogs estrangeiros, para defini-los.

Pois bem, com o lançamento este mês pela Redbox Editora de O Forte das Terras Marginais não poderia haver momento mais propício para começar o assunto, e falar sobre as location based adventures, ou "aventuras baseadas em locais".

Uma location based adventure é uma aventura pronta (ou seja, publicada por alguém) em que não existe um plot central e nem mesmo um objetivo único que deve ser atingido para se encerrar a aventura. Algumas vezes não há sequer muita explicação sobre o passado do local, apenas aquilo que é necessário para utilizá-lo em jogo. Por isso mesmo, antigamente era comum se chamar esse tipo de produto de “módulo” e não de aventura.

Esse tipo de aventura era bem comum nos primórdios do D&D, e uma das mais famosas é Keep on the Borderlands, módulo que serviu de inspiração para O Forte das Terras Marginais.

A idéia por trás desses módulos é a exploração de um local por parte dos jogadores. Para isso eles trazem a descrição de um local interessante, cheio de oportunidades de aventuras e desafios para as personagens. Por não ter um plot central nem objetivos pré-definidos fica fácil para o mestre incluir o local descrito dentro de seu mundo de campanha, seja ele qual for, e criar uma razão para ele estar lá, assim como conexões com o restante de sua campanha.

Essa liberdade extrema também significa que o mestre às vezes pode ter um pouco mais de trabalho para utilizar a aventura, como criar uma desculpa consistente para os jogadores explorarem o local, mas em contrapartida permite que ele faça várias alterações que ele ache necessárias na aventura, já que isso não irá estragar o plot dela.

Eu mesmo estou utilizando a Keep on the Borderlands como aventura inicial para minha campanha playtest do AD&D 3.5, e digo que a escolha dificilmente poderia ser melhor. Para se ter uma idéia da flexibilidade desse tipo de aventura, apesar da Keep ter sido criada para o BD&D e originalmente não fazer parte de nenhum cenário, eu situei o local dentro de Forgotten Realms, na região dos Vales, especificamente Daggerdale.

Claro, precisei criar uma razão para a fortaleza se localizar naquela região, e uma conexão com o restante do cenário, mas isso não foi nada difícil. Ainda que a maioria dos meus jogadores, senão todos, não tenham percebido nada disso!

Aventuras baseadas na exploração de locais são materiais muito úteis para um mestre, pois poupam o trabalho de criar mapas e estatísticas, mas não retiram a liberdade criativa sobre a trama como aventuras mais rígidas tendem a fazer. É sempre bom ter algumas dessas aventuras à mão para períodos de preguiça ou falta de tempo crônicos!

Lançamento: O Forte das Terras Marginais

A Redbox Editora anunciou ontem o lançamento em pré-venda do seu segundo livro, que é também a primeira aventura oficialmente publicada para o Old Dragon: O Forte das Terras Marginais!

A aventura foi escrita pelo grande amigo Rafel Beltrame, figurinha carimbada dos comentários aqui do blog.

O preço de lançamento é R$ 24,90 com frete gratuito. Você pode comprar clicando no banner no lado direito do blog. Eu já comprei a minha!

Confiram abaixo o release do material distribuido pela editora:

O Forte das Terras MarginaisA capa é uma bela homenagem à original.

O Forte das Terras Marginais é a adaptação do famoso módulo de introdução "The Keep on the Borderlands", lançada pela tradicional TSR em dezembro de 1979. De autoria do próprio Gary Gygax, a aventura foi um marco por não trazer um roteiro pré determinado para o desenrolar da aventura, podendo os jogadores explorarem várias ou nenhuma parte da região para desvendar os mistérios do Forte.

Esta característica foi mantida nesta adaptação de Rafael Beltrame para o módulo. Profundo conhecedor e pesquisador dos anos iniciais da TSR, Beltrame capturou todo o clima da aventura original nesta adaptação, sem deixar de dar cores novas e modernas à trama, de maneira a agradar a antigos e novos jogadores.

