quarta-feira, 29 de junho de 2011

Máxima Old School do Dia:

Gygax Crystal Castle "O mestre é deus, e os dados são seu instrumento."

Essa é a máxima do RPG old school de hoje. E antes que os fanáticos religiosos de plantão se assustem, o que quero dizer com isso é que num jogo de RPG old school, a palavra do mestre de jogo é lei, e as regras, ou mesmo o rolar de dados, é apenas secundário.

Dados rolam-se apenas quando e se o mestre decidir que são necessários. Regras também valem e deixam de valer quando e se ele quiser. E isso é feito pelo bem da diversão do grupo. O bom-senso do mestre é a única regra imutável.

E obrigado ao pessoal da lista de discussão do Old Dragon por esse pequeno momento de iluminação old school.

domingo, 26 de junho de 2011

Remakes da Arte de Trampier no DCCRPG

Com o lançamento do Dungeon Crawl Classics Beta Rules (ou DCCRPG), pudemos ver mais algumas homenagens a clássicas peças de arte de David Trampier presentes na primeira edição do AD&D.

Duas delas já foram alvo de postagens minhas mostrando como versões destas ilustrações foram usadas mais de uma vez na história do D&D. Então, para apreciação de vocês, as versões presentes no DCCRPG.

A primeira ilustração é uma versão de Emerikol, the Chaotic:

Lokerimon the Lawful, Dungeon Crawl Classics Beta Rules, pg 49Lokerimon the Lawful, Dungeon Crawl Classics Beta Rules, pg 49

A única diferença aqui é que o cara se chama Lokerimon, e ao invés de ser "O Caótico" ele é "O Ordeiro".

A segunda ilustração é uma versão da ilustração que eu chamo de Treasure Hunters (mas caso alguém saiba o nome original, por favor me informe):

Dungeon Crawl Classics Beta Test, pg 06 Dungeon Crawl Classics Beta Rules, pg 06

Aqui os aventureiros abrem um sarcófago e não um baú, mas percebe-se facilmente que são os mesmos três da ilustração original de Trampier.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Nunca Antes na História do RPG…

Pois é, como diria o Lula: “Nunca antes na história do RPG aconteceu uma coisa dessas!”

O AD&D 3.5 nem está pronto, e já temos fãs produzindo material para o sistema! Tudo bem que esse “fã” é a INapta, e ela tem informação privilegiada, mas tá valendo!

Então, vejam lá no Meio-elfo, Meio-calabresa a mais nova magia para o AD&D 3.5: “Invisibilidade Piorada”!

homem-invisivel-4

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A RPGCON 2011 Se Aproxima!

banner_RPGCON 2011Faltam pouco mais de 15 dias para a RPGCON 2011, um dos maiores eventos anuais de RPG do Brasil.

Esse ano é a terceira edição do evento, que acontecerá em São Paulo, nos dias 09 e 10 de julho (sábado e domingo, respectivamente). O local será o Colégio Santa Amália, que fica na Avenida Jabaquara, nº 1673, próximo ao Metrô Saúde da Linha Azul do Metrô.

A RPGCON contará com mesas de RPG, palestras, exposições dos grupos e associações, mesas especiais, Boardgame Con, uma Feira de RPG Independente, o III Encontro de Blogs de RPG, Torneio Tentacular, o Campeonato Nacional de DDM, BotecoRPG e Metal RPGCON.

Os ingressos antecipados custam R$ 15,00 para cada dia, e podem ser comprados até o dia 1º de julho. Após esta data, os ingressos só poderão ser adquiridos na bilheteria do evento, ao custo de R$ 30,00 por dia, ou R$ 15,00 por dia no caso de meia-entrada.

Maiores informações e instruções de como chegar ao local do evento podem ser encontrados no site oficial da RPGCON 2011.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Todos Adoram o Ídolo

Já não é novidade para ninguém que a famosa ilustração de David Trampier para a capa do Player’s Handbook da 1ª edição do AD&D é uma das ilustrações mais homenageadas dentro do círculo rpgístico.

E parece que realmente continuará a ser assim ainda por muito tempo, afinal, todos adoram aquele ídolo (trocadilho sem-vergonha, eu sei…)!

