segunda-feira, 6 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Como os Jogadores Podem Fazer Um Mundo Parecer Real?

No fim é sempre a vontade (e imaginação) dos jogadores que faz um mundo vivo de verdade.

Eu acho que a melhor maneira dos jogadores ajudarem a fazer um mundo parecer real é se interessando por coisas além dos objetivos imediatos da aventura, e interagindo com os diversos elementos do cenário.

Fazendo seus personagens conversarem com os NPCs, explorando detalhes obscuros do cenário, procurando lojas, contatos, guildas, parentes e amigos que criaram em suas histórias de background, esse tipo de coisa.

Em resumo, criando laços com o mundo à volta de seus personagens. Quando os personagens começam a se relacionar com o mundo, e a se importar com ele de alguma maneira, ele começa a se tornar um mundo vivo e "real" (ainda que apenas em nossa imaginação!).

domingo, 5 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: NPC Recorrente Predileto?

Eu ainda penso que um dos NPCs recorrentes mais memoráveis para mim, enquanto mestre, é o velho mago Nethril, conselheiro e mentor do grupo de aventureiros em minha primeira campanha de (A)D&D.

Mas como eu já falei dele lá em 2013, vou escolher um NPC recorrente que foi memorável em uma campanha em que eu era jogador: Larissa, a golem de carne!

Em uma campanha de D&D 3.5 que jogávamos, nosso grupo em certo momento encontrou uma mulher, que na verdade era um golem de pedra inteligente, transformado com uma magia Pedra em Carne, que foi a serviçal de um mago poderoso do passado. Ela acabou sendo recrutada como parte do grupo, e era definitivamente um de nossos membros mais poderosos (porque, afinal, golens são imunes a quase tudo!).

Era interessante, porque ela era um personagem totalmente pacífico, gentil e inteligente, que era visto por parte do grupo como uma potente arma, quase um equipamento (porque ela era um construto, e não um ser natural), e por outra parte como um pessoa de verdade, com direito a escolher seu próprio destino.

Acho que originalmente nunca foi intenção do mestre que ela acompanhasse os personagens, apesar dele ter acabado permitindo isso, porque por vezes ele encontrava desculpas para ela não nos acompanhar nas missões - porque sim, nós queríamos levá-la para cima e para baixo, em todo lugar, pois as imunidades dela sempre eram uma mão na roda!

sábado, 4 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: NPC Mais Memorável?

O NPC não-recorrente mais memorável, para mim, acho que foi o Papai Noel. Sim, esse Papai Noel mesmo que você está pensando!

Eu usei o Papai Noel como o Lorde Negro de um Domínio de Ravenloft em uma aventura especial de Natal que mestrei para meu grupo, como parte da nossa campanha no cenário. Nicolaus Klaus era um druida obcecado com o bom comportamento de sua comunidade e a obediência aos ritos religiosos, que abduzia as crianças mal-educadas para forçá-las a trabalharem, sob jugo de membros do povo fada que ele comandava, em sua oficina de presentes.

Claro que não demorou muito pros personagens dos jogadores descobrirem que, ou eles combatiam aquele druida pseudo-bondoso e livravam aquelas pessoas de seu jugo maligno, ou nunca mais sairiam daquela vila no extremo norte gelado.

Além do Papai Noel, nessa mesma aventura também havia uma pequena criatura faérica feita de gravetos que servia de má vontade o druida, e era extremamente rabugenta, que foi muito divertida de interpretar, e da qual também sempre me lembrarei.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: O Que Confere "Capacidade de Permanência" a Um Jogo?

Acho que essa pergunta pode ser respondida de mais de uma maneira.

Mercadologicamente falando, penso que um jogo consegue manter o fôlego enquanto produto com lançamentos constantes, suporte aos jogadores, e mantendo a comunidade de fãs ativa, interessada e participativa.

Em mesa, o que mantém um grupo interessado em um jogo é a robustez do sistema relativo ao estilo de jogo proposto, isso é, sua funcionalidade intrínseca e sua capacidade de sustentar modificações e ajustes (as ditas house rules) sem desmoronar completamente (e a facilidade de implementá-las eu diria que também é importante), e também as possibilidades de variação de temas (não necessariamente estilo ou cenários) abordados pelas aventuras.