O Forte possui 60 páginas, ilustradas e repletas de mapas de todos os locais da aventura. Foi idealizada e diagramada de modo a evitar que o mestre perca tempo navegando ao longo do livro, com fichas de monstros e inimigos já preparadas para uso, com contadores de pontos de vida e principais estatísticas de combate.

Autor: Rafael Beltrame
Idioma: Português
Número de páginas: 60
Dimensões: 21×14 cm – (A5)
Acabamento: Brochura (grampo) – papel offset

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Idolo Aparece Também Em Uma Aventura!

Essa foi o Rafael Beltrame que encontrou e me enviou.

O nosso querido ídolo, ícone do AD&D, aparece também em uma versão dentro de uma aventura para Hackmaster, intitulada “Little Keep on the Borderlands”!

Hackmaster KC2201 - Little Keep on the Borderlands Onde estarão os olhos de Pagnyr’Parkus?

Desenhado por Brendon e Brian Fraim, na aventura ele é intitulado como uma estátua do demônio Pagnyr’Parkus, que é o nome que o Hackmaster deu para um demônio com essa aparência.

Mais uma homenagem bacana do Hackmaster!

domingo, 4 de setembro de 2011

Faça Você Mesmo: Pintando Miniaturas (Parte 6)

Agora que o básico sobre pintura de miniaturas já é conhecido, e talvez muitos já tenham começado a se exercitar com suas primeiras pinceladas, vamos nos aprofundar um pouco mais nas técnicas que darão maior realismo à pintura de suas miniaturas.

Lembre-se de aplicar todos os conceitos que já foram explicados até aqui ao utilizar essas técnicas.

Sombras e Luzes (Shades and Highlights)

A idéia principal por trás da grande maioria das técnicas mais avançadas de pintura é simular pontos de sombreamento e iluminação na miniatura. Isto serve para fortalecer o senso de profundidade e ressaltar os detalhes na escultura, e se mostra necessário já que a luz incide nas miniaturas de forma um pouco diferente do que seria nos objetos reais que elas representam. Por isso essas técnicas normalmente são chamadas de efeitos de luzes (highlights) e sombras (shades).

Apesar do nome, algumas dessas técnicas também podem ser utilizadas para realizar degradês de cores, como na mudança do tom de pele do dorso para a ventre em um réptil.

Várias técnicas existem para esse fim, mas por hora veremos duas das mais básicas: a ponta seca (drybrush) e a aguada (washing).

Camada base

“Camada base”, “camada básica”, ou base coating, é o primeiro procedimento a ser realizado ao utilizar qualquer técnica de shades e highlights. Consiste em pintar a área com uma única cor sobre a qual as técnicas de pintura avançadas serão realizadas.

Na maioria dos casos, a camada base é feita na cor média que se quer obter naquela determinada área (por exemplo, vermelho no caso das escamas de um dragão vermelho).

Ponta Seca (Drybrush)

A técnica da “ponta seca”, ou drybrush, é um dos modos mais fáceis e rápidos de realizar o highlight em superfícies com texturas. É uma técnica difícil de ser aplicada em áreas muito pequenas e por isso algumas pessoas não a recomendam, mas em contrapartida também é muito mais simples do que outras técnicas de highlight. Funciona muito bem para a pintura de escamas, cotas de malha, pêlos, cabelos, e para usar em cenários (como rochas, por exemplo).

Para aplicar essa técnica, a primeira coisa a fazer é aplicar a camada base sobre a área a ser trabalhada. Como dito anteriormente, a camada base normalmente é da cor que se quer para a região, num tom mais escuro do que será aplicado no drybrush. Uma excessão a essa regra é para pintura de cota de malha, onde a camada base deve ser aplicada em preto, mesmo que o drybrush seja feito em prateado, obtendo-se um resultado final melhor.

A idéia por trás do drybrush é retirar quase inteiramente a parte líquida da tinta do pincel, deixando ele quase seco, mas ainda com pigmentos. Para isso, mergulhe o pincel na tinta o suficiente para cobrir metade das cerdas e retire a maior parte da tinta passando as cerdas em um papel toalha até a tinta parar de deixar traços visíveis.