A um tempo atrás, o Rafael Beltrame postou no finado Vorpal algumas ilustrações de Brian “Glad” Thomas, e eu logo notei que em uma delas há uma referência ao famoso ídolo. A ilustração em questão é esta aqui:

Anomalous Subsurface Environment Cover - Brian Glad ThomasAnomalous Subsurface Environment cover – por Brian “Glad” Thomas

O ídolo é um pouco diferente, com apenas um chifre, mas a semelhança é inquestionável. E o mais legal é que ela é a capa da aventura Anomalous Subsurface Environment, de Patrick Wetmore do blog Henchman Abuse.

Mas não é só aqui que eu encontrei nosso querido ídolo. Em duas ilustrações de Stefan Poag também há referências à obra prima de David Trampier:

stefanpagAqui aparece apenas a cabeça do ídolo, mas com certeza é ele. Por Stefan Poag.

Small_AllSides_surprise_attackTwistEsta ilustração, também de Stefan Poag mostra uma cabeça que lembra muito a do ídolo. Infelizmente não consegui ela numa resolução maior.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

As Escolas de Magia

Hoje em dia, quando se fala em “escola de magia” é provável que muita gente pense em Hogwarts, a instituição de ensino mágico de Harry Potter, no entanto, em Dungeons & Dragons o termo não tem nada a ver com isso.

Schools of MagicO termo “escola de magia” em D&D diz respeito a um sistema de classificação dos efeitos mágicos, que se baseia em dividir as magias em grupos de acordo com o resultado gerado por elas. Assim, magias que criam imagens e sensações não-reais ou semi-reais são incluídas na Escola de Ilusão, magias que alteram ou transformam as caracteristicas de um ser, situação ou objeto fazem parte da Escola de Alteração, magias que lidem com as forças da vida e da morte pertencem à Escola de Necromancia, e por aí vai.

No entanto, como qualquer forma de classificação, o sistema de escolas de magia é um construto humano que tem como intuito auxiliar o estudo e a compreensão da magia. Ainda que seja construído de modo a tentar classificar as diversas formas de magia de maneira mais próxima possível da realidade (uma realidade fictícia de um mundo de jogo fictício, mas vocês me entenderam), ainda não passa de uma sistemática artificial que para a magia propriamente dita não quer dizer muita coisa (caso a magia fosse uma entidade consciente e pudesse raciocinar sobre o assunto, claro).

Desse modo, as escolas de magia em D&D funcionam de forma muito similar ao sistema de classificação biológico do mundo real. O sistema de classificação biológico, utilizado na Biologia para classificar os seres vivos, tem por função unicamente facilitar o estudo dos seres vivos e clarificar as relações evolutivas entre os diversos organismos, e portanto está longe de ser algum tipo de Lei Universal ou Regra Divina; é um sistema artificial criado por homens e que pode ser falho ou precário em alguns casos, razão pela qual de tempos em tempos alguns conceitos são revistos e organismos reclassificados de forma mais adequada. Ambos os sistemas (a classificação biológica e as escolas de magia) tentam ser o mais fiéis possível em relação à realidade observada de seus objetos de estudo, mas não é o sistema que define como as coisas devem acontecer, o objeto de estudo (no caso das escolas de magia, as próprias magias) apenas é o que é, e o sistema é que deve se adequar a ele.

Vocês devem estar pensando: “Então quer dizer que não é tudo bem organizadinho e perfeitinho, pronto pra usar igual a uma receita de bolo?”. Pois é. Complicado? Talvez, mas encarar desse modo torna tudo mais fácil.

A 3ª edição do D&D organizou as magias de um modo muito “conveniente”, mas algumas vezes pouco “realista”. Mecanicamente falando, é bem mais fácil usar as magias classificadas nas escolas em que elas aparecem na 3ª edição, mas ao mesmo tempo você olha para algumas magias e pensa “será que essa escola tá certa mesmo, ou é erro de impressão?”. O AD&D seguia um pouco mais os conceitos que falei acima. Por isso, as magias de cura pertenciam à Escola de Necromancia, já que lidam com vida e morte, mas o D&D 3ª edição achou que seria estranho o seu clérigo ordeiro e bom fazer magias de Necromancia e jogou as magias de cura para a Escola de Alteração. Do mesmo modo, no AD&D 2ª edição havia magias que pertenciam a duas escolas ao mesmo tempo, simplesmente porque elas eram difíceis de serem encaixadas apenas nessa ou naquela escola, algo totalmente impensável dentro da mecanicidade das regras do D&D 3.5.

