sábado, 12 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Possui a Arte Interna Mais Inspiradora?

Existem vários jogos com uma arte interna bonita e realmente empolgante. Dentre estes jogos, há alguns  que eu gostaria de citar aqui.

O primeiro é o Legends of the 5 Rings 4ªed. As ilustrações dos livros são incríveis, se beneficiando grandemente das artes confeccionadas para o card game do cenário. As ilustrações ajudam bastante a entrar no clima do jogo e ajudam a dar algumas boas ideias de aventuras e personagens.

Há um jogo nacional que também merece ser citado: o Crônicas RPG. Eu confesso que a premissa do jogo não me atraiu muito, mas a arte do livro é linda. Quando eu vi o livro impresso pela primeira vez, eu quis jogar em um cenário que remetesse àquela arte.

Não poderia deixar de citar o Karameikos: Terra de Aventuras, o semi-cenário (o cenário na verdade é Mystara, Karameikos é apenas um dos reinos do cenário) de AD&D publicado por aqui pela Editora Abril nos anos 1990. A arte que utiliza diferentes versões da mesma cena para fazer referência aos diferentes estilos artísticos do reino ao longo da história é genial, conferindo uma imersão na história do local de forma muito eficiente.

Mas como a pergunta é sobre a arte mais inspiradora, e não necessariamente a mais bonita ou adequada ao cenário, eu vou eleger outro jogo como o que acho mais inspirador. O título vai para a caixa básica do D&D da GROW.

Sempre me perguntei o que há por trás dessa porta.

Claro que tem um componente de nostalgia aí, mas ainda hoje eu acho a arte de Terry Dykstra inspiradora. Não é só a questão de gostar do traço do ilustrador, ou de ser fã de arte preto & branco, mas é o fato de as ilustrações darem a impressão de sempre haver algo acontecendo.

Não é apenas uma imagem ilustrativa das 3 raças semi-humanas, os personagens parecem realmente explorar um local repleto de aventuras (veja a curiosidade nos olhos do anão, e a preocupação na face do halfling).

Não daquele modo "cena de filme de ação barato" que é comum na arte de fantasia atual, mas de uma forma que mesmo quando a cena não mostra algo acontecendo realmente, ela da a sensação de que aquilo é parte de uma cena maior, que há mais significado naquela imagem do que é mostrado, levando nossa mente a imaginar que aventuras estarão se passando com aqueles personagens. Isso para mim é que são ilustrações inspiradoras!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual “Jogo Morto” Você Gostaria de Ver Renascido?

Em uma época em que temos republicações de Metamorphosis Alpha, edições de 20 anos de Werewolf The Apocalipse, os livros de AD&D disponíveis novamente em PDF, e InNomine e Castle Falkenstein sendo traduzidos e republicados no Brasil, fica até difícil encontrar um "jogo morto" para ser ressuscitado.

Mas um jogo que eu sempre achei que poderia ser melhor explorado é Desafio dos Bandeirantes


Devidamente reformulado visualmente, com uma atualização de sistema com mecânicas mais modernas, este que por muitos é considerado o primeiro RPG verdadeiramente brazuca seria um jogo muito interessante de se ter republicado.

É verdade que houveram atualizações e tentativas até de adaptação para o sistema D20, mas nunca houve uma verdadeira nova edição do jogo, o que é uma pena.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Onde Você Vai Para Encontrar Resenhas de RPG?

A maior parte do tempo eu leio resenhas de RPGs na internet, em variados sites e blogs, geralmente quando esbarro com elas no Facebook ou no Google+. Já houve blogs que eu visitava com frequência para ler resenhas, mas hoje em dia boa parte deles não existe mais e eu passei a não ter mais um local de preferência para ler resenhas.

E raramente procuro especificamente por elas, vou lendo meio por acaso, quando as encontro. E isso é importante: lendo. Não curto muito video-resenhas e muito menos podcasts. Eu realmente não tenho muita paciência para podcasts.

Mas quando eu realmente quero saber algo a respeito de um jogo de RPG, principalmente quando este jogo é meio obscuro ou de alguma maneira bizarro, há uma fonte à qual eu sempre posso recorrer: o meu amigo Guido.