Então pincele de leve a superfície com a camada base já seca, usando as pontas das cerdas, de modo que a tinta irá aderir apenas nas áreas mais proeminentes. O drybrush pode ser aplicado em várias camadas sobrepostas, mas a cada nova camada deve-se misturar a tinta em um tom mais claro que o anterior, e a cada vez as pinceladas devem ser mais leves e superficiais que na camada anterior.

Aguada (Washing)

“Aguada”, wash, ou washing, é de certo modo uma técnica irmã do drybrush, mas para realizar shades de forma rápida. Também é melhor para superfícies com texturas, como escamas, cotas de malha, pêlos, cabelos, mas funciona bem também para ressaltar dobras de roupas e outros detalhes das miniaturas.

Para aplicar o washing também é preciso primeiro aplicar a camada base. Com a camada base seca, é necessário diluir um pouco de tinta para realizar o washing. A diluição deve ser bem aguada, numa proporção de 2/3 de água para 1/3 de tinta, ou ainda mais aguada. O importante é não deixar a tinta grossa demais, pois isso pode estragar sua pintura.

Ao aplicar a tinta diluída sobre a área escolhida ela deve escorrer e se alojar nas áreas mais profundas e reentrâncias, gerando a ilusão de sombras. Cuidado para não aplicar o washing com muita tinta no pincel, pois isso pode acabar afogando sua miniatura em tinta possivelmente estragar seu trabalho. O melhor é trabalhar aos poucos e com calma.

Para o washing a tinta diluída não precisa ser da mesma cor que a camada base, apenas mais escura que ela. É comum aplicar washing com tinta preta ou marrom diluída, independente da cor da camada base.

Essa técnica tem mais aplicações do que o drybrush, mas é um pouco difícil de ser domada com perfeição. Quanto mais você dilui a tinta acrílica, mais fraca fica a cor, e o resultado é que o washing pode ser utilizado sempre que você não quer esconder completamente uma superfície com a tinta.

Combinando Washing e Drybrush

As duas técnicas que expliquei acima podem ser aplicadas em conjunto obtendo um resultado final muito bom. Para isso é importante que primeiro seja aplicada a camada base, depois o washing, e por último o drybrush.

Perceba também que a última aplicação de tinta, seja com qual técnica for, deve estar bem seca antes de se aplicar a seguinte, caso contrário todo seu trabalho será destruído.

Brothers Barbarian Legendado em Português!

Ótimas notícias! O grande Rafael Beltrame, do Módulos RPG, conseguiu o script original com um dos atores, e já começou a legendar em português os episódios da web série “Brothers Barbarian”.

Confiram lá o primeiro episódio legendado!

BB

sábado, 3 de setembro de 2011

Faça Você Mesmo: Ratos Gigantes!

Esta semana foi um pouco atribulada, havia bastante coisa pra fazer no trampo, estive doente, cansado, e acabei não conseguindo escrever nada durante a semana.

Nada mesmo, nem aqui para o blog, nem para o AD&D 3.5, nem para minha campanha de RPG, nem mesmo para um projeto que estou participando com o pessoal da lista de discussão do Old Dragon.

Então, só pra não deixar o pessoal que segue o blog no vácuo, hoje dou uma pausa na série sobre pintura de miniaturas para mostrar a vocês meus adoráveis ratos gigantes!

Essas peças não foram esculpidas por mim, e nem são esculturas das melhores, pois tratam-se de ratos de plástico que pertenciam a um velho boneco da coleção do desenho do Rambo. Originalmente eles eram totalmente pretos, e tudo o que eu fiz foi pintá-los e colá-los em bases da Kimeron Miniaturas.

Ratos Gigantes “Eu não devia ter acendido essa tocha…”

Ratos Gigantes (1)Tomara que ele seja de nível alto…

O cara com a tocha é uma das miniaturas oficiais do D&D e serve apenas para comparação. O tile sob aspeças também é da Kimeron. A pintura dos ratos não é das mais elaboradas, mas em minha opinião eles ainda são mais legais do que os ratos gigantes das coleções do D&D lançadas pela Wizards of the Coast!

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