Um outro aspecto, um tanto independente dos demais, é a qualidade do cenário, o quanto de interesse ele consegue atrair do grupo, de forma a mantê-los jogando e interessados em criar histórias nele, independente do jogo continuar recebendo suporte de publicações, ou da qualidade do sistema.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Começou a Pré-Venda: A Relíquia do Vale do Trovão!

Começou hoje a pré-venda da aventura de Old Dragon: A Relíquia do Vale do Trovão!

Com preço promocional e PDF grátis!

Inicialmente a pré-venda estava prevista para acontecer ainda em Julho, mas esta data precisou ser adiada em alguns poucos dias.

A aventura tem preço de capa de R$ 39,90 mas na pré-venda sai por apenas R$ 29,90 e ainda dá direito à sua versão em PDF gratuitamente já no momento da compra. A previsão de entrega do livro é para 15 de Setembro de 2018.

E não apenas isso, a Redbox está fazendo várias promoções, com pacotes mais em conta, onde você pode adquirir A Relíquia do Vale do Trovão juntamente com outras aventuras do Old Dragon por um preço bem camarada, ou ainda a aventura e o Livro Básico do Old Dragon com quase R$ 40,00 de desconto! Se você está precisando completar sua coleção, vale à pena visitar a loja virtual e dar uma conferida.

Se você está curioso mas ainda não sabe muita coisa a respeito dessa aventura, saiba que A Relíquia do Vale do Trovão é uma aventura para personagens iniciantes, de 1º a 3º nível, com temática voltada ao horror e aos Mythos dos Grandes Antigos. A aventura também apresenta uma nova região, o dito Vale do Trovão, que funciona como um mini cenário detalhado para desenvolver suas aventuras.

Outro aspecto muito legal dessa aventura é ter sido criada por uma equipe inteiramente feminina, da escrita à arte, passando pela gerência de projeto, editoração e direção de arte. Caso a recepção do público seja boa, é provável que essa equipe feminina continue realizando novos trabalhos para a série Crônicas das Chamas, à qual essa aventura pertence.

O blog RPG Notícias disponibilizou ontem um preview de 48 páginas da aventura em primeira mão, acompanhado de uma bela matéria sobre o projeto, contando inclusive com uma breve entrevista com uma das autoras, Elisa Guimarães. O preview pode ser baixado aqui, mas aconselho muito a visitarem o RPG Notícias e lerem a matéria completa.

#RPGaDay 2018: O que você procura em um RPG?

O que eu procuro em um RPG é diversão. Não existe uma fórmula ideal, ou uma minuciosa lista de características que me atraem ou repelem a um jogo. Parece piegas, mas essa é a verdade: basta eu achar que o jogo é divertido para pensar que vale à pena jogá-lo.

Às vezes é a temática que me leva a ter interesse por um jogo. Outras vezes é o cenário (mesmo quando a temática em si não me chama tanto a atenção). Outras ainda, é o sistema, que me parece instigante. Há casos em que o jogo em si não me chama muito a atenção, mas a proposta da campanha é interessante. Mas no fim, todas essas percepções são balizadas no quanto eu acho que posso me divertir com esse jogo, o quanto agradável e recompensador será jogá-lo ou conduzi-lo. Sim, porquê também há jogos que eu prefiro jogar e jogos que prefiro mestrar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: O que você mais ama no RPG?

Já começou o #RPGaDay 2018, e como eu quase não escrevi nada no blog este ano, me obrigarei a postar todos os dias de Agosto e completar o desafio!


A pergunta do primeiro dia é "o que você mais ama no RPG?". Bom, para mim, é a imprevisibilidade e a infinitude de possibilidades que o jogo proporciona.

Não é apenas a possibilidade de vivenciar aventuras e criar histórias coletivas, mas sim o fato de nunca poder prever como serão essas aventuras. Pois você pode até saber como elas irão começar, mas nunca sabe realmente como irão se desenrolar, e muito menos como terminarão. Mesmo se você for o mestre!

Mais ainda, diferente de videogames, suas possibilidades nunca são finitas em um RPG. Não há nada que seja plausível de ser feito no mundo de jogo, que não possa ser realizado. Um jogador nunca precisa se contentar com um rol limitado de opções - sua imaginação é o limite, literalmente!
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