sábado, 31 de dezembro de 2011

Bazar das Maravilhas: Carta Vermelha da Expulsão

Às vezes a inspiração vem dos lugares mais inusitados…

Carta Vermelha da Expulsão

The-Bishop_sangue Contam as lendas que estes raros objetos sagrados são feitos embebendo cartas comuns de tarô ou baralho no sangue de um homem santo. As cartas mais comumente usadas são aquelas que representam algo ligado à religião do santo, como o Sol, o Bispo, a Morte, etc. Estas cartas conferem a qualquer um o poder de Expulsar Mortos-Vivos, utilizável 3x ao dia, como se fosse realizada por um clérigo de mesmo nível que o usuário do item (ou Dado de Vida, no caso de monstros ou personagens sem classe). No caso do usuário ser um clérigo que já possua o poder de Expulsar Mortos-Vivos, ele pode utilizar a Carta Vermelha da Expulsão para realizar três expulsões a mais por dia, podendo mesmo utilizá-la para tentar afastar mortos-vivos que já tenha tentado expulsar normalmente e falhado. Para que surta efeito, a Carta Vermelha da Expulsão deve ser erguida com convicção e firmemente, voltada para os mortos-vivos a serem afastados.

Em sua campanha: Estes objetos são muito úteis para qualquer tipo de grupo, mas principalmente para aqueles que não dispõe de um clérigo. Incluí-lo em sua campanha significa conferir a seus jogadores uma considerável vantagem contra mortos-vivos, já que mesmo não clérigos passam a poder derrotar vários deles em uma única rodada.

Com tamanho poder, o melhor a fazer é tornar estes objetos itens inestimáveis, verdadeiras relíquias, do tipo que provavelmente a religião original para a qual foi feita a Carta Vermelha da Expulsão faria qualquer coisa para reaver.

p.s.: Um obrigado especial à INapta pela ilustração da Carta!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Tecnologia Medieval: Pontes Vivas

É comum nos cenários de fantasia que elfos e outras criaturas fortemente ligadas à natureza vivam nas florestas e construam suas cidades em perfeita harmonia com o meio. Algumas vezes, esses assentamentos chegam mesmo a serem formados de construções vivas feitas com as árvores da floresta. Mas é claro que isso é algo puramente fantasioso. Ou será que não?

Tree bridge 1 Na região de Cherrapunji, no estado indiano de Meghalaya, os moradores locais utilizam as raízes de árvores da espécie Ficus elastica para construir pontes vivas sobre os rios da região. Cherrapunji é uma área muito chuvosa, considerada a região mais úmida do mundo, e pontes de madeira comum apodreceriam muito depressa. Pontes vivas não sofrem esse problema!

Tree bridge 2Para construir estas pontes, os moradores locais criam estruturas de troncos ocos, espécies de pontes de madeira precárias, por onde eles colocam as raízes ainda pequenas das árvores. As raízes então crescem por sobre a estrutura, chegando ao lado oposto onde são permitidas a se fixar no solo.

Este vídeo mostra como as pontes são construídas.

Em média, estas pontes vivas levam de 10 a 15 anos para se tornarem funcionais. Algumas dessas pontes chegam a 30 metros de comprimento, e são capazes de sustentar o peso de mais de 50 pessoas.

Tree bridge 3 Um detalhe do entrelaçamento das raízes na estrutura das pontes.

Como as raízes que formam as pontes estão vivas e continuam a crescer, quanto mais tempo passa, mais resistentes estas pontes se tornam. Acredita-se que algumas das pontes usadas ainda hoje pelo povo da região tenham cerca de 500 anos, o que faz com que tenham sido construídas logo após o fim da Idade Média.

Tree bridge 4 Estas pontes são construídas sem praticamente nenhuma tecnologia, o que torna a técnica perfeita para um cenário de fantasia medieval, e como atestam os fatos, não há nada de “irreal” nestas estruturas. O tempo que elas levam para ficar prontas não é realmente grande nem para humanos, para seres longevos como elfos seria praticamente insignificante; e a durabilidade delas se encaixaria perfeitamente com os parâmetros élficos.

Tree Bridge 5 Além disso, as fotos e imagens dessas pontes do mundo real são perfeitas para auxiliar a formar uma imagem mental da descrição de um vilarejo élfico com construções “vivas”.

Tree bridge 6

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Lançamento - Thousand Suns: Rulebook

Thousand Suns Há aqueles que pensam que a OSR vive apenas de retroclones do D&D, mas a verdade não é bem assim!

Thousand Suns: Rulebook, escrito por James Maliszewski, autor do blog Grognardia, é um RPG de ficção científica baseado nas obras do gênero escritas nas decadas de 1950 a 1970 – a época das histórias de “impérios galácticos” de autores como Isaac Asimov, Poul Anderson e H. Beam Piper.

O livro de 276 páginas possui 15 capítulos cobrindo desde criação de personagens a combates entre espaçonaves, passando pela criação de raças alienígenas e até mesmo como criar mundos inteiros.

