segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Plane Shift: Dominaria - O Mais Esperado Cenário de Magic: The Gathering Para D&D 5ªed!

Finalmente foi publicado o cenário mais esperado desde o início da série Plane Shift da Wizard of the Coast: Dominaria!
Plane Shift: Dominaria é um documento em PDF liberado gratuitamente pela Wizards of the Coast detalhando alguns elementos do cenário para as regras da atual edição do D&D.
 
O que já não é novidade, assim como os demais cenários já adaptados do mundo de Magic, o documento é pensado para ser usado em conjunto com o livro The Art of Magic: The Gathering — Dominaria, um artbook que descreve o cenário em maiores detalhes sem nenhum tipo de regra associada. Mas da mesma forma que os documentos anteriores, o artbook não é realmente necessário para utilizar o documento disponibilizado.
 
Para quem não conhece, Dominaria é o cenário base de Magic ao menos até sua 5ª edição, assim como de ao menos 27 expansões do jogo. É o local de origem de personagens como Urza, Gerard Capashen, Karn, Teferi, e tantos outros. Por ser um cenário tão rico e complexo, Plane Shift: Dominaria acabou sendo um pouco decepcionante, cobrindo apenas uma pequena parte do cenário sem se aprofundar muito em sua história.
 
Plane Shift: Dominaria descreve apenas o continente de Aerona, detalhando apenas 7 elementos da região, entre locais e organizações. Há dicas para a condução de campanhas no cenário e várias tabelas para auxiliar o mestre, descrições dos papéis das classes no cenário, regras para novas raças disponíveis para os personagens dos jogadores, mas ainda assim é um documento curto (apenas 24 páginas) que deixa um impressão de superficialidade extrema ao descrever aquele que é provavelmente o cenário mais extenso de Magic: The Gathering.
 
Na introdução, o autor James Wyatt explica um pouco das razões que levaram o documento a ser como é, mas para mim fica claro que a principal razão é o tempo e esforço que estão sendo gastos no desenvolvimento do Guildmasters’ Guide to Ravnica.

Bem, com os cenários de Magic entrando oficialmente para a lista de cenários oficias de D&D, espero que no futuro Dominaria ganhe uma abordagem mais digna de sua importância e complexidade.

domingo, 19 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Qual a Música Que Estimula o Seu Jogo?

Devo confessar que eu não sou uma pessoa muito musical. Eu ouço muito pouca música, o que faz com que música não seja uma grande influência nas minhas criações.

Assim, eu não relaciono nenhuma música ao meu jogo, da mesma forma como não as utilizo enquanto jogo.

Mas já ouvi relatos bem bacanas de amigos que chegavam a produzir playlists completas, com temas para cada cena e local de suas aventuras. Parecia ficar bastante interessante, mas infelizmente nunca presenciei como era.

sábado, 18 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Que Arte Inspira o Seu Jogo?

"Arte" é um campo bem amplo, mas devido à pergunta do dia de amanhã, imagino que aqui a intenção seja falar de algum tipo de arte visual, provavelmente ilustrações.

Nesse quesito, algo que sempre foi uma grande inspiração para meus jogos são as velhas edições de A Espada Selvagem de Conan. Acho que já comentei por aqui uma vez que meu irmão possuía a coleção completa dessas revistas quando eu era criança, e sempre gostei muito de  lê-las.

Não tem como não amar essas capas!

Da belíssima arte das capas, à magnífica arte preto & branco de mestres como John Buscema, tudo naquela série de revistas era visualmente excelente. E eu tento de alguma maneira transpor algo daquele clima em meus jogos.

Saindo um pouco da área visual, os roteiros de Roy Thomas nas revistas eram fenomenais, assim como sua qualidade indiscutível como editor, e aprendi muito sobre como tornar uma história  empolgante com ele.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Descreva o Melhor Elogio Que Você Recebeu Durante Um Jogo

Um dos maiores elogios que eu já recebi durante um jogo não foi exatamente um elogio. Na verdade foi uma comemoração do mestre por eu ter perdido um personagem.

Numa campanha de D&D 3.5 em que eu era jogador, estávamos em um ponto crítico em que o grupo iria atravessar um portal mágico, que ficava aberto apenas por uma curta janela de tempo, para outra dimensão que de outra forma era inacessível. Eu controlava 2 personagens: um guerreiro que era meu personagem principal, e um bardo que era um semi-NPC, criado para suprir umas necessidades do grupo no inicio da campanha (e para eu usar enquanto meu personagem principal não podia se juntar ao grupo por questões da história).

O grupo viajava em um barco voador, que seria usado para alcançar o portal no céu. Obviamente, fomos atacados durante a tentativa da travessia, pelos demônios da outra dimensão os quais combatíamos. Na confusão do combate, à mercê de sermos atrasados e não conseguirmos fazer a travessia, o clérigo do grupo usou uma magia para banir as criaturas que não eram de alinhamento bom de uma parte do barco. A magia, claro, visava os demônios, mas o jogador calculou mal a área e acabou englobando meu bardo - que era neutro, não bom!

