sexta-feira, 17 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Descreva o Melhor Elogio Que Você Recebeu Durante Um Jogo

Um dos maiores elogios que eu já recebi durante um jogo não foi exatamente um elogio. Na verdade foi uma comemoração do mestre por eu ter perdido um personagem.

Numa campanha de D&D 3.5 em que eu era jogador, estávamos em um ponto crítico em que o grupo iria atravessar um portal mágico, que ficava aberto apenas por uma curta janela de tempo, para outra dimensão que de outra forma era inacessível. Eu controlava 2 personagens: um guerreiro que era meu personagem principal, e um bardo que era um semi-NPC, criado para suprir umas necessidades do grupo no inicio da campanha (e para eu usar enquanto meu personagem principal não podia se juntar ao grupo por questões da história).

O grupo viajava em um barco voador, que seria usado para alcançar o portal no céu. Obviamente, fomos atacados durante a tentativa da travessia, pelos demônios da outra dimensão os quais combatíamos. Na confusão do combate, à mercê de sermos atrasados e não conseguirmos fazer a travessia, o clérigo do grupo usou uma magia para banir as criaturas que não eram de alinhamento bom de uma parte do barco. A magia, claro, visava os demônios, mas o jogador calculou mal a área e acabou englobando meu bardo - que era neutro, não bom!

O bardo foi banido para a cidade abaixo do barco voador, não conseguindo atravessar o portal, e consequentemente ficando de fora do restante da campanha. Quando isso aconteceu, o mestre comemorou de forma esfuziante! Parecia que ele havia "ganho o jogo". Que seu time era campeão do mundo. Ele ficara tão feliz porquê, apesar do bardo ser certamente o menos poderoso do grupo frente aos demais guerreiros, magos e clérigos de nível épico, era frequentemente ele que resolvia os maiores problemas do grupo, quem encontrava soluções para os dilemas mais graves, e que tirava o grupo das enrascadas mais complexas - as quais normalmente não podiam ser resolvidas com poder bruto.

Basicamente, o mestre estava comemorando o fato de que, a partir daquele momento, o trabalho dele de criar perigos e dificuldades a serem vencidas havia se tornado muito mais simples. Foi um reconhecimento de que o bardo era, mesmo contra o que os números nas planilhas diziam, o personagem mais poderoso do grupo. E tudo isso devido ao meu roleplay com o personagem

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Descreva Seus Planos Para Seu Próximo Jogo

Como próximo jogo vou assumir não a próxima sessão, mas sim um próximo jogo diferente do que eu estou conduzindo no momento.

Eu planejo mestrar uma campanha de DCC RPG. Ou melhor falando, uma sequência de aventuras de DCC RPG, já que não tenho muita esperança que um grupo consistente sobreviva de uma sessão a outra e por isso pretendo que as aventuras não tenham muita correlação no quesito de continuidade da história.

Uma campanha mais solta, que permita grande mobilidade de personagens entre as sessões, com aventuras variadas e que não dependam uma da outra. Uma campanha bem old school, de fato.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Descreva Uma Situação Difícil no RPG da Qual Você Gostou

O primeiro arco de minha última campanha de Ravenloft se passava dentro de um sonho na Terra dos Pesadelos. Mas o ponto principal disso é que os jogadores não sabiam disso!

Eles sabiam que estávamos jogando Ravenloft. Sabiam também que a cidade em que estavam não era parte oficial do cenário, mas sim uma criação própria minha para a campanha. Mas acreditavam se tratar de um novo Domínio, sem nem desconfiar de que era na verdade apenas algo dentro de um Domínio que já existia. O fato de que seus personagens estavam dormindo, então, nem lhes passava pela cabeça.

O excelente boxed set The Nightmare Lands.

Eu propositalmente alterava coisas na cidade, descrevia locais de forma diferente, interpretava NPCs de outro jeito, mudava detalhes, etc. No início muitas dessas coisas deviam passar aos jogadores como erros meus, confusões ou esquecimentos do que havia sido dito em sessões anteriores, mas aos poucos eles foram percebendo que algumas coisas não faziam muito sentido, e foram ficando intrigados.

Mas de todas as alusões a sonhos que eu fiz dentro dessa parte da campanha, a mais legal - e mais difícil, foi colocar um dos jogadores dentro do corpo de um NPC (no caso, o pai do personagem dele), sem avisá-lo disso. Sabe quando em um sonho você repentinamente muda de personagem, sem nenhum aviso prévio, e você fica um tempo sem ter certeza de quem você é na história? Então!