Thousand Suns: Rulebook está disponível em PDF e também pode ser adquirido impresso, em versão brochura ou capa dura, através da RPGNow.Grognardia games black_on_white_WEB

Thousand Suns: Rulebook, junto com a aventura The Cursed Chateau, é uma das primeiras publicações do selo Grognardia Games.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

tsr xmas

Para desejar a todos vocês que acompanham este blog um Feliz Natal, trago a vocês este cartão de natal daTSR do ano de 1977.

A ilustração é de David Trampier (que aparece tentando pegar seu chapéu), e mostra a equipe daTSR na época. Ao lado de Trampier olhando para a “câmera” está Gary Gygax. Pulando de paraquedas está Robert Kuntz, e aquele caindo de cabeça é Joe Orlowski, editor da revista The Dragon na época. Pendurado no trenó encontra-se Dave Sutherland, sendo observado por Tom Wham. Jake Jaquet é aquele lendo um livro, e o trenó é conduzido por Tim Kask.

Espero que esta imagem lhes inspirem a rolar uma grande aventura de Natal!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Trailer do Jogo Migth & Magic Heroes VI

heroes-might-magic-6 O jogo de computador Might & Magic Heroes VI foi lançado em Outubro deste ano. Eu confesso que ainda não tive a oportunidade de jogá-lo, mas sempre gostei muito da série Heroes of Might & Magic (que por alguma razão agora teve seu nome invertido, mas tanto faz), sendo na minha opinião o melhor jogo de estratégia de fantasia de todos os tempos (sim, prefiro Heroes a Warcraft ou Age of Empires).

Apesar de ter gostado muito do 5º jogo da série, ainda acho o 3º o melhor de todos. No entanto, mesmo que esse novo episódio venha a ainda não conseguir superar a jogabilidade de seu irmão mais velho, uma coisa é certa: suas animações são incríveis!

Como exemplo, vejam esse trailer incrível do jogo. Simplesmente inspirador!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Tecnologia Medieval: O Auroque

Talvez o título da postagem soe estranho, já que o auroque trata-se de um animal. No entanto, se considerarmos a caça e a domesticação de animais como formas de conhecimento tecnológico, a coisa passe a fazer um pouco mais de sentido.

Auroque O auroque (Bos primigenius), ou urus como também é conhecido, era uma espécie de boi selvagem que ocupava toda a Europa, com exceção da Irlanda e norte da Escandinávia, Sibéria, Ásia Central, Oriente Médio, Índia, e Norte da África. A mais de 8.000 anos atrás grupos de auroques mais dóceis foram selecionados e domesticados pelo homem, e desta forma ele tornou-se o ancestral de todas as espécies de gado doméstico europeu (Bos taurus), assim como do zebu indiano (Bos taurus indicus).

Os auroques eram animais enormes, muito maiores do que os touros atuais. Os machos eram negros, com uma listra clara sobre a coluna dorsal, e alcançavam cerca de 1,80m de altura, 3,50m de comprimento, e pesavam cerca de 1 tonelada (tão grandes quanto os bisões atuais). As fêmeas eram muito menores, com apenas 1,50m de altura (o mesmo que um boi moderno), e tinham pelagem avermelhada, da mesma cor que seus bezerros. Em ambos os sexos os chifres eram virados para frente e podiam chegar a 75cm de comprimento.

LascauxBull Esses animais são os mesmo que foram pintados nas cavernas pelos neanderthais durante o Pleistoceno, e viveram por grande parte da Europa até o século XII, sendo depois reduzidos ao leste europeu, com o último espécime documentado morrendo em 1627 na Polônia. Eles foram extintos principalmente devido à caça pelo homem, redução de seu habitat natural, e competição com o gado domestico.

Isso quer dizer que os auroques eram animais presentes durante toda a Antiguidade e Idade Média européia, e faziam parte do dia a dia das pessoas daqueles períodos. Sendo animais de temperamento agressivo e violento, auroques eram considerados uma caça difícil e valiosa, e os romanos os utilizavam como uma popular besta a ser enfrentada em suas arenas.

Nas palavras de Julio Cesar em seu Commentarii de Bello Gallico, capítulo 6.28:

“[...] esses animais que são chamados uri. Eles têm quase o tamanho de um elefante, mas de natureza, cor e forma são touros. Sua força e velocidade são extraordinárias: não poupam nem homem nem animal uma vez que os avistem.”

Em nossas campanhas de RPG, que em sua maior parte refletem um tipo de Europa Medieval fantástica, incluir os auroques no cenário é uma boa forma de ao mesmo tempo criar uma atmosfera de realismo histórico e de diferenciar a fauna daquilo que nós conhecemos atualmente sem a necessidade de incluir “monstros” de verdade próximos das populações humanas.

Aurochs-HarderRepresentação de um auroque sendo atacado por uma matilha de lobos.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Trailer de “The Hobbit: An Unexpected Journey”

A notícia que tem se espalhado por todos os cantos desde ontem é o novo trailer da primeira parte da adaptação cinematográfica de O Hobbit.

Confiram:

Sendo um filme de Peter Jackson e uma produção praticamente nos mesmos moldes dos filmes de O Senhor dos Anéis, obviamente que The Hobbit não ficará ruim. Ainda que o roteiro não seja totalmente fiel ao livro, e que nem todos os anões pareçam anões.

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