O bardo foi banido para a cidade abaixo do barco voador, não conseguindo atravessar o portal, e consequentemente ficando de fora do restante da campanha. Quando isso aconteceu, o mestre comemorou de forma esfuziante! Parecia que ele havia "ganho o jogo". Que seu time era campeão do mundo. Ele ficara tão feliz porquê, apesar do bardo ser certamente o menos poderoso do grupo frente aos demais guerreiros, magos e clérigos de nível épico, era frequentemente ele que resolvia os maiores problemas do grupo, quem encontrava soluções para os dilemas mais graves, e que tirava o grupo das enrascadas mais complexas - as quais normalmente não podiam ser resolvidas com poder bruto.

Basicamente, o mestre estava comemorando o fato de que, a partir daquele momento, o trabalho dele de criar perigos e dificuldades a serem vencidas havia se tornado muito mais simples. Foi um reconhecimento de que o bardo era, mesmo contra o que os números nas planilhas diziam, o personagem mais poderoso do grupo. E tudo isso devido ao meu roleplay com o personagem

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Descreva Seus Planos Para Seu Próximo Jogo

Como próximo jogo vou assumir não a próxima sessão, mas sim um próximo jogo diferente do que eu estou conduzindo no momento.

Eu planejo mestrar uma campanha de DCC RPG. Ou melhor falando, uma sequência de aventuras de DCC RPG, já que não tenho muita esperança que um grupo consistente sobreviva de uma sessão a outra e por isso pretendo que as aventuras não tenham muita correlação no quesito de continuidade da história.

Uma campanha mais solta, que permita grande mobilidade de personagens entre as sessões, com aventuras variadas e que não dependam uma da outra. Uma campanha bem old school, de fato.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Descreva Uma Situação Difícil no RPG da Qual Você Gostou

O primeiro arco de minha última campanha de Ravenloft se passava dentro de um sonho na Terra dos Pesadelos. Mas o ponto principal disso é que os jogadores não sabiam disso!

Eles sabiam que estávamos jogando Ravenloft. Sabiam também que a cidade em que estavam não era parte oficial do cenário, mas sim uma criação própria minha para a campanha. Mas acreditavam se tratar de um novo Domínio, sem nem desconfiar de que era na verdade apenas algo dentro de um Domínio que já existia. O fato de que seus personagens estavam dormindo, então, nem lhes passava pela cabeça.

O excelente boxed set The Nightmare Lands.

Eu propositalmente alterava coisas na cidade, descrevia locais de forma diferente, interpretava NPCs de outro jeito, mudava detalhes, etc. No início muitas dessas coisas deviam passar aos jogadores como erros meus, confusões ou esquecimentos do que havia sido dito em sessões anteriores, mas aos poucos eles foram percebendo que algumas coisas não faziam muito sentido, e foram ficando intrigados.

Mas de todas as alusões a sonhos que eu fiz dentro dessa parte da campanha, a mais legal - e mais difícil, foi colocar um dos jogadores dentro do corpo de um NPC (no caso, o pai do personagem dele), sem avisá-lo disso. Sabe quando em um sonho você repentinamente muda de personagem, sem nenhum aviso prévio, e você fica um tempo sem ter certeza de quem você é na história? Então!

Foi um pouco difícil fazer isso de forma convincente, e mais difícil ainda fazer o jogador continuar jogando de forma fluida sem explicar a ele o que estava acontecendo. Mas no fim, acabou dando certo. E quando eles finalmente entenderam o que havia acontecido, algumas sessões mais à frente, foi bem legal.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

#RPGaDay 2018: Descreva Uma Falha Que Se Tornou Surpreendente

Na sessão final da minha última campanha de Ravenloft, parte do plot da campanha girava em torno de um demi-lich que possuía uma habilidade singular: todos que viam aquele crânio cravejado de joias o desejavam para si - e acabavam sob domínio da criatura. Ele utilizava essa habilidade como último recurso para garantir sua sobrevivência.

Quando confrontaram seus inimigos naquela sessão, incluindo o dito lich, após todos os demais perigos terem sido devidamente destruídos, dois membros do grupo falharam em seus saving throws e passaram a desejar enlouquecidamente o crânio: o mago e a feiticeira do grupo!

Malditos demi-lichs!

Eu apenas descrevi aos dois jogadores que seus personagens desejavam aquilo mais do que tudo, e fariam qualquer coisa para obtê-lo. Aproveitando que o crânio jazia no chão, o mago correu rapidamente a seu encontro, pegou-o em suas mãos e saiu voando por um buraco no teto da caverna em que estavam, esperando sair dali e abandonar o grupo à sua própria sorte.

A feiticeira, vendo aquilo, não pensou duas vezes: lançou no mago uma magia Desintegrar, pegou o crânio e teleportou-se para longe, ela sim deixando o grupo à própria sorte!

Foi uma cena muito divertida, resultando no final trágico de dois personagens, inesperadamente causada pelas falhas nas jogadas de resistência dos personagens. Algo que ninguém esperava na última sessão da campanha!
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