O Guido é um cara que já leu uma enormidade de RPGs diferentes, e quanto mais estranho o jogo maior a chance dele conhecer. Ele é quase uma enciclopédia de jogos de RPG underground. Mas ele não se mantém restrito aos RPGs mais underground, também conhece muitos dos jogos mais mainstream, então ele é sempre uma boa fonte para conhecer um pouco mais sobre jogos novos e coletar opiniões a respeito.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual É Um Bom RPG Para Jogar Por Cerca de 10 Sessões?

Eu penso que os jogos da linha Storyteller / World of Darkness são bons jogos para se jogar por cerca de 10 sessões. Nunca joguei os jogos da linha Storytelling / New World of Darkness, que são a "nova encarnação" da linha anterior, mas pelo que li deles penso que também devem encaixar-se perfeitamente  nessa escala de jogo.

Acredito que esses jogos funcionam bem em histórias curtas, mas com tempo o suficiente para se aprofundar nas personagens e criar muitas oportunidades de roleplay.

E por vezes, esses jogos também mostram-se um pouco problemáticos em campanhas longas, onde as personagens evoluem muito suas planilhas, pois em grande parte os sistemas não comportam muito bem o crescimento de poder das personagens. Não raro nestes jogos perde-se muito da proposta do horror pessoal quando as personagens evoluem em poder, pois faltam mecânicas para amarrar a evolução a um horror crescente (Hunter: The Reckoning é um dos melhores da linha nesse aspecto, com uma mecânica em que quanto mais poderoso o caçador, mais louco o obcecado ele fica).

Especialmente ideais para mini-campanhas de cerca de 10 sessões são os jogos mais complexos, como Wraith: The Oblivion ou Mago: A Ascensão. Porque eu acho muito fácil perder-se o foco principal nesses jogos e acabar enveredando para algo diferente, seja devido à temática mais tensa ou à gama de possibilidades oferecida pelos cenários. Assim, campanhas curtas são melhores para jogar esses jogos e conseguir manter a imersão devida na aventura.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual É Um Bom RPG Para Jogar Sessões de 2 Horas ou Menos?

Para sessões curtas eu sempre opto pela dobradinha Old Dragon e seu irmão futurista Space Dragon. Principalmente se forem sessões one shot. Não à toa estes são meus jogos de escolha para mestrar em eventos.

E a razão é clara: são jogos com regras familiares, relativamente simples, onde é fácil improvisar a resolução de qualquer situação sem "quebrar" o jogo.

Mas o mais importante de tudo, são jogos em que a criação de personagem é extremamente rápida. Se for necessário montar personagens antes do início do jogo, isso pode ser feito sem tomar muito tempo das 2 horas de sessão. Se algum personagem morrer e um jogador precisar montar outro personagem no meio da sessão, é possível fazer tranquilamente sem atrapalhar a sessão, e a tempo do jogador voltar a jogar antes do fim das 2 horas.

Jogos em que a criação de personagem toma tempo demais não são bons para sessões curtas. Se só a montagem de personagem toma quase 2 horas, com apenas esse tempo por sessão você passa a ter de marcar uma sessão só para criar personagens, o que é meio frustrante.

Por isso que na minha opinião os dragões brasileiros sempre serão uma boa escolha para jogos de curta duração (apesar de serem bons para campanhas longas também)!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual Foi Sua Sessão de RPG Mais Impactante?

É bastante difícil escolher a sessão mais impactante. Afinal, o que é "impactante"? O que isso quer dizer realmente? E dentre tantas sessões de jogo, boas e ruins, como escolher qual teve mais impacto?

Decidi que para responder a essa pergunta eu deveria escolher uma sessão que eu tenha participado como jogador, e não mestre. E a sessão tem de ter criado algum impacto duradouro, nas sessões seguintes, na campanha, no cenário, no que for.

Com isso em mente, eu escolho minha primeira sessão de D&D 3.0 ainda no ano 2000, poucos meses após o lançamento do jogo. Decidi montar um guerreiro, e decidi que ele teria o feat whirlwind attack (ainda que isso fosse levar muitos níveis). Decidi também que ele iria se tornar um dwarven defender, porque achei o conceito da classe muito legal, e porque também era a única prestige class de guerreiro no livro. E que ele seria humano.