Onde eu quero chegar? Eu quero é dizer: Mestres, sejam livres! A sistemática das escolas é legal, acho que adiciona bastante clima ao jogo, no entanto não é necessário ficar extritamente preso ao que está no livro. No seu mundo de jogo as magias podem se comportar de forma que às vezes não se encaixe totalmente nas definições do sistema, mas nem por isso será um problema.

Se um mago especialista tem de abdicar das “escolas de magia opostas” à sua, isso não quer dizer que há uma barreira metafísica, uma “força da natureza” que o leva a isso. Apenas que as escolas opostas são aquelas que não possuem quase nenhuma correlação com a sua área de dedicação, e como todo mundo que decide se especializar profundamente em uma área de estudo, ele necessita abrir mão de estudar alguma outra coisa.

Do mesmo modo, um mago não precisa se focar apenas nessa ou naquela escola (ou mesmo grupo de escolas) para ser “consistente”. É totalmente possível o mago aprender magias de qualquer escola e ainda assim se especializar em um tema. Um mago “ladino” por exemplo, poderia aprender Patas de Aranha, Invisibilidade, Truque de Corda, Disco Flutuante de Tenser, Escuridão, Abrir Portas, Teleporte, Bolso Arcano... são magias de escolas variadas, e ainda assim consistentes com um tema.

Magic the Gathering colors whell Do mesmo modo, pode ser que no cenário existam outros sistemas de classificar as magias. O sistema de cores de Magic: The Gathering, por exemplo, usa 5 cores para agrupar conceitos amplos nos quais divide as magias, e cada cor é oposta a outras duas; no entanto existem magias de mais de uma cor, e mesmo magias composta de cores consideradas opostas. Seria possível também agrupar as magias dentro dos quatro elementos básicos (Terra, Ar, Água e Fogo), e criar um sistema a partir disso. Esses outros sistemas podem existir concomitantemente ao sistema clássico de escolas do D&D, ser uma expansão dele (efetivamente aumentando o número de escolas existente), ou então substituí-lo por completo.

O importante é apenas não deixar que isso tire a diversão do jogo. Seja lá qual for o sistema para classificar as magias, ele deve colaborar para a diversão e a ambientação do cenário, e não para tornar-se um sistema de regras rígido e chato que só serve como assunto para os advogados de regras.

domingo, 19 de junho de 2011

Novo Trailer de Conan the Barbarian

Foi divulgado mais um trailer do filme Conan the Barbarian, que deve estrear esse ano. Esse é um trailer censurado para menores de 17, então é um pouco mais violento e mostra cenas de sexo.

Vejam o trailer:

Agora, minhas considerações.

Primeiro, Ron Perlman é um cara que sempre fica bom em seu papel (ao menos é o que parece pelo pouco que se pode ver no trailer). Jason Momoa passa por Conan sem muitos problemas, apesar de que ainda não há muitas cenas dele com falas para se er certeza.

As cenas de luta são muito coreografadas para o meu gosto. Porque há tantos golpes de costas e outras firulas desnecessárias? As lutas do primeiro filme de Conan, com o Arnold Schwarzenegger, me agradam mais: simples e cruas, agressivas e rápidas, cada golpe era mortal (me fazem pensar no termo “hiborianas”).

Também já prevejo que não vou gostar da trilha sonora. Sou da opinião que filmes desse tipo não devem ter músicas modernas como trilha. A música que aparece no trailer é justamente o tipo de coisa que eu não esperaria em um filme de Conan.

E, afinal, por que diabos tem uma explosão nesse filme? E mais, por que essa explosão é CGI e não real? Saudades dos filmes de antigamente…

Agora é cruzar os dedos e esperar que eu esteja errado sobre esse filme.

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