Foi um pouco difícil fazer isso de forma convincente, e mais difícil ainda fazer o jogador continuar jogando de forma fluida sem explicar a ele o que estava acontecendo. Mas no fim, acabou dando certo. E quando eles finalmente entenderam o que havia acontecido, algumas sessões mais à frente, foi bem legal.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Descreva Uma Falha Que Se Tornou Surpreendente

Na sessão final da minha última campanha de Ravenloft, parte do plot da campanha girava em torno de um demi-lich que possuía uma habilidade singular: todos que viam aquele crânio cravejado de joias o desejavam para si - e acabavam sob domínio da criatura. Ele utilizava essa habilidade como último recurso para garantir sua sobrevivência.

Quando confrontaram seus inimigos naquela sessão, incluindo o dito lich, após todos os demais perigos terem sido devidamente destruídos, dois membros do grupo falharam em seus saving throws e passaram a desejar enlouquecidamente o crânio: o mago e a feiticeira do grupo!

Malditos demi-lichs!

Eu apenas descrevi aos dois jogadores que seus personagens desejavam aquilo mais do que tudo, e fariam qualquer coisa para obtê-lo. Aproveitando que o crânio jazia no chão, o mago correu rapidamente a seu encontro, pegou-o em suas mãos e saiu voando por um buraco no teto da caverna em que estavam, esperando sair dali e abandonar o grupo à sua própria sorte.

A feiticeira, vendo aquilo, não pensou duas vezes: lançou no mago uma magia Desintegrar, pegou o crânio e teleportou-se para longe, ela sim deixando o grupo à própria sorte!

Foi uma cena muito divertida, resultando no final trágico de dois personagens, inesperadamente causada pelas falhas nas jogadas de resistência dos personagens. Algo que ninguém esperava na última sessão da campanha!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Descreva Como o Seu Jogo Evoluiu

Com prática e experiência, a forma como jogamos RPG vai mudando, melhorando, ficando mais variado. Das invariáveis aventuras explorando dungeons dos meus primeiros dias de jogo, hoje me aventuro muito mais por aventuras em cidades, exploração de locais abertos e áreas selvagens, e principalmente aventuras investigativas e intrigas políticas.

Mas o tempo também cobra seu preço, e tem seu lado ruim. Com as atribulações da vida adulta, o tempo para preparar aventuras fica cada vez menor, e acabo sempre optando pelo que precise de menos preparação prévia possível. Isso significa que as aventuras em dungeons tornam-se cada vez menos frequentes, beirando o inexistente, principalmente pelo fato de que dungeons necessitam de muita preparação. Mapas a desenhar, salas a serem abastecidas de monstros, armadilhas e tesouros, etc.

Uma consequência boa disso é que eu aprendi a improvisar muito bem, a definir praticamente tudo o que for necessário na hora. Mas confesso que às vezes sinto saudades de um bom dungeon crawler. Quem sabe recorrer a aventuras prontas possa me ajudar a suprir essa falta, hum?

domingo, 12 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: O Conceito de Personagem Mais Doido?

O conceito de personagem mais maluco com o qual eu me deparei acredito que tenha sido o George Clooney.

George Clooney era um personagem de uma campanha de GURPS Fallout que eu jogava (dessa vez eu não era o mestre), baseada no videogame Fallout 3. Ele era, basicamente, o protagonista da aventura, o filho do médico do vault que foge no inicio do jogo.

O que era doido em relação ao conceito do personagem é que ela era "o" George Clooney. Não exatamente o ator, mas o personagem dele no seriado Plantão Médico (ou ER no original). Ele não precisava nem ser descrito, a explicação de como ele era se resumia a "é o George Clooney no Plantão Médico". Seu bordão era apresentar-se como "meu nome é George Clooney, e eu sou médico", e sua maior característica era ser um sedutor melhor do que era como médico.

O conceito era tão hilário e bizarro, que acabou influenciando todos os jogadores que entraram na campanha depois disso. Como consequência acabamos com um grupo que continha o Brandon Lee e o Bruce Willis.

sábado, 11 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: O Nome de Personagem Mais Louco?

O nome de personagem mais doido que eu me lembro no momento é o do elfo chamado Kloaka, em minha primeira campanha de (A)D&D. Sério, até hoje eu não sei porque alguém colocaria o nome de cloaca (ainda que mudando algumas letras) num personagem. E o pior é que sempre me pareceu um nome com uma intenção séria, e não uma tiração de sarro.

Nessa mesma campanha tínhamos ainda o famoso "Lorde Gotardo Lathspell, filho de Kormoran, neto de Raveran, Marquês da Gotânia, O Reluzente, vulgo Gota", o qual sempre se apresentava dessa exata maneira. Pois é, pra mim o lance da Daenerys não passa de uma piada velha...
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