Pois é, perceberam a falha no plano? Humanos não podem ser dwarven defenders, uma classe específica para anões. E eu tinha total consciência disso. Vai daí que inventei uma história completamente maluca de que após anos em uma guerra, o pai de meu personagem retornava para casa para descobrir que sua esposa tinha um filho recém-nascido, o qual ela jurava que era filho de Moradin, deus dos anões. O homem engole a história, e cria seu filho dizendo a todos que é essa a verdade. Alguns anos após, os pais morrem em um ataque de orcs e a criança é criada por um grande amigo da família, um guerreiro anão, que honra a memória do falecido amigo defendendo até as últimas consequências essa história absurda.

E assim nascia Mormegil, o guerreiro humano caótico e bom completamente normal que se dizia um semideus filho de Moradin. E exigia de todos a deferência devida a um semideus.

Essa primeira sessão foi impactante porque meu personagem contava essa história com tanta convicção, e agia de acordo com tal afinco, que o mestre mandou eu anotar um bônus natural de +4 e na perícia Blefar (não é que Mormegil não acreditasse nessa história, mas ao mesmo tempo ele tinha consciência de que ele não era mais humano que ninguém que ele conhecia - ainda assim, todo mundo que ele amava não poderia estar mentindo, não é?)

Ele mentia feitos e habilidades que um guerreiro de 1º nível obviamente não possuíam, e vendia-se como um grande herói para alavancar sua reputação. E no fim, isso acabou dando certo. Bastante certo.

Ele tornou-se um grande herói, "derrotou" um deus apenas com sua lábia, tornou-se o primeiro (e único) dwarven defender humano do mundo, constituiu família, deixou uma filha como uma grande aventureira no cenário, e tornou-se um marechal em uma guerra interplanar contra uma horda de demônios invasores. Mais do que um personagem de nível alto, ele tornou-se um NPC importante no cenário em que jogávamos.

E aquela primeira sessão, em que eu inventei histórias absurdas como um louco, moldou completamente a personalidade do personagem e o modo que ele influenciou o cenário. Tudo porque eu decidi que daria um jeito do mestre ter de deixar meu personagem humano ter uma classe específica para anões - no roleplay.

domingo, 6 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Você Pode Jogar Todos os Dias Por Uma Semana. Descreva o Que Você Faria!

Para responder a essa questão eu vou assumir que não só eu tenho todo esse tempo disponível, como também todo um grupo disposto a encarar o feito que eu estiver planejando e com o mesmo tempo livre. O que, na verdade, é sempre a parte mais difícil.

Pra ser sincero, no passado eu já tive a oportunidade de jogar todos os dias da semana. Isso foi nos meus tempos de 2º grau (atual ensino médio), lá pelos idos de 1998-2000. Havia (na verdade ainda há) uma loja especializada em RPG ao lado de onde eu estudava, e eu me reunia com uns amigos ali todos os dias após as aulas (ou, às vezes, nos intervalos entre elas) e jogávamos alguma coisa.

Houve épocas em que tínhamos várias campanhas diferentes correndo em paralelo, uma em cada dia: InNomine, GURPS, MERP, A&D, etc..., jogávamos um pouco de tudo.

Às vezes intercalávamos os jogos de RPG com card games (a febre dos board games ainda não havia começado naquela época): Magic the Gathering, Legends of the 5 Rings, BattleTech, Rage, Jyhad, Groo The Game, etc..., também sem muito preconceito. eu nem tinha cartas das maiorias dos jogos exceto Magic, e jogava com os baralhos dos meus amigos.

Mas quando o D&D 3.0 foi lançado, conseguimos uma cópia dos livros (cópia mesmo, era um xerox) aí começamos logo uma campanha e todos os dias jogávamos uma sessão. Eram tempos bons aqueles!

Mas respondendo à pergunta, se hoje em dia eu tivesse a mesma oportunidade, das duas uma: ou eu iria fazer uma mini campanha de D&D (qualquer edição) ou Old Dragon, e jogá-la diariamente até conseguirmos terminar - com direito a sessões estendidas com comilança de primeira (um churrasco, porque não?), ou então iria tentar várias aventuras one-shot com diversos sistemas diferentes, para conhecer alguns jogos novos e matar saudades de alguns velhos conhecidos.
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